Quem quer ser Presidente?

Por Alexandre Garcia

O país está em decadência social, moral, cultural e econômica. Lembramos até que o principal símbolo do patriotismo que é, muito significativamente, o futebol, não ganha uma Taça do Mundo desde 2002. A três meses e meio da eleição presidencial, os candidatos ao cargo estão no mesmo diapasão do nosso subdesenvolvimento. Ainda falam em democracia, porque esse é um objetivo que não foi alcançado. Ainda fazem  promessas, como justiça social, saúde para todos, ensino para nos abrir as portas do futuro e segurança para nossas vidas e patrimônio.

A realidade é que estamos assentados no atraso, se nos compararmos, por exemplo, com a China, bem mais atrasada que nós quando eu era jovem. Continuamos querendo subsídios, tabelamento, interferência nas regras naturais do mercado, transferência de renda de quem trabalha para os preguiçosos, desprezando a mérito para inventar cotas por sexo ou cor da pele, enquanto nosso ensino é medíocre, nossa tecnologia está no porão do mundo, com as exceções de sempre, como Embraer, Natura, Ambev, entre outras que se destacam no nosso parque industrial acomodado aos juros subsidiados e aos favores fiscais.

Ironicamente, os chamados progressistas é que são os arautos do atraso, adeptos do nacional-estatismo que costuma levar países à falência, sustentado pela miséria e o desinvestimento. Esses são os protetores dos direitos adquiridos, das gordas aposentadorias pagas pelos mais pobres, da estabilidade nos contracheques públicos, dos salários que não respeitam os limites da Constituição. Eles são os progressistas de discurso, que pretendem manter seus privilégios e suas castas, no estado e nos sindicatos. Como palavra de ordem, usam a falácia do “tudo-pelo-social”. E vão nos enganando, graças à nossa pouca capacidade de compreender, de interpretar e de julgar, além do futebol.

Percebemos, pela Lava-jato, a corrupção tradicional, pura e simples, mas não entendemos que também é corrupção cobrar quase 40% de carga tributária, sem a contrapartida de serviços públicos decentes. O país se tornou ingovernável para quem não compactuar com a velhacaria embutida na cultura nacional, em todos os estamentos sociais e de renda. Nada mudará se não houver mudança nos eleitores e nos partidos políticos. E, em não mudando, conclui-se que o país está satisfeito com o que existe; que somos todos masoquistas. Quem poderá ser o altruísta, o mártir, o sábio, o mágico, capaz de ganhar uma eleição presidencial nos convencendo a mudar?

MUTIRÃO AMBIENTAL NO MUNICÍPIO DE CORUMBATAÍ-SP

Por Eder Varussa

O Mutirão Ambiental, contou com a colaboração do Batalhão do Tiro de Guerra do município de Rio Claro, alunos da UNESP – Rio Claro, pesquisadores do grupo Universo da Educação Ambiental – Uneamb e alunos de escolas municipais. Este público, mobilizados pelo espírito de cidadania, percorreram ruas e avenidas do município de Corumbataí, fazendo um trabalho porta a porta de educação ambiental.            Durante a atividade de conscientização ambiental, foram abordados os seguintes temas: descarte correto de resíduos sólidos urbanos; limpeza urbana no que concerne evitar o despejo de dejetos em vias públicas, áreas verdes, terrenos e nas proximidades de cursos de água; separação de materiais (coleta seletiva); acondicionamento e a limpeza de materiais recicláveis e reutilizáveis antes de encaminhar as cooperativas.                    A instrução aos moradores, também abordou a questão dos malefícios (a paisagem, saúde pública e saneamento) do acúmulo de resíduos em vias públicas e canteiros. Os resíduos acumulados tornam-se abrigo de vetores transmissores de doenças (ratos, baratas, mosquitos) e animais peçonhentos (cobras e escorpiões), que podem abrigar nas residências ocasionando doenças e epidemias.

