Diário 131 anos: tradição, respeito e credibilidade que geram responsabilidade

E temos todas as razões para festejar. Com quase dois séculos de existência – sendo o primeiro jornal mais antigo em circulação no Estado – o nascimento do Diário, naquele longínquo ano de 1886, desafiava o panorama da imprensa escrita na cidade, onde muitos periódicos já haviam surgido e desaparecido com a mesma velocidade.
Eram matutinos que circulavam no máximo duas vezes por semana. E então surge o jovem José David Teixeira, com o idealismo e a ousada proposta de fundar, na cidade, o primeiro jornal diário. Certamente num povoado pacato e com um passar dos dias sem novidades como era Rio Claro no final do século XIX, não era para dar certo. Mas deu!
E deu tão certo que hoje o Diário se torna referência em muitos aspectos, pelo fato principal de fundir sua história com a própria evolução do município.
Este sucesso se deve principalmente ao apoio crescente de nossos leitores e anunciantes, que de muitas maneiras influenciam nosso crescimento.
Desde 1886, a cada aniversário uma nova variação de circunstâncias marca a idade. A palavra que traduz este momento de festa é ‘Reconhecimento’. Fazer jornal não é fácil e manter-se ativo por mais de 12 décadas é ainda mais difícil e reforça todos os adjetivos sobre sua posição atual de destaque.
Muito tempo se passou desde a fundação do jornal, mas no cerne do Diário de 2017 ainda estão as convicções de 1886. O jornal registrou passo a passo os diferentes momentos políticos, sociais e econômicos da sociedade e seu acervo é uma preciosidade, considerado como ‘patrimônio histórico’, ainda que quase 50 anos de história tenham sido perdidos em função da agressão sofrida em 1932, quando getulistas invadiram o prédio do jornal e queimaram todos os arquivos.
Reconhecer-se com tal grandeza aumenta também a responsabilidade e se faz necessário aceitar a obrigação de continuar na trilha do princípio da transparência e imparcialidade. Ter 128 anos é reconhecidamente ter a autoridade para defender esses valores, cultivados com orgulho e determinação.
Uma das grandes preocupações do jornal tem sido informar a população com o máximo de fidelidade aos acontecimentos, reforçando sua credibilidade. Outra característica é a defesa dos interesses da comunidade local, cobrando e reivindicando melhorias na prestação dos serviços e na qualidade de vidas das pessoas que aqui vivem.
Então hoje, no dia do aniversário, a direção do Diário é chamada a refletir e a reconhecer a importância da própria existência e, consequentemente, da responsabilidade que há mais de um século assumiu com a sociedade e a história.
Sendo assim, os cumprimentos e o reconhecimento desta posição devem ser repartidos com os leitores, anunciantes e toda a equipe – responsáveis pela longevidade, importância, tradição e sucesso do Diário!
E continuaremos defendendo firmes nossos objetivos, apostando em Rio Claro e fazendo os investimentos necessários. Nesse aniversário, queremos dividir essa história de sucesso, com muitas conquistas, com cada leitor, anunciante e todos os rio-clarenses, que são nossas maiores razões de realizar um trabalho cada vez melhor.

Diário 131 anos

Durante sua memorável história de 131 anos, o Diário passou por transformações, sendo as mais significativas ocorridas a partir de 1981, quando a administração da empresa foi assumida pelo empreendedor Geraldo Zanello.
Essa trajetória também está nos anais do “I Congresso de História da Mídia do Sudeste MEMÓRIA, ESPAÇO E MÍDIA”, realizado em 2010, com a coordenação de docentes e participação de alunos da Universidade Mackenzie:
No início da história do Diário, a velha Marinoni fazia impressões planas, exigindo que o papel fosse colocado folha a folha e depois dobrado manualmente. “O major David fazia compra diária de papel na Tipografia Conrado, muitas vezes com dinheiro conseguido de colaboradores. A outra parte do dinheiro vinha dos anunciantes e dos assinantes”, relata Paulo Jodate David, neto do Major.
Segundo ele, a lista de assinantes era definida pelo Major David. “Muitas vezes a pessoa começava a receber o jornal sem ter solicitado assinatura. Depois recebia a conta, acabava pagando e ficando assinante. Era assim que meu avô fazia”, diz Jodate.
“O jornal saia diariamente, menos quando faltava energia elétrica e quando a vetusta impressora Marinoni se negava a trabalhar. Quem passasse altas horas da noite pela sede do jornal, ouvia, saindo do fundo da oficina, o ritmado blém-blém da velha e resfolegante impressora clamando por substituição” , conforme destaca o historiador Aloysio Pereira em “O jornalista José David Teixeira” – Coisas da nossa história (Arquivo do Município de Rio Claro, 1985).
As compras de papel em bobinas só passaram a serem feitas muito depois, quando o jornal comprou de uma gráfica de São Paulo uma impressora Royal plana. O jornal só compraria uma impressora rotativa em 1976, quando o Jornal de Piracicaba se desfez de antigos equipamentos.
“Compramos uma rotativa 4 páginas e 2 linotipos”, disse Jodate . A rotativa foi estreada no novo prédio na Avenida 2, onde o jornal ainda funciona. “Resolvemos sair da Rua 5 porque o jornal estava crescendo e precisava de espaço. Compramos um terreno na Avenida 2 e, enquanto a obra não ficava pronta, improvisei um barracão em minha casa para instalar a impressora Royal. As oficinas continuaram na Rua 5. As ramas iam prontas para serem impressas lá em casa”. Foi assim durante quase um ano, até que o jornal mudou sua redação e oficina para a Avenida 2.
Na consulta ao acervo é possível se resgatar com detalhes fatos que marcaram a vida do município, seu cotidiano, a evolução gráfica do jornal e os costumes de épocas.
Em 3 de maio de 1927, por exemplo, o Diário publicou anúncio dos distribuidores Caetano e Castellano sobre a navalha de segurança Valet Auto Stop, no qual, pela ilustração em clichê, é possível concluir que as tais navalhas são os atuais aparelhos de barbear. Na edição de 10 de setembro de 1946, está a notícia da presença do time de futebol profissional da S.E. Palmeiras para um jogo amistoso com a Seleção Rio-clarense no dia 8 de setembro. “Após a chegada da delegação do Palmeiras, teve início o programa organizado pela C.C.E., destacando-se o seguinte: aperitivo no Excelsior, oferecido pelo sr. Antonio Padula Neto; visita a Cervejaria Rio Claro; almoço; visita ao Horto Florestal; jogos; jantar no Hotel Municipal, e regresso pelo trem das 19.14 h”, dizia. O Palmeiras venceu por 4 a 1.
Em 26 de maio de 1954, dedicou toda a segunda página para a programação dos cinemas Excelsior e Tabajara, com 5 fotografias em clichês enviados pelas distribuidoras de filmes. No dia 3 do mês seguinte, trouxe uma fotojornalismo de uma nutricionista da Walita concedendo entrevista em Ribeirão Preto.
Em 29 de junho de 1957, o Diário circulou com novo tamanho de páginas, passando de 41×28 cm para 50×33 cm de mancha. No ano de 1966, imprimiu em suas oficinas o bissemanal Tribuna Esportiva, que circulou de 9 de julho daquele ano até 1967 .
As fotográficas só apareceram com maior destaque na década de 70, quando o jornal abriu espaço às colunas sociais, conforme recorda o jornalista Marcus Vinícius Amato, que foi o colunista social no período de 1975 a 1980. “As fotos eram levadas a Campinas para a confecção dos clichês”, relata Jodate. Segundo ele, um funcionário do jornal – em geral às sextas-feiras– ia de trem até Campinas e retornava no mesmo dia com os clichês das fotografias que seriam utilizadas nas edições seguintes. “Para baratear custos, tínhamos um arquivo dos clichês de assuntos e de pessoas que poderiam voltar a ser notícia. Quando compramos a clicheria tudo ficou mais fácil e barato e o arquivo de clichê foi ampliado”, recorda Jodate. Já as fotografias eram arquivadas em caixas de sapato conforme o assunto.
Com clicheria própria, o jornal podia realizar “reportagens fotográficas” e dar nova abordagem às notícias policiais e esportivas.
Antes mesmo de passar à impressão offset, o jornal Diário experimentou a
glória de circular com páginas coloridas. Num esforço que necessariamente incluía desde redatores e o pessoal da oficina até os entregadores, em várias oportunidades algumas edições especiais de Natal ou ano novo, aniversário de Rio Claro ou do jornal, circularam com três cores. Comparado ao das impressoras atuais, era artesanal o trabalho feito pelo impressor Euclides Secco, o Cridão, e seus ajudantes. As cores eram aplicadas separadamente, exigindo, portanto, que o jornal fosse rodado três vezes. Para que tudo estivesse pronto em tempo de circular na data festiva, algumas páginas eram impressas com até 30 dias de antecedência. Mesmo a primeira página, por ser colorida, era feita muitos dias antes. As notícias do dia iam para a página 2 e 4, umas das poucas que rodavam na véspera da circulação do jornal.

