Prefeito determina afastamento de médico na UPA da 29

Uma paciente registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar contra um médico que, na noite de sexta-feira, estaria se recusando a atender os pacientes e vendo notícias no computador em sua sala na Unidade de Pronto Atendimento da Avenida 29 (UPA), local onde diariamente são realizados mais de 500 atendimentos. O médico pertence ao quadro de profissionais da empresa que realiza serviços de plantão médico na rede municipal de saúde.
Logo após ser informado sobre o episódio pelo secretário municipal de Saúde interino, Antonio Archangelo, o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, determinou o imediato afastamento do médico de suas funções.
O afastamento até que os fatos sejam apurados se deu amparado em lei municipal, de autoria de Juninho, que proíbe o uso de celulares e outros meios eletrônicos para uso recreativo por profissionais de saúde durante o expediente.
A empresa que presta serviços de plantão médico acatou a determinação do prefeito e substituiu o profissional na escala de trabalho. “Nosso compromisso é com o bom acolhimento e qualidade no atendimento da população”, afirmou o prefeito, ressaltando que de maneira geral os profissionais da saúde têm seguido esta orientação. “Nesse caso em especial, que é exceção entre os milhares de atendimentos feitos diariamente na rede municipal de saúde, não podemos ainda emitir nenhum juízo de valor com relação à denúncia. Os fatos já estão sendo apurados pela Fundação e esperamos dar uma resposta à sociedade o mais rápido possível, garantindo o cumprimento de todas as leis administrativas”, reiterou Juninho.
Prefeitura e Fundação Municipal de Saúde reforçam a importância das pessoas que utilizam a rede pública de saúde de Rio Claro se manifestarem oficialmente caso tenham reclamações a fazer com relação a algum serviço prestado. Um dos canais preferenciais é a ouvidoria da Fundação de Saúde, pelo telefone 3526.7105. A ocorrência é registrada, o fato é apurado e a resposta é dada de maneira rápida e ágil.

Fundo Social entrega certificados para formandos do curso de Informática

O Fundo Social de Solidariedade de Rio Claro entregou nessa segunda-feira (8) os certificados de conclusão do curso básico de Informática oferecido gratuitamente à comunidade. As aulas foram ministradas na sala do programa Acessa São Paulo instalada no Restaurante Bom Prato. O curso foi realizado em parceria entre a prefeitura, que disponibilizou o professor, e a Associação Betesda Assistencial (Aba), que forneceu o material didático.
Dez idosos usuários do restaurante participaram do curso e receberam orientações sobre como utilizar o computador e também o celular. Foram seis meses de curso com encontros semanais de duas horas cada. De julho a dezembro do ano passado, os alunos aprenderam a usar programas do pacote Office e também como acessar a internet. “Para o Fundo Social é uma grande satisfação oferecer esse curso aos idosos para auxiliá-los no processo de inclusão digital. É importante que eles saibam usar as novas tecnologias para melhorar suas vidas”, explica Paula Silveira Costa, presidente do Fundo Social.
“O curso foi muito bem sucedido e com ótima aceitação entre os participantes”, destaca Samuel Ribeiro, gestor da Aba e gerente do Bom Prato, ressaltando o apoio da prefeitura na viabilização do curso. “Pedimos o apoio do Fundo Social e fomos atendidos com a disponibilização do professor”, comenta.
A Aba é em entidade filantrópica mantida pela Igreja do Nazareno. A associação é responsável pela administração do restaurante Bom Prato, que fica na Rua 1, entre as avenidas 8 e 10, 1.534, Centro.

Sesc Piracicaba oferece vivência em games que marcaram gerações

Durante os meses de janeiro e fevereiro, o Sesc Piracicaba realiza o projeto Game é Cultura com bate-papos, vivências, construções de jogos eletrônicos e experimentações de consoles dos anos 70, 80 e 90. O objetivo é apresentar ao público jogos eletrônicos que, de passatempos adolescentes, tornaram-se um importante segmento econômico, que produz história, gera conhecimento e movimenta recursos.