Os trabalhos no Mutirão Ambiental foram divididos em equipes. Para tal soldados do Tiro de Guerra, juntamente com pesquisadores da UNESP, realizaram uma exposição com o tema ambiental aos alunos da Escola Municipal Maria de Lurdes Pedroso Perin, do município de Corumbataí. E ao mesmo tempo, outros soldados, juntamente com ambientalistas, percorreram os bairros da cidade, dialogando com moradores.

Para essa atividade foram confeccionados folders explicativos com informações a respeito da classificação dos resíduos em recicláveis e não recicláveis, o cronograma dos serviços de coleta, tanto seletiva, quanto orgânica no município e sobre a importância da reciclagem do óleo de cozinha.

Assim, atividades como essas de sensibilização, orientação e conscientização, permitem criar na comunidade, uma identidade com o ambiente, para que a população tenha responsabilidade e cuidado com o lugar de vivência.

Portanto, trabalhos como esse colaboram a motivar as pessoas a agir de maneira ecologicamente equilibrada com o local em que vivem, o que pode surtir efeitos positivos se todos tiverem comprometidos e integrados no processo, adotando habilidades consistentes e assumindo posturas ambientais de valor, informa o Educador Ambiental Éder Varussa.

QUANTO MAIS CARO MELHOR

Por Carlos Brickmann

Não é por falta de recursos que o Brasil deixará de eleger os melhores políticos que o dinheiro pode comprar. E, caro leitor, deixe de se queixar dos seus bolsos vazios: cada centavo entregue aos partidos é dinheiro seu.

É dinheiro seu a verba destinada pelo Tesouro à campanha eleitoral, R$ 1,7 bilhão; é dinheiro seu o Fundo Partidário que sai do Orçamento da União, de R$ 888,7 milhões. É dinheiro seu a verba total de R$ 2,5 bilhões. É um dos motivos que nos levam a ter 35 partidos: nós pagamos a conta.

O partido que mais recebe verba de campanha é o MDB, R$ 234 milhões. O segundo é o PT, R$ 212 milhões. Segue-se o PSDB, R$ 186 milhões; depois, o PP, R$ 131 milhões; PSB, R$ 118 milhões; PR, R$ 113 milhões; PSD, R$ 112 milhões; DEM, R$ 89 milhões; PRB, R$ 67 milhões; PTB, R$ 62 milhões; PDT, R$ 61,5 milhões; SD, R$ 40 milhões; Podemos, R$ 36 milhões; PSC, R$ 36 milhões; PCdoB, R$ 30 milhões; PPS, R$ 29 milhões; PV, R$ 24 milhões; PSOL, R$ 21 milhões; Pros, R$ 21 milhões; PHS, R$ 18 milhões; Avante, R$ 12 milhões; Rede, R$ 10 milhões; Patriota, R$ 10 milhões; PSL, R$ 9 milhões; PTC, 6 milhões; PRP, R$ 5,5 milhões; DC (ex-PSDC), R$ 4 milhões; PMN, R$ 4 milhões; PRTB, R$ 3,8 milhões; PSTUPCBPCOPPLNovoPMB, R$ 980 mil cada um. Dá tranquilamente para fazer campanhas confortáveis.

O povo brasileiro é muito generoso com seus políticos.

Conservar, conservar

Renovação? Sempre há alguma. Mas 70% dos senadores enrolados com a Lava Jato – 17 em 24 – tentam se reeleger. Dos 54 senadores eleitos em 2010, 35 já anunciaram que vão buscar mais oito anos. Alguns tiveram mau desempenho e são pouco conhecidos. E há Aécio e Jucá, conhecidíssimos.

Do show ao Senado

Parte da renovação deve vir de gente famosa: o apresentador José Luiz Datena sai para o Senado pelo DEM de São Paulo (na última pesquisa, está acima de Eduardo Suplicy); Jorge Kajuru sai pelo PRP de Goiás; Frankie Aguiar, “o cãozinho dos teclados”, ex-deputado federal por São Paulo e vice-prefeito de São Bernardo, disputa o Senado pelo PRB do Piauí.