UM NOVO RITMO
Injetando recursos, o empresário Geraldo Leonardo Zanello imprimiu um novo ritmo de investimento ao jornal. Ritmo que aparece efetivamente em 1983, dois anos após sua compra, quando o Diário adquiriu em um leilão uma impressora off-set por 200 mil dólares, de procedência do Mato Grosso.
O jornal começou a rodar em off-set no mesmo ano de 1983, dias antes do
previsto, pois o eixo da máquina rotoplana quebrou e o concerto demoraria cerca de dois dias. Entre não sair e adiantar a inauguração do off-set, a empresa optou pela estreia do novo equipamento.
Em 27 de outubro de 1983, o Diário do Rio Claro publicou na primeira página uma fotografia da impressora off-set com o seguinte texto: “Ontem o Diário iniciou sua impressão em off-set confeccionando o Boletim Informativo do Departamento de Urologia da Associação Paulista de Medicina, o URO Informes, tendo como editor responsável o médico urologista Dr. Geraldo E. Faria. Os resultados foram extremamente favoráveis e, dentro de alguns dias toda a edição do Diário passará neste sistema, apresentando o que há de melhor em impressão de jornal e em velocidade”.
No dia seguinte, circulou a primeira edição do Diário com fotografias em off-set. Também em 27 de outubro de 1983, o Diário anunciava flash de reportagens da rádio Itapuã, “com detalhes no dia seguinte nas páginas do Diário”.
Em 4 de dezembro de 1983, encartou o suplemento “Domingo”, um tablóide com 32 páginas produzido por sua redação.
No Natal de 1984, circulou a primeira edição off-set em cores, com o
desenho de um Papai Noel cobrindo quase toda a primeira página. Em 2 de junho de 1992, trouxe ampla reportagem da ECO-92, inclusive com textos bilíngues português/inglês, e distribuiu a edição na reunião que foi realizada no Rio de Janeiro, com representantes de países de quase todo o mundo.
Outro investimento feito pelo empresário Geraldo Zanello logo após a compra da impressora off-set foi a compra de máquinas IBM composer, a maior novidade da época e que veio facilitar e agilizar o sistema off-set.
Em dezembro de 1993, o jornal adquire os primeiros computadores, e passou a ser informatizado em janeiro de 1994.

Ponte do Terra Nova recebe nova  iluminação e tem segunda pista liberada

A prefeitura de Rio Claro está concluindo a construção da ponte sobre o córrego da Servidão, que liga os bairros Terra Nova e Jardim Novo. Nesta quarta-feira (30) foram instalados 70 metros de cabos e oito lâmpadas brancas de vapor metálico de 250 watts. “As novas luminárias já estão em funcionamento”, informa Márcio Weiss, gerente da Selt Engenharia, responsável pelo serviço.
“O reforço na iluminação aumenta a sensação de segurança da população e torna a travessia mais segura”, observa o prefeito João Teixeira Junior, que acompanhou os trabalhos nesta quarta-feira.PONTE DO TERRA NOVA RECEBE (1)
A pista que estava interditada para realização das obras foi liberada para o tráfego de veículos na semana passada, depois que a prefeitura concluiu a pavimentação e instalou os guarda-corpos, estruturas que protegem os pedestres e funcionam como barreiras de proteção para atenuar o choque dos veículos em casos de acidentes de trânsito.
“Os motoristas já podem trafegar nas duas pistas, tendo cada uma um sentido de direção”, explica o secretário municipal de Obras, Paulo Roberto de Lima. De acordo com ele, a prefeitura está fazendo os ajustes finais para que as obras, iniciadas na administração municipal anterior, sejam finalizadas e entregues à comunidade. A ponte tem 60 metros de comprimento e 12,5 metros de largura.

Diário 131 anos

Em seus 131 anos de existência, o Diário tem levado notícias importantes aos lares rio-clarenses que hoje são registros preciosos da história de Rio Claro, da região, do Estado, do País e do Mundo.
No passar dos dias, semanas, meses, anos, décadas e séculos, acontecimentos importantes para o município mereceram edições especiais, caracterizadas por maior número de anunciantes, que faziam mensagem específica ao fato comemorado.
As primeiras edições, infelizmente, não existem mais. No Arquivo Municipal de Rio Claro é possível acompanhar o Diário a partir de 1932.
– 1886 – Surge no cenário da imprensa de Rio Claro o primeiro jornal de circulação diária.
– 1890 – Pertencente esta década, a edição de 23 de outubro de 1894 destacava a coluna Cabriolas, assinada pelo Major José David com o pseudônimo de “Cabrioleiro”.
– 1930 – Os exemplares a partir de 1930 estão arquivados no Arquivo Municipal de Rio Claro. Na edição 14.003 do dia 17 de março de 1934, sábado, o jornal anunciava o falecimento de seu fundador, Major David Teixeira
– 1940 – Nesta década, um dos destaques do noticiário era o comércio entre o Brasil, Alemanha e a Europa.
– 1950 – Em 26 de maio de 1954, dedicou toda a segunda página para a programação dos cinemas Excelsior e Tabajara, com 5 fotografias em clichês enviados pelas distribuidoras de filmes..
– 1960 – No começo da década o Diário do Rio Claro, com novo formato e diagramação,l parabenizava na primeira página pelo 5º aniversário da agência do Banco Comercial do Estado de São Paulo em Rio Claro.
– 1970 – Em 29 de junho de 1977, o jornal publicou fotografia de um “velho cadeieiro” com o rádio portátil que tentara furtar na Casa Edisom. Em sua edição de 21 de janeiro de 1977, uma sexta-feIra, o Diário do Rio Claro anunciava para domingo a inauguração do Distrito Industrial: “…o Distrito Industrial, sem dúvida alguma, marca a administração do Prefeito Oreste (Armando) Giovanni como voltada para o progresso e desenvolvimento de Rio Claro…”. Também em 1977, a partir de 11 de fevereiro começava a anunciar a visita do presidente da república Ernesto Geisel, com a manchete “Presidente Geisel poder| presidir as comemorações do Sesquicentenário no dia 24 de junho” e que mereceu destaque de primeira página com 8 fotografias.
– 1980 – Na década de 80, mais precisamente em dezembro de 1980, o empresário Geraldo Leonardo Zanello se tornou proprietário deste matutino que já noticiara a Abolição da Escravatura, entre outros fatos importantes ocorridos no Brasil. Em contínuo processo de aperfeiçoamento, o Diário publicou na primeira página, em 27 de outubro de 1983, uma fotografia da impressora off-set, anunciando a mudança para o moderno sistema de impressão. No natal de 1984, circulou a primeira edição off-set em cores.
1977 – Visita do presidente Ernesto Geisel a Rio Claro foi amplamente divulgada pelo Diário em fevereiro
1990 – A partir dessa década novas mudanças ocorreram, e a comunidade passou a ter também novo espaço com a coluna “Diário nos bairros”.
2000 – Nesta década, trazendo não apenas os principais acontecimentos de Rio Claro, mas também de todo o país, o Diário noticiou, em 2002, o ineditismo de duas conquistas: a de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições e a da Seleção brasileira no Mundial da Coréia do Sul e do Japão.

