O NATAL DESPERTA O AMOR EM NÓS

59

Por Geraldo J. Costa Jr.

No livro Maria de Nazaré (editora Fonte Viva, 488 págs.), o Espírito Miramez, relata através da psicografia do médium João Nunes Maia, que nos dias que antecederam o nascimento de Cristo, havia uma sensação de paz e alegria que pairava sobre o mundo. O prenúncio da chegada do Messias contagiava as pessoas, estimulando-as a se voltar para o bem.
De lá para cá é assim todos os anos. Chega o mês de Dezembro e, aos poucos, as pessoas, tendem a se tornar mais amáveis e generosas. Os olhos daqueles que muito possuem se voltam para aqueles que nada tem. A disposição em compartilhar desperta nos corações humanos e prevalece temporariamente sobre o egoísmo.
Mas não poderia ser sempre assim? O que nos falta para que seja? Não muita coisa. Apenas boa vontade. A nossa vida pode ser a pior possível, mas exigir que nosso semelhante pague a conta por isso é sinônimo de egoísmo e estupidez e nossa parte. Nossa felicidade ou nossa tristeza, são o resultado de nossas escolhas.
Ao longo de nossas muitas encarnações, vamos semeando livremente e colhendo obrigatoriamente. Somos responsáveis, os únicos, por nossos atos praticados. Tudo o que fazemos repercute diretamente em nós e, indiretamente, até certa medida, em nosso semelhante. Daí a tremenda responsabilidade que temos com aquilo que pensamos, falamos e fazemos.
Vivemos em um mundo onde a matéria é densa. Nossa visão e nossa percepção limitada. É através da vontade, do trabalho para nosso aperfeiçoamento moral que superamos nossos limites. Quem se acredita incapaz de evoluir moralmente, corrigir seus defeitos e aprimorar suas qualidades, descrê de si mesmo, de suas potencialidades naturais.
Nascemos todos da mesma fonte que é Deus, a perfeição. Portanto, somos destinados à perfeição. É possível amenizar o sofrimento que nos acomete, fruto de nossas escolhas equivocadas, mas, também, amenizar o sofrimento que acomete o nosso semelhante. Somos assim, todos irmãos, do melhor ao pior de nós, tivemos todos a mesma origem.
Se nos ajudássemos uns aos outros, em vez de competirmos entre nós, o mundo, do qual tanto reclamamos, já teria se tornado bem melhor. Haveria menos sofrimento. A energia do qual todos somos feitos, e aquela que geramos através dos nossos pensamentos, sentimentos e ações, seria menos densa, mais agradável. Haveria menos doença e haveria menos problemas. Viveríamos naturalmente num ambiente de paz, amando-nos e respeitando-nos uns aos outros.
Alguém, bastante conhecido entre nós, Jesus de Nazaré, filho de Maria, disse exatamente isso há 2017 anos. Tanto tempo já passou, nós, seres humanos, trocando em miúdos, espíritos encarnados, fomos capazes de grandes conquistas no campo intelectual, mas ainda não conseguimos realmente compreender a importância do maior ensinamento que já recebemos: que amássemos uns aos outros. Ou seja, que fossemos bons, pacientes, tolerantes, humildes, solidários, fraternos, generosos, irmãos de verdade, uns para com os outros.
Quando nos deparamos com atos de bondade, e eles são muitos, renovamos nossa esperança no ser humano. Aproveitemos o mês de dezembro, o Natal, para ligarmos o motor dos nossos melhores sentimentos, da nossa disposição natural para o bem, para o amor, e comecemos a transformar nossas vidas, para melhor. E logo, teremos um mundo melhor, tão desejado por todos nós.
O colaborador é escritor
Jcostajr2009@gmail.com

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA