Itens do Brasil relacionados à Copa têm pouca procura

Faltam poucos dias para a seleção brasileira entrar em campo em mais uma Copa do Mundo. Mas fora das quatro linhas o resultado por enquanto, quando se fala em vendas de itens típicos do período, não é positivo. Pouca procura e pouca oferta.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apenas 24,0% das famílias brasileiras pretendem comprar itens relacionados ao Mundial de Futebol de 2018. O número representa menos da metade das intenções da Copa de 2014, realizada no Brasil que era de 50,1%. O levantamento foi feito em todas as capitais e regiões metropolitanas com cerca de 18 mil consumidores.

Os motivos dessa falta de interesse são vários de acordo com a CNC, como por exemplo o aumento da taxa de desemprego e juros além do inesquecível 7X1 da Alemanha contra o Brasil dentro de casa.

E não é só a procura que teve redução não. No comércio também não se vê muita coisa. É uma camiseta aqui outra ali, bandeirinhas e nada muito além disso. São poucas as vitrinas que apostam nas cores verde e amarelo.

O comerciante José Sérgio Queiroz até foi em busca de produtos para enfeitar o bar e a casa mas não ficou satisfeito. “Queria uma bandeira grande para colocar no meu estabelecimento, não estou encontrando, o que eu achei era menor e o preço também não está bom, não tenho dúvidas que em outras copas não era assim”, afirma.

O gerente de loja Nilton César Cessel está otimista, se o Brasil fizer uma boa estreia as vendas melhoram. “Toda copa é assim, depois do primeiro jogo, se o resultado for bom, dá mais euforia e o pessoal sai para comprar”, declara.

Ainda segundo o levantamento da CNC Os produtos mais procurados devem ser alimentos e bebidas (9,9%), vestuários masculino, feminino e infantil (7,5%) e aparelhos televisores (4,3%).

“As amarelinhas”, acompanhadas com outras cores que simbolizam o país, são alternativas para os vendedores que ficam nas rotatórias e cruzamentos da cidade. O período que deveria ser rentável também não tem agradado. “Não está vendendo nada ainda, não tive lucros”, disse o vendedor Wellington Monteiro da Silva.

Segundo ele na Copa do Brasil conseguiu vender em torno de 2 mil camisetas, agora, apenas 12 unidades foram vendidas.

A torcida, claro que é para os resultados sejam bons no campo para refletir também nas vendas.

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