2014 – O ano de seu 128º aniversário, o Arquivo Histórico da Família Rioclarense continua cumprindo o seu dever de bem informar. O Campeonato Mundial de Balonismo, que coloriu o céu da cidade, atraindo a atenção de toda a população, foi destaque nas edições do mês de julho.
2015 – 2016 – Muito se noticiou nas páginas do Diário, como a inflação, desemprego em alta, saúde, entre outras notícias que marcaram esses dois anos.
2017 – Neste ano, dia 16 de julho, o Empresário e Diretor presidente do Diário do Rio Claro, Geraldo Leonardo Zanello, nos deixou, depois de 37 anos à frente do Diário. Foi na terça-feira, 18 de julho de 2017 na edição de nº 9316 que publicamos seu passamento em São Paulo ocorrido no no domingo, dia 16, junto de seus familiares. E, como ele queria, começará um novo ciclo para o Arquivo da Família Rioclarense, seu legado será levado adiante, cumprindo sempre sua função de levar as notícias à risca.
Seu esforço de para torna-lo um veículo de comunicação moderno, sensível ao interesse de jovens e adultos, compatível com as formas mais recentes de a informação chegar ao seu receptor, sem esquecer das função da mídia imprensa, ganham agora, aliados importantes. O desafio foi aceito pela família, como queria o senhor Geraldo. E conforme disse um dia, a diretora do Diário, sua esposa, profª. Jacira Russo Zanello, “O Diário não é nosso, o Diário é da comunidade, nós o compramos para que ele não caísse em mãos de pessoas que não fosse rio-clarense”.
E, com certeza esteja o senhor onde estiver, ficará muito orgulhoso de tudo que está por vir, muitas novidades nos aguarda!

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Domingo tem circo no Lago Azul e nos bairros Nações 2, Brasília e Bonsucesso

Trupes de palhaços de várias companhias estarão no Festival Paulista de Circo, que será realizado em Rio Claro no domingo (3). As apresentações gratuitas serão realizadas na rua, resgatando a essência da arte circense.
“Estamos buscando promover todos os tipos de arte e, no domingo, os rio-clarenses terão a oportunidade de conferir de perto o talento desses artistas que levam alegria para perto do público”, destaca Daniela Ferraz, secretária de Cultura.
A primeira apresentação será às 11 horas, no edifício Portugal do Jardim das Nações 2, com Circo de Doisdo da Cia Pé de Cana. Às 15h30 As Inigualáveis Irmãs Cola, de Cola Show, serão atração na escola Caic, no Jardim Brasília (Avenida 18, 405).
No bairro Bonsucesso a apresentação será Kombi no Circo, com a Cia Atitude. O público verá o espetáculo às 16 horas na Rua 17, 647, próximo à associação de moradores. Também às 16 horas tem início a primeira apresentação no Lago Azul, que fica na Vila Operária. A Trupe Irmãos Atada levará ao público o espetáculo “Jacinto tudo numa ilha”. Em seguida, às 17 horas, trapezistas do The Flying Pirates darão show com o auxílio do caminhão-trapézio-picadeiro-circo-escola. As apresentações serão em frente ao palco do parque, ao lado das quadras. O Lago Azul fica na Rua 2, 2.880.
O Festival de Circo é uma realização do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Associação Paulista dos Amigos da Arte. Em Rio Claro o evento tem apoio da Papelaria Papyrus, O Imperador Mármores e Granitos, Paganelli Ambientes Planejados, Studio Brothers Tattoo, 40 graus, MCM Mala Cortes Masculinos.

Shopping Rio Claro recebe o 12º AgitaCão em setembro

O Shopping Rio Claro, em parceria com a Contato Pet Center, sedia em 3 de setembro, a partir das 9h, a 12ª edição do AgitaCão, evento beneficente em prol da Associação Educativa de Proteção Animal (AEPA), com o objetivo de arrecadar ração para os animais assistidos pela entidade. O evento acontecerá no Estacionamento do Shopping Rio Claro, em frente à Praça de Alimentação.
O 12º AgitaCão reunirá diversas atividades para os donos e seus animais, e como nas edições anteriores promete ter muitos cães e seus tutores em uma manhã repleta de atrações, incluindo a tradicional Cãominhada, pista de agility e o famoso CãoCurso.
“Mais uma vez, o Shopping Rio Claro oferece seu espaço para que a população e seus cães participem de um evento recheado de atrações e, principalmente, possa auxiliar com o importante trabalho realizado pela AEPA com animais abandonados. Por isso, temos certeza que esta edição do AgitaCão será um sucesso”, afirma Sibelly Paganotti, Analista de Marketing do Shopping Rio Claro.
Samuel Machado Nunes, organizador do evento, destaca que “dentre tantos momentos de diversão, o principal objetivo é a arrecadação de 2 toneladas de ração para a AEPA, entidade conhecida pelo seu excelente trabalho com cães carentes em Rio Claro. Neste ano, o evento mantém o objetivo de reunir os melhores amigos em um dia repleto de diversão, integrando pessoas, marcas patrocinadoras, órgãos públicos e instituições beneficentes em prol dos cães carentes da cidade”.
Além deste evento, o público poderá participar do Desfile de Cães para Adoção, que acontece em 2 de setembro no Shopping Rio Claro e contará com a presença de ONGs e instituições que resgatam e cuidam de cães abandonados em Rio Claro, uma oportunidade para todos os que amam animais de aumentar sua família e dar um novo lar a um cão abandonado.
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Árvore da Liberdade e três dias de festa

E, como não poderia deixar de ser, o Diário trouxe, em sua edição de nº 925, de 17 de dezembro de 1889, a notícia da festa, que durou três dias e que teve como ponto alto o plantio da árvore que hoje dá o nome à praça da Liberdade, e é o marco das primeira homenagens aos denodados construtores da República:

“Dia 14- Desde o amanhecer e durante todo o dia que as nossas ruas apresentavam muitissima animação; pelos trens e trolys chegavam constantemente visitantes das cidades visinhas e familias do nosso municipio. O trabalho para o levantamento dos arcos triumphaes, embadeiramento das ruas e Jardim Publico, avançava e punha uma nota festiva na nossa vida social. Ao meio dia era grande a agglomeração de pessoas na estação da estrada de ferro, aguardando a chegada do professor Azarias, de Campinas. Á chegada do trem subiram ao ar muitos foguetes, tocando a banda de musica campineira a Marselheza. Ás 6 e meia horas da tarde, depois de reunidos no Jardim, desceu pela avenida 1 o préstito organisado para ir á Matriz fazer benzer o pavilhão nacional. Este era levado pelo cidadão Fileto Pereira, envolto numa alvissima toalha rendada. Ao lado do cidadão Fileto caminhavam os paranymphos, os cidadão Bento Prado e Diogo Salles. Finda a cerimonia da bençam da bandeira voltou o préstito para o jardim. Á noite, já muitas das casas que estavam embandeiradas, illuminaram as suas frentes.

