BB tem lucro líquido ajustado de R$ 3 bi no primeiro trimestre

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O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado (resultado sem itens extraordinários) de R$ 3 bilhões no primeiro trimestre do ano, alta de 20,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro foi de R$ 2,5 bilhões. O lucro líquido do banco, sem ajuste, foi de R$ 2,7 bilhões, de janeiro a março, contra o resultado de R$ 2,4 bilhões do mesmo período do ano passado. O retorno sobre patrimônio líquido aumentou para 13,2%. De acordo com a instituição financeira, o resultado foi influenciado pelo aumento das rendas de tarifas, redução das despesas de provisão e das despesas administrativas.
O crédito à pessoa física teve desempenho positivo. A carteira orgânica atingiu R$ 177,2 bilhões no trimestre, uma alta 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os destaques foram o crédito consignado, com crescimento de 8,2%, e o financiamento imobiliário, que aumentou 6,8%. A carteira de crédito ampliada somou R$ 675,6 bilhões, uma queda de 0,8% em relação ao trimestre anterior. Para o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, a queda na carteira de crédito ocorreu devido à sazonalidade, já que o quarto trimestre apresenta, tradicionalmente, movimento mais forte.
“Esse processo do comportamento do crédito vai depender da retomada do crescimento econômico do país. Temos essa sinalização. Passamos pela pior crise de todos os tempos, não foi como em 2009, em que houve aumento do consumo”, afirmou. O índice de inadimplência no final do trimestre era de 3,65%, percentual que mostra ritmo de queda pelo terceiro trimestre consecutivo. A melhora da qualidade do crédito é atribuída ao segmento de pessoas jurídicas. O índice de inadimplência acima de 90 dias, de 3,22%, está em patamar inferior ao do Sistema Financeiro Nacional, cujo índice é 3,30%. As despesas com provisões tiveram queda no trimestre, totalizando R$ 5,4 bilhões.
A carteira ampliada de agronegócio obteve R$ 184,7 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 2,6% ante R$ 180,1 bilhões em comparação ao mesmo período no ano passado. As operações de crédito rural tiveram crescimento de R$ 9,7 bilhões. Principal agente financeiro do agronegócio no país, o banco responde por 59% de participação nos financiamentos do setor. “O Banco do Brasil é do agronegócio, a participação de [quase] 60% mostra a vocação nossa. Não estamos parados, o Banco do Brasil nunca esteve tão atuante como nesse momento. Tivemos mais de R$ 4 bilhões, em feiras recentes, de propostas feitas pelos participantes. Estamos investindo muito na especialização do agronegócio”, ressaltou.

Cadastro positivo

O presidente do Banco do Brasil disse que o Cadastro Positivo, de acordo com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 411/17, aprovado ontem (10) pela Câmara dos Deputados, é uma medida “extremamente positiva”. A proposta prevê a inclusão automática de consumidores em um bancos de dados, no qual os gestores terão acesso a todas as informações sobre empréstimos quitados e obrigações de pagamento de pessoas físicas e jurídicas. “Vai nos trazer melhoria, barateamento do crédito. O banco vinha defendendo isso junto à Febraban [Federação Brasileira de Bancos]. Terá uma interferência muito positiva em relação ao crédito, à redução da inadimplência”, disse.

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