EVANGELHO DE DOMINGO…

Ana Lucia Missaglia Guarnieri
… dia 15/04/2018 e Lucas (24, 35-48) narra como foi a comunicação do Senhor, depois da Ressurreição, com os discípulos: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO!” (…) Por que duvidais no coração? Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem osso, como estais vendo!” (…)então Jesus abriu-lhes a inteligência e disse:” O Cristo ressuscitou dos mortos ao terceiro dia e no seu nome serão anunciados o perdão e a conversão de todas as nações, começando por Jerusalém. Sereis testemunhas de tudo isso!”
Por volta de 1991, quando, no “Diário do Rio Claro”, deu-se início às publicações das 8 crônicas de Aloysio Pereira, poucos dias antes de sua morte, cuja autobiografia se encontra no Arquivo do Município (1985) com detalhes de seu próprio perfil – “Acho que os ignorantes são a grande desgraça do mundo. Eles eram nove, morreram dez e ficaram onze” – nesse tempo preciso, o irreverente colaborador Jairo Pimentel (JAP) de muitos leitores do “Diário”, escrevia: “Em face da morte, as condutas das pessoas são diversas e há procedimentos da maior grandeza a mostrar que todos nós, inconsciente ou conscientemente, temos saudade do paraíso, da paz eterna, da eterna bem-aventurança.
Foi assim com a filha do saudoso Nenê Honório. Uma linda boneca, loura como as espigas dos trigais, olhos claros como o azul do céu e graciosa e linda, um amor. (…) Mocinha, franzina, frágil, doentia, vivia aos médicos e remédios, até que um dia cochichou ao pai amargurado (que não gastasse mais dinheiro com ela, pois sabia que morreria)… O pai chorou muito e contou-me o fato. Anos depois, a mocinha faleceu como uma santa, sem uma queixa, com o nome de Maria nos lábios. Nem a terrível agonia dos moribundos a atacou.(…)
Outro caso aconteceu com o saudoso Luiz D’Onofrio (…) que não chegou a tomar a injeção. Da cadeira onde estava, no Hospital Santa Filomena, debruçou-se sobre a mesa, expirando plácida e calmamente (após ter anunciado ao médico sua morte) disposto, alegre e prazenteiro, como era. Coisa quase idêntica aconteceu com o estimado José Lauria que previu o dia e hora da sua morte. (…) Eu, pelo menos, não tenho temor à morte que é uma fatalidade na nossa existência terrena. Tenho apenas dó de morrer deixando este mundo amado vale de lágrimas e tudo o que amo” O PRATO DO DIA, JAP, DIÁRIO DO RIO CLARO.
Hoje com a prova material da Ressurreição de Cristo, através do estarmos conectados globalmente, Via Internet, que outra coisa não é senão o progresso da Física Quântica, descoberta pelo judeu Albert Einstein, o médico indiano Deepak Chopra vem reafirmar que a morte não é o contrário da vida, morte é o contrário do nascimento, em que as energias vão transmutando-se, até a obtenção da vida eterna, compartilhada pelo RESSUSCITADO com toda humanidade.
SHALOM ADONAI – A PAZ DO SENHOR – não se compara à paz do mundo, que se apoia em conquistas enganosas, que o dinheiro compra enquanto a injustiça extermina, impiedosa, com o dom da vida pela falta de Amor, quando se deve vigiar, orar, agradecer, pela oportunidade de individual e socialmente chegar até Deus, pois é do Alto que à terra descem todas as bênçãos.
Como elemento de união, entre os registros escritos no “Diário do Rio Claro” de ontem e no “Novo Diário” de hoje, possam as letras e a música de Padre Antônio Maria, dirigidas à Mãe do Senhor, ressuscitado dentre os mortos (Evangelho de Domingo) falar aos corações que buscam a paz, que o mundo dividido e apressado não pode dar: “Cubra-me com seu manto de Amor/ Guarda-me na Paz desse olhar/ Cura-me as feridas e a dor/me faz suportar/ que as pedras do meu caminho/ meus pés suportem pisar /Mesmo ferido de espinhos me ajude a passar…Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração/ Da minha vida, do meu destino/ do meu caminho/ cuida de mim”.

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