O BAILE- O palacete da Philarmonica Rioclarense apresentava magnifico effeito, illuminado a ‘giorno’ todo o seu elegante jardim e embandeirado com festões e folhagens. O baile começou ás 9 e meia horas, estando o grande salão repleto de senhoras e cavalheiros. Uma salva de 21 tiros e muitas girandolas annunciaram o começo do baile. Era tanta agglomeração que só muito difficilmente se conseguia dansar em suas quadras. A mesa da explendida ceia foi franqueada á uma hora da manhã, tendo-se antes offerecido refrescos, sorvetes e o botequim do salão do bilhar estava franqueado.
Em nome da commissão organizadora do baile, da qual fez parte, fallou dando a razão dessa brilhante festa e offerecendo-a ás exmas. senhoras e senhoritas rioclarenses, o director do Diário, major José David Teixeira. (…) O baile, sempre animado, terminou ás 5 horas da manhã.

Dia 15- Ao amanhecer foi hasteada, no mastro collocado sobre a gruta do largo do Jardim Publico, a bandeira nacional tocando a banda do Azarias, a estrungida nos ares baterias e foguetes. O aspecto apresentado pela cidade era explendido; o offerecido pela avenida 1, deslumbrante! Esta avenida estava efeitada desde o primeiro arco ao lado do theatro até ao terceiro em frente ao nosso escriptorio. Quasi todas as casas estavam embandeiradas e muito adornada com gosto e tendo inscripções apropriadas á festa. Durante todo o dia foi enorme o movimento do povo na cidade (…)

O ESPETACULO DE GALA – Ás 9 horas, regorgitava de espectadores o nosso excelente Theatro Phenix, sendo já impossível obter-se entrada, pois, desde a vespera que a lotação mesmo augmentada, como foi, estava toda tomada. O espetaculo constou da apresentação, que correu regularmente, do conhecido drama de Pinheiro Chagas, ‘A Morgadinha da Val Flôr’, pela companhia dramatica da querida atriz Emilia Adelaide. Nos inttervallos fallaram os cidadãos dr. Eugenio da Fonseca, em nome da commissão dos festejos, Viera de Almeida, Ezequiel de P. Ramos e sr. D. Lacreta. Uma interessante menina recitou em scena uma poesia”.
(nota da redação: a escrita está exatamente como era nos idos de 1889)

Convênio para conclusão do novo fórum é assinado na quinta-feira

A prefeitura de Rio Claro e o governo estadual assinaram na quinta-feira (31) o convênio de conclusão das obras do novo fórum. O documento foi assinado pelo prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, e o secretário estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, Márcio Elias Rosa, que virá a Rio Claro oficializar o acordo.
A solenidade de assinatura foi realizada às 17 horas no local onde está sendo feita a obra na Avenida Cidade Judiciária, ao lado do prédio da Vara do Trabalho, na região do anel viário. O convênio será firmado com a Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania. “Depois de tanto investimento de dinheiro público essa obra não pode ficar parada”, afirma o prefeito Juninho, lembrando que a prefeitura vai contribuir para terminar a construção do empreendimento que irá beneficiar a magistratura e toda a comunidade.
O novo Fórum começou a ser erguido em 2010, mas as obras foram interrompidas em julho de 2014 e estão paralisadas. A retomada das obras começou a se tornar realidade no mês passado quando uma comitiva rio-clarense tratou do assunto em São Paulo. Na reunião ficou decidido que a prefeitura assumiria uma contrapartida para a conclusão das obras.
Da reunião na capital paulista também participaram o procurador geral do município, Rodrigo Ragghiante; o deputado estadual Aldo Demarchi; e os vereadores Val Demarchi e Geraldo Voluntário. Demarchi é responsável pela emenda que destinou cerca de R$ 9 milhões ao projeto. A comitiva foi recebida pelo secretário adjunto de Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Madureira.
O diretor do Fórum de Rio Claro, Cláudio Luis Pavão, que tem acompanhado as tratativas para a conclusão do novo fórum, se mostra otimista em ver a obra concluída, o que trará benefícios para melhor atendimento judiciário da população.