A programação é inteiramente gratuita e algumas atividades necessitam de inscrições prévias. Programação completa | Game é Cultura –
Acesse: http://bit.ly/2ldkjuE

A história dos Consoles – bate-papo e construção
Conheça a história dos games, o surgimento dos primeiros consoles domiciliares, suas características e impactos cultural e comercial. No segundo encontro, os participantes terão a oportunidade de montar um console de baixo custo a partir do uso de um kit Raspberry Pi3 B. Com Bruno Mendonça e Silva e Cristiano Felipe Margoni.
Dias 10 e 17, quartas, 19h30.
Espaço de Tecnologias e Artes. Grátis. Não recomendado para menores de 14 anos. Inscrições: sescsp.org.br/piracicaba.

Games, Cultura e Nostalgia
A atividade apresenta uma vivência interativa e mediada com jogos digitais dos anos 80 e 90, provocando uma experiência nostálgica aos participantes, ou até a primeira vivência, com os consoles originais da época. Com Jaderson Souza e Tainá Felix, da Game e Arte.
Dias 13 e 14, sábado e domingo, 12h.
Espaço de Tecnologias e Artes. Grátis. Não recomendado para menores de 14 anos. Inscrições no local com 30 minutos de antecedência.

Jam jogos independentes
Conheça e experimente uma seleção de jogos independentes brasileiros e estrangeiros instalados nos equipamentos do ETA. Com mediação de Cristiano Margoni.
Dias 19 e 26 sexta, 18h30.
Dia 27, sábado, 13h30.
Espaço de Tecnologias e Artes. Grátis. Livre.
Lançamento A Nova Califórnia
Experimentação do jogo que é uma adaptação do conto literário A Nova Califórnia, de Lima Barreto, para um game forjado ao estilo ação. Bate-papo com o desenvolvedor Jaderson Souza e a produtora Tainá Felix.
Dia 20, sábado, 12h. (experimentação)
Dia 20, sábado, 15h. (bate-papo)
Espaço de Tecnologias e Artes. Grátis. Não recomendado para menores de 14 anos. Inscrições no local com 30 minutos de antecedência.

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=Cuf1crHmeIc&feature=youtu.be
Site Oficial: http://www.anovacalifornia.com.br

Meu Primeiro Game
As crianças aprenderão sobre a criação de jogos para computadores de maneira divertida, podendo, a partir daí, usar a imaginação para criar muitos outros. Os encontros são independentes e a atividade acompanha apostila passo a passo. ComCelene Rissato, educadora de tecnologias e artes do Sesc Piracicaba.
De 30/1 a 2/2, terça a sexta, 15h.
Espaço de Tecnologias e Artes. Grátis. Para crianças acima de 10 anos.
Inscrições: sescsp.org.br/piracicaba.

Experimentação e Iniciação à Programação de Jogo
O curso visa apresentar conceitos básicos sobre desenvolvimento de jogos por meio da experimentação. Ao final do curso, os jogos criados ficarão disponíveis no Espaço de Tecnologias e Artes para que sejam testados por outros usuários. Com André Asai.
Dias 30 e 31/1 e 6/2 e 7/2, terças e quartas, 19h.
Espaço de Tecnologias e Artes. Grátis. Não recomendado para menores de 14 anos. Inscrições: sescsp.org.br/piracicaba.

Equipe Gam localiza Fox roubado

Na tarde de sábado por volta das 16h40h,a equipe GAM estava patrulhando pela estrada velha Rio Claro/Ipeúna, quando um transeunte indicou um veículo escondido no meio do canavial. Ao realizar pesquisa, constou um FOX PRATA ano 2004, que havia sido roubado em data anterior. O veículo foi apresentado no Plantão policial e após recolhido ao pátio do guincho São Lucas. Elaborado BO/PC 160/2018 e RO/GCM 36/2018 – Auto Localizado

Sonho realizado!

O garoto Leonardo, do município de Santa Gertrudes, comemorou em 06/01 seu aniversário de cinco anos. Ele é fã dos super-heróis e sonha em ser um Policial Militar da ROCAM.
Na tarde da última sexta-feira (05), familiares do garoto procuraram o Trigésimo Sétimo Batalhão de Polícia Militar do Interior (37º BPM/I), sediado em Rio Claro, solicitando a possibilidade dos policiais da ROCAM fazerem uma surpresa para o menino, em sua festa de aniversário.
Depois de ajustados os detalhes, os policiais militares Cabo PM Amâncio, Cabo PM Fábio, Soldado PM Tom e Soldado PM Caitano foram até a festa e realizaram o sonho de Leonardo que recebeu uma farda de presente dos policiais.

