Araraquara agora é Município de Interesse Turístico

Na Morada do Sol, como a cidade é conhecida, a modernidade anda ao lado da natureza com inúmeros patrimônios históricos e culturais totalmente preservados

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Araraquara é hoje uma cidade de economia diversificada e comércio forte, elevado nível de ensino e grande vocação para o turismo. Juntamente com 26 municípios, Araraquara – com mais de 230 mil habitantes – compõe a Região Turística Centro Paulista, com potencial de desenvolvimento devido aos recursos naturais e histórico-culturais. Outro setor com fluxo expressivo de visitantes em Araraquara está relacionado diretamente ao Turismo de Negócios e Eventos, que atrai um público significativo em virtude da sua especificidade, e que pode contar com os pavilhões Gigantão e Arena da Fonte.

Este Município de Interesse Turístico (MIT) possui boa hotelaria que propicia o atendimento de diferentes tipos de público, além de rodovias de acesso em condições adequadas. Sem contar o turismo gastronômico e rural, como Bueno de Andrada e os assentamentos.

Quando o tema é Turismo Ecológico, A Morada do Sol tem o Parque Pinheirinho Otaviano de Arruda Campos inaugurado em 22 de agosto de 1975 e que ocupa uma área verde de mais de dois milhões de metros quadrados, dentro da área urbana, e abriga o Centro de Treinamento Olegário Tolói de Oliveira e o Circuito de Rodas. O complexo conta ainda com piscinas, praça de alimentação, playground e quadras de esportes, entre outros atrativos.

Se o setor for histórico-cultural, há o Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria, acervo eclético que reúne objetos das fazendas de café, objetos de uso pessoal, de trabalho, máquinas (telefones, rádios, máquinas de escrever, máquinas fotográficas, relógios), mobiliário, porcelanas, arte sacra e arte popular, entre outros objetos. O MIT dispõe também do Museu de Arqueologia, além do Museu do Futebol e dos Esportes e o Museu Ferroviário Francisco Aureliano de Araújo, acervo específico sobre a estrada de ferro, principalmente a Estrada de Ferro Araraquara (EFA), com mobiliário, ferramentas, documentos, fotografias e maquetes.

 

Por sua vez, a Casa da Cultura Luís Antônio Martinez Corrêa abriga o acervo Municipal, a Pinacoteca Municipal e o Arquivo Histórico Municipal. Ali são realizados cursos, oficinas de artes e exposições. Ao lado está o prédio da Câmara Municipal, onde já funcionou a Prefeitura. A Câmara e a Casa da Cultura formam um conjunto arquitetônico tombado em 1998, no centro da cidade.  Também em âmbito cultural, há a Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade inaugurada em 1943 e recebeu o nome de Mário de Andrade, pois o escritor incentivou a criação do espaço, doando 600 exemplares de seu acervo pessoal.

O destaque visual fica para o Bulevar dos Oitis, na Rua Voluntários da Pátria, que atravessa todo o centro histórico da cidade e que recebeu esse nome como uma homenagem aos 30 combatentes de Araraquara que participaram da Guerra do Paraguai, em 1865. Há um trecho que forma um túnel verde no Centro da cidade por abrigar 300 oitis centenários. O calçamento original da rua, com paralelepípedos de granito, também foi preservado.

Se o assunto for esporte, este MIT conta com o Estádio Municipal Doutor Adhemar Pereira de Barros – Arena da Fonte, também conhecido como Estádio da Fonte Luminosa ou Arena da Fonte e hoje se tornou um dos mais modernos estádios do interior de São Paulo e é utilizado para grandes shows e apresentações, com capacidade para 25.000 pessoas.

Além de praças bem cuidadas e atrativas, como a da Independência (Jardim Público), da Matriz, Cléia Honain, Pedro de Toledo, Major Abel Fortes (Parque Infantil) e de Santa Cruz, mais de dois mil pessoas procuram o Santuário de Schoenstatt, localizado no Jardim Botânico, atraindo romeiros de cidades vizinhas, como Dourado, Ibaté e São Carlos, entre outras.

Em meio ao Turismo de Eventos e Negócios, destaque para Facira – Feira Agrocomercial e Industrial da Região de Araraquara que acontece sempre em agosto, mês do aniversário da cidade.

Já o Turismo Gastronômico passa pelo Distrito de Araraquara chamado Bueno de Andrada e que ficou conhecido depois que o escritor araraquarense Ignácio de Loyola Brandão publicou uma crônica sobre as coxinhas vendidas em uma pequena mercearia do local.

Rapidamente, Bueno de Andrada virou sinônimo de “coxinhas douradas” e passou a figurar em diversos sites, jornais e programas de televisão sobre culinária. A localidade também é famosa pela antiga estação ferroviária e pelas festas gastronômicas, como o Festival Delícias do Milho que atraem milhares de visitantes todos os anos.

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