Coluna Edmar Ferreira

Como pode o tal do Kazim não marcar um gol no Atibaia, time que está na Série A-3 do Campeonato Paulista? Os reservas do Corinthians ficaram no 0 a 0 em jogo-treino realizado no CT Joaquim Grava. O Atibaia está no grupo da Inter de Limeira na Copa Paulista. Timão empatou com: Walter; Warian, Vilson, Pedro Henrique e Moisés; Paulo Roberto, Camacho, Fellipe Bastos, Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel; Kazim.
Sem jogar desde o último dia 29 de março, o volante Marciel deve ser a principal novidade do Corinthians no clássico contra o Santos, marcado para o dia 10 de setembro, na Vila Belmiro, pela 23.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador foi liberado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem e já foi testado na lateral esquerda, no lugar de Moisés, uma vez que Guilherme Arana está lesionado.
Elenco do Palmeiras retornou aos treinamentos após dois dias de folga. O técnico Cuca só não pode contar com dois jogadores. Dudu ainda se recupera de uma lesão na coxa esquerda. O atacante está machucado desde o dia 9 de agosto, contra o Barcelona, do Equador, pela Taça Libertadores. Já Borja se apresentou à seleção da Colômbia para a disputa das partidas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Próximo jogo do Palmeiras será apenas no dia 9 de setembro, contra o Atlético/MG, em Belo Horizonte.
A Chapecoense está na Itália para jogar uma partida contra a Roma, hoje às 15h45 (de Brasília). O amistoso beneficente terá toda sua arrecadação destinada as instituições de caridade no Brasil. Na quarta-feira, o Papa Francisco recepcionou a delegação catarinense e abençoou em especial os sobreviventes Jackson Folmann e Allan Ruschel.
Além de conhecer o Papa Francisco, o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, lhe entregou em mãos um convite oficial escrito em espanhol para que visite a cidade. A ideia é que o Papa viaje para Chapecó exatamente em 29 de novembro, dia em que o acidente aéreo de Medellín completará um ano. Nessa data será inaugurado o Marco da Paz.
A Copa da Primeira Liga terá semifinais entre clubes mineiros e paranaenses. Na quarta-feira em Cariacica,/ES, o Paraná eliminou o Flamengo nos pênaltis por 5 a 4, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Agora enfrentará Atlético Mineiro, que bateu o Inter/RS por 1 a 0. O outro confronto será entre Londrina, que passou pelo Fluminense e Cruzeiro, que venceu o Grêmio por 2 a 0.
Ao Flamengo, do colombiano Reinaldo Rueda, ainda restam outras três competições na temporada. O título mais próximo é o da Copa do Brasil, na qual faz a primeira partida da final contra o Cruzeiro, no próximo dia 7, às 21h45, no Maracanã. Os outros torneios são o Brasileirão e a Copa Sul-Americana onde encara o mata-mata com a Chapecoense.
Frase de Abel Braga logo após a eliminação do Fluminense para o Londrina: “A Primeira Liga nasceu e continua morta. Você não pode criar uma competição sem clube paulista”. É por isso que sou fã demais desse treinador. Está correto.
Torcedores gremistas tiveram duas notícias ruins ao mesmo tempo. A primeira é que o atacante Pedro Rocha foi vendido ao Spartak Moscou por R$ 45 milhões. Segundo, que o capitão Maicon não atuará mais pelo clube em 2017. O volante será submetido a uma cirurgia em razão das dores no tendão de Aquiles do pé esquerdo e ficará afastado dos gramados por cerca de três meses.
Momento de muita emoção ontem no jogo Brasil x Equador pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Dona Ivone Bachi, de 81 anos, mãe do técnico da seleção brasileira, Tite, foi de Caxias do Sul a Porto Alegre ver o filho de perto. Segundo a Revista Placar, ela tem o hábito de escutar os jogos do Brasil pelo rádio. Tite recebeu 16 parentes, que lotaram duas vans e um micro-ônibus para acompanhar a primeira disputa de Tite à frente da seleção no seu estado natal.
Velo Clube continua fazendo feio na Copa Paulista. Jogando quarta-feira na Fonte Luminosa, em Araraquara, o Rubro-Verde foi goleado pela Ferroviária por 5 a 1, gols de Hygor (2), Rafael, Ikaro e Renato Kayzer. O limeirense Rafael Guedes descontou aos 32 minutos do 2º tempo. Com esse resultado, a Ferrinha assumiu a liderança do Grupo 1.
Nos outros dois jogos do Grupo 1: Penapolense 0 x 1 Linense e XV de Piracicaba 2 x 2 Mirassol. O Noroeste folgou. A classificação está assim após 10 rodadas: 1) Ferroviária 21, 2) XV de Piracicaba 20, 3) Mirassol 16, 4) Linense 11, 5) Noroeste 9, 6) Penapolense 7 e 7) Velo Clube 6. Amanhã, às 19h, o Velo Clube o XV de Piracicaba, no Benitão. Também teremos Noroeste x Ferroviária às 16h e Linense x Mirassol às 19h.
Se por um lado o Velo Clube vai mal das pernas, do outro, a Inter de Limeira segue voando na Copa Paulista. O time comandado por João Vallim goleou o Taboão da Serra, fora de casa, por 4 a 1 e disparou na liderança com 21 pontos, quatro a mais que o vice-líder Desportivo Brasil. Já são sete jogos de invencibilidade do Leão, com seis vitórias e um empate.
Barcelona emprestou o lateral Douglas, ex-São Paulo, para o Benfica. O jogador de 27 anos foi cedido ao time português por uma temporada. Perto do fechamento da janela de transferências, as equipes negociavam há alguns dias. No Barça, ele teve pouco espaço e acabou emprestado para o Sporting Gijón, da Espanha, no último ano.
Depois de gastar 222 milhões de euros e tirar Neymar do Barcelona, o PSG confirmou a contratação de Mbappé. No último dia da janela de transferências do verão europeu, o clube francês fechou com o atacante de 19 anos, sensação da última Liga dos Campeões. Ele chega por empréstimo até 30 de junho de 2018. Os valores da negociação não foram confirmados pelos clubes, mas a contratação em definitivo seria por 180 milhões de euros (R$ 673 milhões).
Depois da queda de Rogério Dutra Silva, Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro também foram eliminados na rodada de abertura do US Open, em Nova York. Monteiro, de 33 anos e atual número 3 do Brasil, perdeu para o tunisiano Malek Jaziri por 3 sets a 2, parciais de 7/6 (7/5), 4/6, 6/3, 5/7 e 6/4, em 3h46.
Já Thomaz Bellucci perdeu para o alemão Dustin Brown, 116.º do mundo. O brasileiro, atual 76.º, foi derrotado em apenas 1h42 por 3 sets a 0, parciais de 6/4, 6/3 e 6/2. O tenista da Alemanha, de origem jamaicana, conseguiu 16 aces. Com o resultado, Bellucci repete a queda na estreia do ano passado. Também caiu na 1ª rodada em Wimbledon e no Aberto da Austrália. Em Roland Garros foi eliminado na segunda rodada.
Curiosidade do dia: Após o término da Copa do Mundo de 1962, além da faixa de campeão, o goleiro Gilmar carregava outra faixa que dizia: “Mister Copa do Mundo”. É que Gilmar foi eleito o jogador mais bonito da competição.

Diário 131 anos

No livro “Vultos da história rio-clarense”, o historiador Oscar de Arruda Penteado escreve sobre o Major José David Teixeira:

O fundador do Diário do Rio Claro nasceu em Campinas, no dia 3 de maio de 1.858. Era filho do senhor David José Teixeira, que de Campinas transferiu-se para Rio Claro com sua família, a fim de dedicar-se à sua profissão de barbeiro. Assim muito jovem ainda, o filho de José David, que era dotado de inteligência rara, após terminar os seus estudos primários em Campinas, onde se sobressaiu entre os alunos seus colegas, pela facilidade em aprender as lições, foi ajudar o pai na barbearia de Rio Claro. Naquele mister, nas horas vagas, lia constantemente livros de literatura para aperfeiçoar-se no trato da língua portuguesa e na arte de escrever.
Com essa bagagem, foi trabalhar como tipógrafo na oficina dos jornais “O Tipógrafo” e o “Tempo”, editados na tipografia do Dr. Eduardo de Camargo Neves. No ambiente dos jornais e pelas constantes leituras de bons livros, projetou-se na pequena tipografia e logo em seguida entre os estudiosos da cidade, o que lhe valeu o cargo de “Inspetor das Escolas do Município”, o qual ocupou com brilhantismo e dedicação por vários anos.
Nas suas atribuições conseguiu guardar dinheiro e em março do ano de 1886, com apenas 25 anos de idade, compra de Eduardo de Camargo Neves o jornal “O Tempo” e a 1º de setembro do mesmo ano, começa a rodá-lo sob o nome de “Diário do Rio Claro”.
José David, ao seu tempo, escrevia diariamente o artigo de fundo e as colunas “Troco Miúdo” e “Cabriolas”, colunas humorísticas apreciadas pelos leitores do jornal; não raro, mostrando a sua veia poética, publicava poesias de sua lavra.
Além de jornalismo, fez também política nesta cidade, em agosto de 1892 foi eleito pelo partido Republicano “Sallista” vereador da Câmara de Rio Claro, por maioria de votos sobre os seus companheiros de chapa. Não quis tomar posse do cargo, renunciando o mandato por motivos não explicados; foi então convocado o seu suplente, o Cel. Joaquim Augusto de Salles, chefe do partido político, que não conseguira eleger-se.
Juntamente com Alfredo Ellis, Lucas do Prado, Cerqueira César, Barão de Grão Mogol e Eduardo de Camargo Neves, por pregações em recintos fechados e no seu jornal, batalhava em prol da extinção da escravatura em Rio Claro, o que conseguiu oficialmente da Câmara Municipal, a 5 de fevereiro de 1888.
Naquela data, Rio Claro, com 98 dias de antecipação, a “Lei Áurea” dava liberdade aos seus escravos, graças as pregações revolucionárias das personalidades acima citadas e ao concurso do “Diário do Rio Claro”, pelo seu Redator e Diretor José David Teixeira.
Faleceu esse ilustre jornalista em nossa cidade no dia 16 de março de 1934; em sua homenagem a Câmara de 1956, pela Lei no. 442 de 27 de agosto, deu o nome de “Major José David Teixeira”, ao logradouro público fronteiriço ao
Cemitério de São João Batista”.

“MAJOR”

Ainda que utilizasse a denominação “Major”, José David Teixeira nunca foi ligado aos setores militares.
E foi com “muita tristeza” que “redatores, colaboradores e demais funcionários anunciaram na edição 14.003, do dia 17 de março de 1934 – um sábado, a morte do “velho e querido diretor desta folha”, ocorrida as 23 horas do dia anterior, “vitimado por traiçoeira syncope cardíaca”.
Convidavam para o enterro que aconteceria no Cemitério Municipal. Trecho de uma das notícias de primeira página, dizia “…conforta-nos registrar que, antes da meia noite, a casa de residência da família do nosso diretor era pequena para conter a imensa porção de gente que foi ali fazer a última visita ao batalhador incansável e herói do jornalismo estadual”. Na parte superior da página e na inferior, foram colocadas tarjas pretas que tomavam a página de um lado ao outro.
Vale frisar que o falecimento se deu no final da noite e notícia de página inteira saiu já no dia seguinte no Diário do Rio Claro.