SONHO REALIZADO (2) SONHO REALIZADO (1)

IPVA 2018: pagamento com desconto de 3% para veículos com placa final 1 vence amanhã

Proprietário de veículo com placa final 1 pode optar por parcelar o imposto, basta fazer o pagamento da primeira parcela até o dia 9/1
Nessa terça-feira, 9/1, vence o prazo para o pagamento integral, com desconto de 3%, ou do parcelamento em três vezes do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2018 para os veículos com final de placa 1. Os contribuintes devem ficar atentos às datas de vencimento para aproveitar o abatimento e regularizar o imposto.

A quitação pode ser de três maneiras: à vista com desconto de 3% (janeiro); à vista sem desconto (fevereiro) ou em três parcelas, de janeiro a março, de acordo com a data de vencimento da placa. Para efetuar o pagamento, basta se dirigir a uma agência bancária credenciada com o número do RENAVAM (Registro Nacional de Veículo Automotor), e realizar o recolhimento do IPVA 2018.

Utilize os terminais de autoatendimento, os guichês de caixa, pela internet ou débito agendado, ou outros canais oferecidos pela instituição bancária para fazer o pagamento. O IPVA também pode ser pago em casas lotéricas.

É possível fazer a consulta do valor do imposto deste ano no sitewww.valoripva2018.fazenda.sp.gov.br, digitando o número do Renavam e placa do veículo.

Calendário de vencimentos do IPVA 2018
Automóveis, Caminhonetes, Ônibus, Micro-ônibus, Motos e similares Mês Janeiro Fevereiro Março Parcela 1ª Parcela ou Cota Única Com Desconto 2ª Parcela ou Cota Única Sem Desconto 3ª Parcela Placa Dia do Vencimento Dia do Vencimento Dia do Vencimento Final 1 9/1 9/2 9/3 Final 2 10/1 15/2 12/3 Final 3 11/1 16/2 13/3 Final 4 12/1 19/2 14/3 Final 5 15/1 20/2 15/3 Final 6 16/1 21/2 16/3 Final 7 17/1 22/2 19/3 Final 8 18/1 23/2 20/3 Final 9 19/1 26/2 21/3 Final 0 22/1 27/2 22/3
Caminhões Mês Janeiro Março Abril Junho Setembro Parcela Cota Única Com Desconto 1ª Parcela Cota Única Sem Desconto 2ª Parcela 3ª Parcela Placa Dia do Vencimento Dia do Vencimento Abril Junho Setembro Final 1 9/1 9/3 18/4 18/6 18/9 Final 2 10/1 12/3 Final 3 11/1 13/3 Final 4 12/1 14/3 Final 5 15/1 15/3 Final 6 16/1 16/3 Final 7 17/1 19/3 Final 8 18/1 20/3 Final 9 19/1 21/3 Final 0 22/1 22/3
Licenciamento Antecipado 2018
Para antecipar o licenciamento anual, deverão ser quitados integralmente todos os débitos que recaiam sobre o veículo, compreendendo o IPVA, a taxa de licenciamento, o prêmio do Seguro DPVAT e, se for o caso, multas de trânsito.

Dicas de Segurança para o Idoso

Hoje iremos falar de algo muito importante para quem presta cuidados a idosos portadores de demências e outras doenças degenerativas, seja o cuidador o familiar ou terceiros, iremos pontuar algumas dicas de segurança para esse publico tão frágil e dependente.
Sabemos que a segurança em casa é importante para todos, porém idosos portadores de doenças degenerativas podem correr graves riscos, mas há medidas simples que podem auxiliar os cuidadores e proteger o idoso:
* Remover da vista os riscos é a primeira medida de segurança, não deixando a vista fósforo, acendedores, etc;
* Colocar sinos ou algum objeto que faça som na porta da frente, sempre que ela for aberta;
* Colocar corrimão ao lado de escadas, piso antiderrapante e uma boa iluminação;
* Colocar tela de proteção em janelas e piscinas;
* Instalar protetores de quinas nos móveis;
* Colocar protetor de tomadas;
* Evitar tapetes soltos, tacos soltos, fios soltos, móveis pequenos no meio dos cômodos da casa;
* Evitar encerar o piso da casa;
* Evitar espelhos, pois o idoso pode não se reconhecer e ficar agressivo podendo bater no espelho e causar ferimentos graves;
* Guardar objetos cortantes em gaveta ou armário com tranca;
* Manter produtos de limpeza e inseticidas também trancados em armários;
* Instalar barras fixa no box do banheiro e ao lado do sanitário;
* Instalar assento elevado em vaso sanitário para maior conforto do idoso;
* Utilizar tapetes fixo e antiderrapantes em frente ao chuveiro e vaso sanitário;
* Retirar a chave dos banheiros para evitar que o idoso fique preso dentro do banheiro;
* Utilizar calçado com solado antiderrapante e que não saia do pé enquanto o idoso caminha;
* Utilizar lâmpadas com sensor de presença próximo ao quarto e banheiros do idoso, pois assim toda vez que o idoso se levantar terá iluminação;
* Muitos idosos apresentam comportamento de andar pela casa no final da tarde, antes que isso inicie crie uma rota segura para que ele ande a vontade, e tente manter o ambiente o mais calmo possível.

