Pedra e Vidraça…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Há aproximadamente uns quatro anos, o então vereador Juninho da Padaria, empunhava uma roçadeira e limpava o terreno de uma escola de Rio Claro, deitando falação na administração então no poder. Na mesma época, aparecia em uma foto com uma colher de pedreiro na mão arrumando uma calçada, culpando mais uma vez a administração que estava no poder.
Hoje, 23/02/2018, uma postagem no Facebook tinha os seguintes dizeres: “Escola abandonada, assaltos, mato alto, lixo, foco do mosquito da dengue, escorpião, caramujo, descaso do poder público, é assim que se encontra a escola Professor Antônio Sebastião da Silva no Cervezão. Alunos convivem com o perigo em estudar em uma situação precária, nesta escola”, inclusive com foto que mostrava, realmente o mato bastante alto.
Caminhemos por Rio Claro e prestemos atenção nas calçadas de nossa cidade e veremos que a situação, aparentemente, até piorou. As ruas cheias de buracos, em muitos lugares sem iluminação por falta de manutenção.
Ou seja, tudo o que o ex vereador (e hoje prefeito) condenava, hoje está aí à mostra para quem quiser ver.
Há quem pergunte: e a roçadeira e a colher de pedreiro? Será que ele vendeu para fazer campanha?
Em política, um dos ditados mais certeiro é “o peixe morre pela boca”. É impressionante o dom que nossos políticos têm de “falar o que não deve”.
No afã de chegar ao poder, porém, para eles vale tudo. Se passar por mentiroso, estelionato político, são atitudes muito comuns em campanhas eleitorais.
Não há necessidade de ser honesto em suas promessas, acreditam que o povo tem memória curta e pouquíssimo engajamento eleitoral e são fáceis de se levar. É assim que eles pensam. Você concorda com eles? Pois é, as eleições de outubro próximo é o melhor momento para mostrar a eles que você não é um alienado político. Expurgue da classe política, pelo menos os bandidos já condenados ou mesmo aqueles que estão envolvidos em ações judiciais…
Parece mentira…
Parece que os nossos homens públicos não conseguem encontrar em seu meio alguém que esteja “limpo” para assumir o Ministério do Trabalho. Primeiro tentaram colocar alguém que não respeita as leis trabalhistas.
Aí deixaram um ministro interino que está envolvido em um dos crimes mais ridículos que se possa imaginar: “roubo de energia elétrica”, ou como é mais conhecido, o famoso “gato”.
Quem descobriu o caso foi a emissora GloboNews. O crime teria acontecido em 2014, na empresa em que Helton é sócio.
Yomura foi o novo nome indicado pelo PTB para assumir de vez a pasta depois que o presidente do partido, Roberto Jefferson, desistiu de vez da indicação da filha, Cristiane Brasil.
É, parece que está difícil encontrar alguém limpo dentro do PTB…

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