Pery F.B.C. foi o primeiro clube de Rio Claro e sua história foi também documentada nas páginas do Diário

A história do esporte em Rio Claro também está documentada nas páginas do Diário. E é através dela que podemos constatar que o primeiro clube fundado na cidade chamou-se “Pery F.B.C”, conforme crônica publicada no Diário:
“Em 1902 um grupo de rapazes rio-clarenses, animado da melhor bôa vontade e estimulado pelo interesse que vinha despertando o futeból na capital do Estado, onde principiavam a apparecer, com o applauso unanime da imprensa paulistana, os primeiros clubes, resolveu dotar a nossa cidade de um desses centros de esportes, escolhendo para esse fim o terreno que fronteia o casarão da extincta mechanica ou fabrica de tecidos.
A fundação do primeiro clube de futeból em Rio Claro não despertou, como era de se esperar, o enthusiasmo incentivador que precede aos grandes emprehendimentos, não só por desconhecer-se em partes as vantagens dos esportes athleticos, como, principalmente, por se ter o futeból na conta de um esporte excessivamente grosseiro.
Não obstante o modo erroneo por que era encarado esse genero de diversão, o numero de jogadores e admiradores do primeiro clube rio-clarense era bastante animador.
O jogo techico, propriamente dito, não era o mais apreciado. Constituia um triumpho e, por isso mesmo, motivo de grande alegria entre os espectadores, o facto de um jogador arremessar a pelota a grande altura. A assistencia nessas occasiões, composta de representantes do sexo forte, delirava de enthusiasmo, não regateando applausos ao heróe do brilhante feito.
O uniforme, se é que se possa chamar de uniforme as vestes differentes de vinte e dois jogadores, era o mais extravagante possivel. Jogadores barbados entravam para o campo da lucta, alguns descalços, alguns calçados e, alguns ainda, arrrastando aos pés um par de chinellos. Ás vezes o jogador sahia vertiginosamente ao encalço da pelota, mas, quasi sempre, tinha de interceptar a sua carreira, voltando contrariado a apanhar o chinello que lhe fugira dos pés, logo ao inicio da corrida. Outras vezes, quando com um valente ponta-pé tentava atirar a esphera de encontro á cobertura azul do firmamento, passava o jogador pelo desprazer de ver o seu chinello a cabriolar nas alturas, como a querer alcançar a pelota. Era a nota comica do jogo. O jogador que conseguisse, ou por meio de uma rasteira ou por outro qualquer processo menos licito, derrubar o adversario, era ovacionado delirantemente”. (fonte arquivo do Diário do Rio Claro)

Princesa Isabel faz Juramento no Senado

A escravatura já era contestada desde a Assembléia Constituinte de 1823, quando José Bonifácio de Andrada e Silva propôs que o Brasil, como os Estados Unidos da América, substituísse os escravos por imigrantes europeus. Em 1830, o Governo brasileiro assinou tratado imposto pela Inglaterra, transformado em lei que obrigava a extinção do trabalho escravo no prazo de quinze anos. Entretanto, o tráfico negreiro continuou de maneira indiscriminada apesar da forte e continuada pressão britânica. Em 1851, o chefe do Gabinete Ministerial, Senador Euzebio de Queiroz Mattozo da Camara, ordenou à polícia que localizasse negros importados ilegalmente e prendesse os negreiros e fazendeiros infratores, cessando o tráfico de escravos.
Em 1860, a herdeira do Trono, Princesa Isabel, prestou juramento no Senado. Tornou a fazê-lo em 1871, 1876 e 1887 como Regente do Império nas ausências do pai. A adesão da Princesa à causa abolicionista atraiu a animosidade dos latifundiários.


abolição 1a

Bilhete da Princesa Isabel a seu pai, datado de 13 de maio de 1888, comunicando ter sancionado a lei de extinção da escravidão (cópia doada pelo Príncipe D. Pedro Gastão; o original se encontra no Arquivo do Vaticano):
“Empereur Brésil, Milan.
Acabo sanccionar a lei da extincção da escravidão. Abraço Papae com toda a effusão do meu coração. Muito contentes com suas melhoras. Commungamos hoje por sua intensão.
Isabel”


 

 Guarda civil localiza veículo depenado

Comunicado fato à Equipe GAM que compareceu ao local e constatou tratar-se de um veículo Fiat Uno, cor Branca, Placas BIW 0442, produto de furto, cujas peças retiradas do mesmo encontravam-se em uma construção abandonada próxima. Ato contínuo, acionado serviço de guincho que removeu o veículo para Plantão Policial para devido conhecimento dos fatos pela autoridade policial que determinou a confecção do BOPC nº8471/2017 – Auto de Exibição e Apreensão. ROGCM nº 1603, Auto Localizado.

Rio Claro comemora 7 de setembro com ato cívico

Rio Claro realiza na semana que vem ato cívico em comemoração à Independência do Brasil, celebrada no dia 7 de setembro. A solenidade será na quarta-feira (6), às 9 horas, no paço municipal.
Com participação de autoridades civis e militares, o ato cívico contará ainda com intervenções culturais realizadas por alunos da escola municipal Darci Reginatto. Alunos do quarto ano farão apresentação da música “Aquarela do Brasil” e os do quinto ano declamarão a poesia “Brasil”. Decoração especial ajudará a compor o clima de homenagem à Pátria, que inclui execução dos hinos Nacional, de Rio Claro e da Independência.

Descarte correto de medicamentos

Os alunos do segundo ano do ensino médio do Claretiano Colégio, Everton Albiazetti, Gustavo Scatolin e Anna Peres estiveram no Paço Municipal na última quarta-feira, 27, acompanhados da professora Jandanilce Rosin para divulgar o trabalho, que conta com apoio do vereador Seron do Proerd (DEM), referente ao descarte correto de medicamentos.
De acordo com a educadora, a ação faz parte do projeto de iniciação científica que o colégio desenvolve já há dois anos. “Neste ano, os alunos optaram por este trabalho que tem como objetivo principal exercitar a cidadania através da conscientização das pessoas na hora do descarte de medicamentos”, explicou a professora Jandanilce.
Os estudantes colocaram pontos de coletas no Paço Municipal, no Centro, e nas Unidades Básica de Saúde (UBS) localizadas no Cervezão, Avenida M-17, número 739, e no Cidade Jardim localizada na Avenida 29, número 1.311.
A ação também conta com distribuição de folhetos que alertam a comunidade sobre os problemas que o descarte incorreto dos medicamentos podem causar para a sociedade. “Definimos o Paço Municipal e as UBS como pontos de coletas pelo elevado número de pessoas que passam por estes locais diariamente”, sinalizou o estudante Everton. “Todo procedimento é devidamente registrado para que possamos elaborar o relatório final”, explicou Anna. “O projeto será encerrado com apresentação em sala de aula”, afirmou Gustavo.
Os alunos, que participaram do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), época que estavam no ensino fundamental, destacam o apoio de Seron na atividade. “Ele apresentou projeto, que tramita na Câmara Municipal, que está alinhado com o nosso trabalho”, comentaram os alunos se referindo ao projeto que trata do descarte correto de medicamentos no município.
Seron, no Paço Municipal, parabenizou a iniciativa do Colégio Claretiano que através desta iniciativa dá condições de ampliar a consciência de cidadania entre os jovens. “Este conjunto de ações, que vai desde o trabalho desenvolvido por alunos até a aprovação de projeto na Câmara que resultará na instituição de lei específica, contribui para que possamos criar política pública eficaz no que diz respeito ao descarte correto de medicamentos”, enfatizou Seron.