O idoso com doença degenerativa necessita de vigilância constante, seu comportamento confuso é devido a sua patologia, sendo que brigar ou deixa-lo agitado não ajudará em nada, o mais sensato é manter a calma e passar confiança e segurança a ele. (fonte -Clínica de Repouso Cantinho do Bem Estar – “O seu bem estar é o nosso compromisso”)

Enxaqueca no verão: cuidados

“A enxaqueca é uma cefaleia (dor de cabeça) primária, aquela que não é causada por outra doença. O diagnóstico é clínico e se caracteriza por uma dor que se localiza em um dos lados da cabeça. Tem duração entre quatro e 72 horas, quando não tratada; pode ser do tipo pulsátil (latejante), de forte intensidade e piora com o esforço ou com a movimentação da cabeça. As crises são, frequentemente, associadas a enjoo, às vezes, a vômitos, intolerância à claridade e ao barulho; e o exame neurológico deve ter resultado normal”, esclarece o neurologista Marcelo Ciciarelli, membro titular da ABN (Associação Brasileira de Neurologia), especialista em cefaleias e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

A despeito de não haver consenso sobre o aumento das crises de enxaqueca no verão, “é evidente que exposição à luz durante esse período do ano é muito maior e o estímulo pode funcionar como um gatilho para as crises. Um estudo mostrou que pacientes com enxaqueca com aura têm mais crises e mais fotofobia (intolerância à claridade) nessa época”.

Enxaqueca com aura caracteriza-se por fenômenos sensoriais, ou seja, envolve os sentidos como a visão, e também os fenômenos motores, aqueles que influenciam no movimento muscular. Esses fenômenos são temporários e duram entre 5 e 60 minutos. É um tipo de enxaqueca que acomete cerca de 10 a 15% dos pacientes e tem duas fases distintas: a de aura (chamada aura de enxaqueca) e a dor de cabeça propriamente dita.

Portanto, para evitar que as crises se tornem mais frequentes, é aconselhável diminuir o tempo de exposição ao sol e, se isso não for possível, utilizar óculos escuros para minimizar o estímulo luminoso. Outra dica do neurologista é beber bastante água.

“Independentemente da estação do ano, o paciente deve procurar o médico no caso de novas dores de cabeça, ou que iniciaram após um traumatismo craniano ou um esforço físico. O especialista também deve ser procurado nos episódios de dores de cabeça associadas a sinais de infecção, a paralisias, sonolência e confusão mental. Já no caso de dores crônicas, o profissional de saúde deve ser consultado quando elas ocorrem três ou mais vezes ao mês, por um período maior do que três meses”, ressalta Ciciarelli.

Como em outras enfermidades, a automedicação tem de ser sempre evitada: “Devemos lembrar que as dores de cabeça podem ser sintoma de outro problema, alguns potencialmente graves como os tumores, as hemorragias cerebrais, as sinusites e nesses casos os analgésicos podem mascarar tais enfermidades”.