O CÉU NÃO É O LIMITE

O sonho de se ter um jornal em Rio Claro foi realizado pelo jornalista major José David Teixeira há 131 anos. O cidadão rio-clarense agora finalmente tinha um veículo de comunicação que podia contar a sua história, registrar os acontecimentos fundamentados na verdade e nos valores primordiais de um povo ordeiro e empreendedor.

Marcado por uma atuação bastante destacada nas campanhas da Abolição e pela República enfrentou os mais terríveis desafios. Em 1932 sofre violenta represália por parte dos simpatizantes de Getúlio Vargas tendo praticamente todo o seu valioso arquivo cinquentenário (quase completo) destruído.

A persistência e a missão de seu fundador fez renascer das cinzas como Phoenix o Diário de Rio Claro, o Arquivo Histórico da Família Rioclarense, reiniciando um ciclo de empreendedorismo e de dedicação a este povo do céu mais azul do Brasil.

O tempo foi passando como passa para você e para todos nós e tudo começou a mudar de maneira acelerada e desenfreada no contexto de informação nos veículos de comunicação. E o jornal precisava acompanhar de novos maquinários de impressão e de uma nova visão empreendedora e desafiadora.

E assim um visionário, competente e bem sucedido empresário toma a frente na direção de nosso querido Diário do Rio Claro, em 1985, o senhor Geraldo Leonardo Zanello com sua esposa dona Jacira Russo Zanello reinicia uma nova era de mudanças inovadoras nesse jornal colocando toda a sua experiência de empresário no desenvolvimento deste.

Quem teve a honra e a felicidade de conviver um pouco com esse casal, pode perceber que as maiores virtudes que saltavam aos olhos eram a compaixão, a bondade, a amizade fiel e o espírito criador repleto de ideais.

Todos os seus funcionários desde os mais humildes e até os de cargos mais elevados sempre contavam com seu respeito e carinho pelo que faziam. Sempre preocupados com cada detalhe das notícias que iriam ser publicadas. Não poderia citar o nome de todos os seus colaboradores fiéis que estampam e estamparam o jornal porque deixaria alguns nomes de fora.

Dona Jacira sempre tinha a sua mesa os artigos que chegavam e nada passava sem o seu crivo e a anuência de seu Geraldo. Sempre quando minha esposa e eu os visitava ela olhava com uma imensa ternura na parede a foto de sua filha Adriana Z. G.Cortez quando criança que chamava carinhosamente o pai de “Nenê”.

Acometido por uma doença deixou nosso convívio no dia 16 de julho de 2017, estampando a página do Diário do Rio Claro em 18 de julho de 2017 a sua despedida entre nós. Trinta e sete anos a frente do Diário do Rio Claro. Neste dia Rio Claro se despedia da figura ilustre e querida do empresário, visionário, marido e pai. O céu azul de Rio Claro ficou um pouco mais cinza, pois se finalizava mais um ciclo na vida deste jornal.

Na natureza existe um ciclo chamado Ciclo Universal de Mudanças e o Diário de Rio Claro, através de sua estrutura familiar, tendo a frente seu genro, empresário e correspondente internacional e apaixonado por desafios, o dedicado amigo Edson Cortez está se renovando em todos os sentidos aproveitando a experiência de 131 anos que vale a pena refletirmos que com a competência e o comprometimento de seus novos gestores iniciará uma nova transformação inovadora neste, trazendo mais talento, respeito e credibilidade, como sempre.

E isso sem dúvida nenhuma será um grande desafio e uma nova era que abrirá novos caminhos, entendimentos novos renovando um novo ciclo de sucesso no jornalismo regional, porque o céu não é o limite e que os sonhos não são apenas para serem sonhados e sim devem ser realizados, conforme nos diz P. Sidney “… ou eu encontro o caminho, ou eu o faço”, sabedoria tão presente e pautada nas vidas do Major Teixeira e seu Geraldo.

Parabéns Diário do Rio Claro por seus 131 anos! E que venham mais “primaveras” repletas de garra, credibilidade, talento, inovação e comprometimento, despertando nos leitores um pouco da magia e do sonho estampados nesta incrível jornada chamada vida!

Dr. José Roberto Teixeira Leite- Master em PNL e coach em Saúde

E-mail : pnljoseli@gmail.com

ARQUIVO HISTÓRICO DA FAMÍLIA RIOCLARENSE

Rio Claro e sua gente

Álvaro Sebastião Pinto Lopes (in memorian)

O Jornalista José David Teixeira

Invariavelmente trajando terno cinza, chapéu da mesma cor, relógio com corrente sobre o colete, o indefectível guarda-chuva pendente do braço, o andar pesado e lento, as costas arqueadas pelos anos, assim eu o via diariamente subindo a avenida Um em demanda da estadão da Paulista, para esperar a chegada do trem das 11 que vinha da Capital.
Esperar o trem das 11 era para os rio-clarenses daquela época, um dever imperioso e gostosamente cumprido.
A estação se enchia de gente curiosa que ia ver quem chegava e quem partia. Lá estava no meio do povo, o Major David, com olhos de lince, vasculhando a vasta plataforma e anotando em pequeno caderno o nome de pessoas gradas que iriam no dia seguinte figurar nas suas sociais.
Quando, por qualquer circunstância se esquecia de levar o pequeno bloco, fazia as anotações no próprio punho da camisa, dando depois imenso trabalho à pequena Cecy para limpá-lo.
Todos na cidade conheciam o Major como Zé David. Ele mantinha seu Diário do Rio Claro às duras penas, numa difícil época em que na cidade, pequena e pacata, nada acontecia. Nos idos de 1920, Rio Claro não tinha mais que 20 mil habitantes.
O Major também lutava e se aborrecia com o número não pequeno de leitores relapsos, que, lendo habitualmente o jornal, relutavam em pagar a assinatura não obstante o preço irrisório de 20 mil réis por ano. Zé David não podia por isso ter muitos auxiliares. Contava somente com o paginador, o tipógrafo, o homem que comandava a velha impressora Marinoni e alguns entregadores domiciliares. Mesmo assim, quando um deles faltava, sua filha, a esperta Cecy, saia sobraçando dezenas de exemplares para que não faltasse a entrega matinal de porta em porta. Duros tempos aqueles, em que os que trabalham no Diário de hoje, não sabem o que foi o Diário de ontem.
No jornal, o Zé David fazia de tudo. Redigia as notícias sociais, atendia pessoas, escrevia o artigo de fundo, revisava, saia à rua para as reportagens, realizava a cobrança das assinaturas e ainda velava pela parte comercial e contábil.
Religiosamente o Diário estampava na primeira página as muito esperadas e lidas Cabriolas. Nelas ele aproveitava para instilar nas entrelinhas o sutil veneno que fluia de sua pena irônica. Nas Cabriolas e no Ouvimos Dizer profligava a incapacidade, a desídia, a incúria, as omissões dos chefes políticos, dos prefeitos e dos detentores do poder municipal. Eram alfinetadas dadas com tato e pouco dolorosas, para evitar fáceis melindres.
O jornal saía diariamente menos quando faltava energia elétrica e quando a vetusta impressora Marioni se negava a trabalhar. Quem passasse altas horas da noite pela sede do jornal, ouvia, saindo do fundo da oficina, o ritmado blém-blém da velha e resfolegante máquina impressora clamando por substituição.
Zé David não gostava de se meter em política. Seu negócio era jornal. Se vez por outra deixou-se levar por ela, foi para atender injunções de amigos. Desejava ficar equidistante dos partidos, longe das tricas e futricas locais, que não raro tomavam virulento aspecto.
Equilibrar a receita com a despesa era o drama que se repetia todo fim de mês. A assinatura do jornal não dava para cobrir os gastos, que eram muitos. Não fossem os anunciantes e os contratos mantidos com a prefeitura, para a regular publicação das atas da Câmara, dos balancetes, dos alvarás e atos do prefeito, o jornal de há muito teria o destino inglório e efêmero de tantos congêneres do nosso Interior. Zé David era um homem normalmente sisudo. Seu rosto raramente se abria em largos sorrisos. Cumpria fielmente as obrigações sociais de repórter, comparecendo a elas mais por dever de ofício que por natural inclinação. Para noticiar uma festa de casamento tinha o Major uma frase chapa que servia para todas elas: a mesa dos simpáticos nubentes, ricamente ornamentada em forma de I, estava repleta de saborosas iguarias e regada de vinhos raros e finos…É que em todos os casamentos daquele tempo, a forma da mesa era sempre a mesma e os vinhos, embora fossem de São Roque eram para o Major, por motivos óbvios, raros e capitosos…Para o deputado Eloy Chaves, que constantemente vinha de trem para Rio Claro, tinha Zé David outra chapa estereotipada: está entre nós, vindo da Capital do Estado, o operoso deputado estadual Dr. Eloy de Miranda Chaves, o principal diretor da nossa Central Elétrica. Nunca chamava a avenida Um por esse nome, mas por Pimpona, nome frequentemente mencionado em suas crônicas.
Zé David, além de jornalista, manteve veleidades de romancista e poeta. Assim é que escreveu um romance de costumes denominado Xintan, que foi publicado sob a forma de folhetins.
Sempre contando com limitados recursos, o Major foi um esforçado e incansável batalhador que lutou denodadamente para manter rodando o seu velho jornal, quase centenário.
Ele faleceu no dia 17 de março de 1934. Na véspera de sua morte, por uma dessas macabras coincidências, ele escreveu em suas Cabriolas um comentário sobre a saída de um enterro que ia, com grande acompanhamento para o cemitério municipal…