Ciciarelli também destaca que a automedicação pode levar a um uso indiscriminado de analgésicos, o que, dependendo da quantidade, pode promover aumento da frequência e da intensidade da dor e provocar uma dor que é chamada de cefaleia por uso excessivo de medicação. (fonte – Acontece Comunicação e Noticia)

Aposentados não receberão seus benefícios

A afirmativa que dá título a este artigo foi incorporada ao discurso do governo na sua defesa da reforma da previdência, soando como ameaça à eventual rejeição das mudanças propostas ao Congresso Nacional. Temer e seus ministros utilizam o argumento com uma espantosa e perigosa naturalidade. E isso é de uma gravidade que é preciso destacar.
A atitude é espantosa porque vem de um governo cuja legitimidade, admitam ou não seus apoiadores, é duvidosa, seja porque chegou ao poder de modo questionável, seja porque sua rejeição popular é acachapante. Um governo com esse perfil dificilmente faria esse discurso numa democracia madura e sólida. É espantoso também, por outro lado, que os prejudicados – aposentados e potenciais beneficiários – não reajam à altura a esse desmando, capitaneados por sindicatos e centrais sindicais.
Perigoso, esse discurso, porque inverte completamente fundamentais regras do jogo e, portanto, coloca em risco a possibilidade de se continuar jogando, sem que a coisa se torne uma jogatina e termine com os participantes desferindo cadeiras uns contra os outros.
Que regras são essas, que estão querendo falsificar?
Primeiro, uma regra de cálculo. Segundo uma regra de fundamentação das relações entre o Estado e a sociedade.
A regra de cálculo: ao afirmar como causa agravante do déficit público e da dívida pública uma determinada fonte de gastos, é preciso começar da maior para a menor, da que mais onera para a que menos onera as contas governamentais – raciocínio simples. Mas o governo começa com a previdência (na verdade, assistência social, que é mais ampla e não deveria ser o caso, para justificar mudanças nas regras de aposentadoria) e não com a dívida e com os juros (que consomem mais de 6% do PIB e representam bem mais que o dobro da despesa com assistência e previdência social). O que justifica esta escolha?
É a resposta a essa pergunta que altera uma importante regra na relação entre o Estado e a sociedade, os governantes e os governados, ao mesmo tempo agentes econômicos. O governo escolhe a quem priorizar na eventualidade de não ter como honrar seus compromissos financeiros: opta pelos credores e pretere os aposentados atuais e futuros.
Ah, mas pegou emprestado, tem que pagar!, dirão os imediatistas, reforçando interesses que nem sempre são os seus e sem a consciência de um fato tipicamente capitalista: maior o risco, maiores os juros, pois sempre se pode perder o que se oferece como empréstimo.
Todos os que emprestaram e emprestam ao governo brasileiro estão recebendo, há muito e até hoje, as maiores taxas de juros pagas no mercado em todo o mundo, com a vantagem de terem o principal aumentado a cada crise, cambial ou de confiança. Com isso o governo paga, paga e paga, sem conseguir amortizar o principal – um verdadeiro paraíso para rentistas: receber juros altos sobre um valor que se eterniza.
Recebem – e muito – pelo risco e correm nenhum, os rentistas.
E quanto aos beneficiários e potenciais beneficiários da previdência? Esses pagam compulsoriamente um valor expressivo de suas rendas mensais para terem o futuro assegurado. Não pegam esse dinheiro e emprestam ao governo a taxas de juros exorbitantes, quando, se o fizessem, poderiam acumular muito. Entretanto, são esses que estão diante do risco de não receber de volta o que não emprestaram, mas foram obrigados a pagar, a maioria com descontos em holerite.
Ora essa esdrúxula situação configura a deturpação de uma das principais regras de relacionamento entre ofertantes e demandantes de empréstimos – o mercado financeiro deixa de ser mercado, portanto sem risco. E o governo deixa de ser governo, fazendo com o que deveria ser fuga ao risco – previdência – se torne um negócio arriscado.
Se nem mercado, nem governo funcionam a contento em questões essenciais para a economia e para a democracia, as instituições degringolam e sua restauração se torna quase impossível. Esse o retrato do Brasil sem povo nas ruas para protestar, sem governo nos gabinetes para agir, sem parlamento para legislar em linha com o interesse comum, com judiciário baseado em opiniões pessoais conflitantes. Retrato pintado às pressas, mas que custará muito para ser retocado ou substituído.

Valdemir Pires é professor da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.

Se correr o bicho pega…

Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Sabemos que em uma democracia a única maneira que o povo tem para mudar os rumos da política é o voto.
E confesso que isso tem me deixado muito preocupado. No cenário atual, se formos acreditar nas pesquisas de intenção de voto, temos de um lado o Donald Trump, versão tupiniquim. Do outro temos um sujeito acusado de inúmeros crimes, já condenado em primeira instância e prestes a ser condenado em segunda, em um dos oito processos em que está envolvido.
Com toda sinceridade do mundo, eleitor em quem você votaria, se tivesse como opção Bolsonaro e Lula para a presidência do Brasil. Antes que você responda eu quero dizer que não acredito que esse será um cenário para o segundo turno das eleições de 2018, mas é um cenário possível.
Em 2012 ficamos em um segundo turno com Dilma Rousseff e Aécio Neves. Eu simplesmente optei em não votar, paguei a multa.
Fiz isso porque, nenhum dos dois servia para o Brasil, servia para me representar. E é a mesma coisa que farei se o cenário for Bolsonaro x Lula em 2018.
Eu espero estar livre desse pesadelo e que eu tenha uma opção, na pior das hipóteses, “menos ruim”.
Existem nomes no cenário político nacional que me levaria sim a ir às urnas com muita esperança de melhorias. Não vou citar nomes, para não parecer campanha, mas existem nomes bons.
Bom, mas o que esperamos é que o povo se conscientize da importância do voto e da importância de colocar no poder alguém centrado, honesto e que possa ser chamado de “CANDIDATO”, que vem de cândido, puro.
A população de um modo geral, parece ter melhorado muito a sua visão política. Em outros tempos o ex-presidente Lula estaria muito mais à frente dos outros pré-candidatos, apesar de ainda manter a frente.
A internet veio como ferramenta importantíssima para abrir os olhos de boa parte da população, mas ainda falta muito para que possamos nos sentir um país de primeiro mundo em termos de consciência política.
Porém, ainda temos uma boa parte da população que não se atem ao caráter dos seus governantes. Para esses o que importa é a possibilidade de se dar bem com a eleição de fulano ou de ciclano.
E isso explica, em parte os números que as pesquisas apontam atualmente em favor de Luiz Inácio Lula da Silva.
Esta semana, vimos notícias sobre milhares de Bolsa Família que beneficiavam inúmeros funcionários públicos e pessoas sem nenhuma necessidade financeira. Para esses, quanto pior, melhor. Para esses Lula é o nome.
E Bolsonaro? Bem, este é o representante, ou melhor, o messias de jovens do sexo masculino que se encontram nas regiões mais ricas do Brasil. É a versão Donald Trump brasileira. Polêmico, sem muito conhecimento para governar um país, mas falando aquilo que os jovens (principalmente porque não viveram a ditadura militar) de poder aquisitivo mais alto e que nunca sofreram com a vida, querem ouvir.
Vamos lembrar uma notícia que li esses dias em uma mídia eletrônica: “Trump mentiu 1950 vezes desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos”.
Se ficar, o bicho come…