A ODISSÉIA DE UM SONHADOR

Vale repetir sempre uma história bonita!
O barbeiro David José não estava lá muito contente na sua Campinas e pesquisava por conta própria um novo rumo – um lugar em que o futuro lhe oferecesse melhores perspectivas de vida. Pelos viajantes que vinham do oeste ele tomava informações e ficou interessado numa tal de São João Batista do
Rio Claro, uma pequena e poeirenta localidade que estava se formando e já tinha até um belo cemitério, logo ali. Arrumou as tralhas e ei-lo aqui chegado para continuar na sua labuta. Pensava muito no filho de pouca idade que tinha o nome do pai invertido e, – que diabos! -lia demais e não queria trabalhar no seu ramo.
Mas, a família descendo na São João, se adaptou e logo entendeu o negócio de ruas retas com nomes que lhes eram dados livremente pelo povinho, conforme o seu jeitão ou lugar: era do Campó, do Meio, Direita, Formigas, da Matriz, da “Cadêa” e outras tais extravagantes. Não interessava; o que valia era montar o seu salão, ganhar o seu dinheirinho formando a freguesia e levando a vida…
De fato, o pequeno José David era bastante inteligente e vivia com livros e lápis na mão nas horas vagas, mas os dois – sonhava o velho – manejando tesouras e navalhas teriam o seu negócio de fazer inveja na vila nascente. E que ninguém duvidasse…
O futuro mostraria que o outro filho é que faria isso, pois Azael David Teixeira adotou o ramo do pai e montou mais tarde também a sua barbearia onde – coisa curiosa ! – criava sanguessugas hamburguesas que fornecia para as sangrias na Santa Casa ali na rua dois avenida três. Hoje, sanguessuga é sinônimo de … “ambulância” como vemos todo dia nos jornais, num quiproquó impressionante de deputados e senadores.
Conclui-se que o velho era um mau profeta e estava redondamente enganado porque o outro pirralho, de fato, só queria ler, ler, ler e escrever, escrever, escrever.
O rapaz levava os dias no seu novo “habitat” mas, contrariando o pai, largou as tesouras e foi se empregar nas oficinas dos jornais “O Tipógrafo” e “O Tempo” e ali a flor desabrochou, “com o sapo caindo na água…”
Nesse emprego conseguiu amealhar algum dinheiro e em março de 1.886, aos vinte e cinco anos – comprou do dono da tipografia o jornal semanal “O Tempo” que em lº de setembro começou a rodar já com o nome “profético” de… Diário do Rio Claro – hoje completando a bela efeméride de um século e vinte oito anos! E igualmente num novo século. Nele sua perspicácia introduziu colunas diferentes como “Troco Miúdo” e “Cabriolas”, além de notícias, reportagens ou escritos humorísticos e políticos que logo caíram na simpatia dos leitores.
Mas não foi este o primeiro jornal de Rio Claro. Existiram antes o “Echo do Povo”, o “Estrella D’Oeste” o hebdomadário “O Alpha”, já em 1901, dirigido por Eduardo Leite – e outros. Mais tarde, sempre o Diário enfrentando tormentas e nascimento de uma ou outra nova publicação – mas o Major David, impoluto na sua direção, realizou o sonho.
Aloysio Pereira contava que, no mesmo dia de seu falecimento, em 16 de março de 1.934, de um lado aparecia a notícia de sua morte e de outro era publicada ainda a coluna “Cabriolas”. Aloysio não era seu contemporâneo, pois quando ele nasceu o Major David já era quarentão !
Ele exercia um sacerdócio do mais autêntico jornalismo, indo buscar na fonte, a notícia. Sua pessoa era vista sempre na estação da Paulista à espera do próximo trem e então lá vinha a notinha…”chegou ontem de São Paulo, etc. etc.” bem diferente dos computadores de hoje, com seus disquetes que fazem tudo.
Gostando algo da política, em 1.892 ele foi eleito pelo Partido Republicano “Sallista” Vereador à nossa Câmara e não quis tomar posse, cedendo o lugar, justamente, ao Chefe do seu partido que era o Coronel Joaquim Augusto de Salles, – cujo nome foi dado ao Grupo Escolar da rua sete.
O seu “Diário” teve a glória de antecipar em 98 dias a Lei Áurea que Isabel, “A Redentora” promulgaria em 13 de maio de 1.888 com o fim da escravatura.
O objetivo de sua existência sempre se chamou “Diário do Rio Claro”, mordido que fora desde o início pela mosca do jornalismo – e foi seu redator por quarenta e oito anos !
No afã dos linotipos o Major David era insubstituível e todos os seus familiares de alguma maneira professaram idêntica fé. Assim, os filhos Dr. Atos, José David Júnior, Jodate, Zoraide, Cecy, Davina e outros e mais tarde também, os escendentes como a Mara, o Jodate, etc.
O mesmo Aloysio nos contava que, quando faltava um entregador, ele “investia” a pequena Cecy na função e lá saía a meninota a levar de porta em porta o “produto do dia” porque …”os leitores têm o direito sagrado de receber o jornal”.
E assim ele chegou até este início do século vinte e um da mais perfeita tecnologia- quando brilha no ar a estrela centenária – nas mãos do time de Geraldo Zanello que, sem nenhuma dúvida, orgulhosamente pode olhar para trás, dando o seu alô e respirando aliviado dizer: “Major, a tarefa continua sendo cumprida…”

Parabéns a todos !

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Midiel Christofoletti (in memorian)