RESPONDENDO…

Ana Lucia Missaglia Guarnieri
… respondendo à Maria Gabriela que teve uma das melhores redações, no ano passado, e que nos telefonou, dizendo que recortou e guardou o artigo de Santos Reis, publicado pelo “Diário do Rio Claro”(04/01/2018) pelas informações contidas, pedindo esclarecimentos sobre a exposição de Armando Gimenez, ali citada: os Santos Reis estão “esquecidos nas tradições mesmo diante do pequeno grão de areia que cresceria e derrubaria o ídolo de pés de barros, símbolos das grandes potências que se sucederam como no sonho de Nabucodonosor e do profeta Daniel”.
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Os estudiosos da difícil área da Psicologia, que é a escolhida por Maria Gabriela Costa, para seu futuro profissional, falam sobre os mecanismos dos sonhos e suas interpretações, desvendando o de dentro em suas manifestações de fora.
Assim foi com Nabucodonosor e com o profeta Daniel que a partir do Velho Testamento anteviram a chegada do Filho de Deus, o Menino Jesus, à Terra e suas mudanças históricas, visando a praxe da “Civilização do Amor” (outra profecia recente do Papa – hoje santo – João Paulo II) sobre o futuro terreno do “povo de Deus”.
“O pequeno grão de areia”, citado por Gimenez, refere-se à revelação do próprio Cristo: Deus criou o mundo do NADA. Seu poder criador é único, irrevogável. Da gestação do grão de trigo, do grão do milho, dependeu a humanidade, gerada do encontro do óvulo e do espermatozoide, invisíveis, agora dissecados pela tecnologia, que não alcança a oferta eterna de Cristo: a fé como um grão de mostarda para entrar no Seu Reino.
Por ocasião do falecimento do Professor Geraldo Leonardo Zanello (17/07/2017) tive a felicidade de receber e-mail de Claudette Maria Atibaia, Jornalista-Chefe do “Diário do Rio Claro’, em que agradecia minha pequena tentativa na participação de consolo, como estimulava a fé onde, a cada dia, Deus nos dá uma folha de papel em branco para nela colocarmos o que quisermos. (Assim como o bom aluno se esforça em aprender cada vez mais e melhor, assim devemos ser junto de Deus).
O escritor e jornalista nova-iorquino A.J. Jacobs buscou pela fé o seu modo de viver, ou seja, viver a Bíblia ao pé da letra, já que, por estudos, se descobriu ser possível ter uma vida como há 3.200 anos. Por um ano ou por 400 dias, Jacobs enfrentou questões imensas, como não mentir nenhuma mentirinha, ou não cobiçar mulheres que não a dele, nem mesmo as hipotéticas (o que o levou a cobrir com uma fita-crepe a figura sedutora de uma gueixa em um rótulo de chá), além de muitos outros enfrentamentos, narrados em seu livro THE YEAR OF LIVING BIBLICALLY ( O Ano de Viver Biblicamente). –Resultado? Jacobs declara que “viver a Bíblia ao pé da letra não acrescenta nenhum valor, pois a Bíblia é cheia de sabedoria, de compaixão”. Porém o fato de tê-la vivido por mais de um ano, mesmo como agnóstico, mudou sua vida radicalmente e para sempre. Hoje tem os filhos matriculados numa Escola Judaica e conserva profundo respeito pelo sagrado. E, de certa forma, isso é somar positivamente para o bem social.
– Entretanto, em termos de fraternidade, de serviço aos humildes, o que dizer de uma fé, que não nos leva à comunhão? A identidade do Cristo é sempre esta: “onde dois ou mais estiverem reunidos, em meu Nome, estarei no meio deles”. E, milagrosamente, Daniel e os outros profetas do AT o estiveram, antevendo-o, no Sonho, como CAMINHO, VERDADE e VIDA, até a consumação dos séculos.
Como nos diz Thérèse Bertherat, médica psiquiatra, “Na boca de adultos, palavras bíblicas ou não, são palavras de criança carente, infeliz… Quem pode dizer em que lugar do corpo se formam as palavras? Fácil é dizer que elas se formam no cérebro. Nem todas… Há palavras que se formam em bolsões secretos do corpo… Bom sinal é quando começam a se comunicar com o lado de fora, isto é, de tornar comum o ar que nos cerca”.
E que este ar comunique a Verdade de que Cristo, o Menino-Deus, está vivo no meio de nós, incentivando aos que têm fé: CAMINHAI ENQUANTO TENDES A LUZ, oferecendo-Se aos que o seguem: ‘AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI”.

A classe política brasileira e o nosso patrimônio genético: Feliz 2018!

Olá amigos

É comum à maioria das pessoas: nessa época de início de ano novo dedicamos alguns bons minutos de nossas vidas a projetar o que gostaríamos que acontecesse nos novos tempos, no caso em 2018. A julgar por nossos próprios sentimentos, corroborados com os de amigos brasileiros, me chama a atenção como a realidade vivida pelo país deforma a própria natureza do ser humano.

Ao longo de milhões de anos a seleção natural levou a espécie humana a, essencialmente, acreditar em tudo o que vê, escuta, toca, cheira e saboreia. Em resumo, sente. Essa é a natureza do ser humano. Nossos instintos nos levam a reagir quase sempre, no primeiro momento, dessa forma. É só depois desse ato reflexo de acreditar no que os órgãos sensoriais nos sinalizam que, eventualmente, podemos questionar se nossas sensações conferem, de fato, com a provável realidade.

A maioria esmagadora da classe política brasileira, legislativo e executivo, e parte do outro poder, o judiciário, contrariam tanto o que a natureza precisou de milhões de anos para construir dentro de nós, por ser o que melhor garantiria a evolução e perpetuação da espécie, que nossos instintos são diariamente confrontados com o que assistimos, o que vem à tona, chega até nós.

Essa exposição constante ao choque entre o que tendemos a acreditar e a constatação de que devemos nos reeducar, pois já não é saudável para a espécie primeiro acreditar, dada a riqueza de exemplos de enganos, está funcionando como um nova seleção natural. O meio ambiente mudou e apenas as espécies capazes de se adaptar à nova realidade vão sobreviver. O momento exige uma nova postura, ao menos no Brasil.

A máxima de primeiro acreditar para depois compreender que fomos enganados deve ser substituída por um comportamento oposto: desconfiar para depois, eventualmente, acreditar.

Sim, precisamos ter uma conversinha com os nossos genes. Dizer a eles algo do tipo: “Olha, amigos, não é bem assim, os tempos são outros, os que deveriam defender os nossos interesses, dos três poderes, são os que, como regra, mais atentam a nossa sobrevivência. Por isso, vamos começar a rever o que vocês trazem consigo desde a época que descemos das árvores, combinado?”

Podemos ir além na conversa como nosso patrimônio genético: “Veja bem, no mundo de hoje, esse comportamento permissivo, crente, confiável, por incrível que pareça, diante de nossa história milenar, ganhou um nome: inocência!”

Repare como tão poucos, proporcionalmente, estão sendo capazes de levar 200 milhões a entrar em conflito consigo próprios. Não passamos imunes por esse embate existencial. Ele cobra um preço ao nosso psiquismo. Explica, em parte, nossos desconfortos. Estes não são gerados apenas pelas carências materiais graves causadas pelos desmandos da classe política, senão também por nos levar a enfrentar o que está impregnado na nossa formação mais íntima, nos genes.

A forma como a classe política se estruturou no Brasil, em especial nas últimas décadas, é tão distante dos padrões da natureza, tão particular, que certos valores intrínsecos do ser humano, em uma sociedade minimamente estabelecida, como honestidade, desprendimento para defender a tribo, ou nacionalismo, preparo para a função, liderança, sequer deveriam ser evocados, mas acabam por se transformar nos nossos sonhos de ano novo.

Chegamos ao ponto de desejar, intensamente, em pleno réveillon, como parte do processo de salvação da espécie, o resgate daquilo que trazemos naturalmente conosco. E, convenhamos, de muito bom. Elevado.

Como eu e você pertencemos a mesma tribo, ainda que eu habite do outro lado do mar, o que mais gostaria que acontecesse, em 2018, não pode ser outra coisa, diante do exposto, a não ser ver vereadores, prefeitos, deputados, estaduais e federais, governadores, senadores, a presidência da república, bem como “os anjos de auréola” do judiciário, agirem de acordo com o que a natureza, ou a seleção natural, os levou a se distinguirem como seres humanos.

Esse simples fato, se praticado, seria a garantia de que nossa tribo de 200 milhões de cidadãos ganharia, já a médio prazo, outra perspectiva de vida. Lato sensu.

Ok, verdade, a mesma história da evolução demonstra a existência de mutações, nem todas favoráveis à sobrevivência da espécie.

A curiosidade, no caso brasileiro, é que temos a oportunidade extraordinária, e talvez única, de vermos esses seres mutantes, excepcionalmente bem representados pela classe política, reunidos em espaços bastante reduzidos, câmaras, assembleias, congresso e tribunais, o que facilita sobremaneira a sua eliminação. Pelos meios legais e, nos casos extremos, não havendo outra opção, pelo corporativismo da classe, à força.

Seria um excelente exemplo para todos. Mostraria a existência de algo que a classe política sequer considera mais no Brasil, vigilância da tribo, tal a forma como decide tudo em causa própria, em completo descompasso com os interesses de quem os colocou lá. Vale para o judiciário também, apesar de não serem eleitos, mas escolhidos e defendidos por seu nocivo e abominável corporativismo também.

A opinião pública tem peso quase zero nas decisões das lideranças brasileiras. A tribo precisa dar uma resposta enérgica e didática a esses seres mutantes. O papel que lhes foi outorgado é sério demais para brincar com a vida de milhões como fazem.

Amigos, torçamos juntos, de mãos dadas, para o que o ser humano tem de melhor seja o que mais floresça no Brasil ao longo de 2018 e que, fundamentalmente, a mensagem de vigilância aos seres mutantes seja repassada de forma clara e inquestionável.

Meu mais profundo agradecimento pelo imenso carinho que recebi neste espaço em 2017 e que possamos seguir nos divertindo, juntos, este ano. Grande abraço!