Aconteceu

O sobrinho do respeitado jornalista Oswaldo Mendes foi roubado em São Paulo, na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta, há duas semanas. Nesta segunda, o aparelho foi localizado no Diretório Municipal do PT em Belém do Pará. Levou 12 dias para percorrer 2.898 km.

O mercado e seus favoritos

O XP Investimentos, ligado ao grupo Itaú, fez há 15 dias uma sondagem sobre o que 204 investidores institucionais pensam a respeito das eleições e das perspectivas para a Bolsa, os juros e o dólar, conforme o vitorioso.

É uma amostra significativa: as instituições consultadas gerem mais de 50% dos recursos disponíveis no setor.

Os resultados: 48% acreditam que Jair Bolsonaro vencerá as eleições. O segundo turno, acreditam 44%, será Bolsonaro x Ciro Gomes. Efeitos para a economia da eleição de Bolsonaro: 45% acreditam em desvalorização da moeda; 44% acham que a Selic, a taxa básica de juros, hoje em 6,5% ao ano, esteja acima de 8% no final de 2019.

Outros candidatos

Vitórias de Ciro Gomes ou Fernando Haddad seriam ruins para o Índice Bovespa; Álvaro Dias seria positivo para o índice; Marina Silva significaria estabilidade. O candidato que provoca melhores expectativas é Geraldo Alckmin: 97% acreditam que provocará a melhora do Índice Bovespa, e 73% acham que o câmbio ficará abaixo de R$ 3,40.

O custo da saúde

O Senado já reuniu 27 assinaturas, o suficiente para implementar a CPI sobre as relações da ANS, Associação Nacional da Saúde Suplementar, e as operadoras de planos de saúde. A suspeita é de que a ANS aja mais como aliada do que como reguladora das operadoras de planos – o que explicaria como, em 14 anos seguidos, concedeu reajustes de mensalidades superiores à inflação. E é coisa pesada: neste ano, os planos coletivos (na prática, são os únicos que existem, já que planos individuais, mesmo controlados por uma agência generosa, têm algum controle de aumentos) desandaram. Um assíduo leitor desta coluna envia documento comprovando que o aumento sofrido foi de 19,97% – contra uma inflação inferior a 3%. Uma CPI tem poderes para analisar os seguidos aumentos superiores (e muito) à inflação.

A política da bala

A Câmara dos Deputados deve estar sitiada por um inimigo poderoso: só neste ano, entre janeiro e maio, gastou R$ 1,5 milhão para comprar 29 mil balas .40 de treinamento de pistolas e 1.500 cartuchos calibre 12 de alto impacto, especialmente produzidos para derrubar quem for alvejado.

COMENTEcarlos@brickmann.com.br

Twitter@CarlosBrickmann

Brasil estreia com empate amargo diante da Suiça

Por E. Cortez

Os resultados positivos conseguidos pelo Brasil nos dois jogos amistosos antes do mundial pareciam um presságio de boas novas, mas se transformaram em frustração quando a Seleção Brasileira entrou pra valer em campo em sua estreia na Copa do Mundo e ficou em um decepcionante empate com a Suíça. Mas o resultado no jogo deste domingo (17), em Rostov, não foi o único assunto na saída de campo.

No primeiro tempo, a atuação do Brasil foi satisfatória e o time saiu na frente com um golaço com a assinatura de Philippe Coutinho.

Porém na etapa complementar dois lances polêmicos e decisivos para o empate deram a tônica do duelo, arbitrado pelo mexicano Cesar Ramos.

O primeiro lance polêmico foi no gol de empate da Suíça, marcado por Zuber aos quatro minutos do segundo tempo. Os jogadores brasileiros reclamaram um pênalti, alegando que Miranda teria sido empurrado pelo autor do gol.
Para os nossos torcedores também houve falta e, portanto, gol irregular.

Os jogadores voltaram a reclamar quando Gabriel Jesus caiu na área e pediu pênalti de Akanji, que envolveu seus braços ao redor do atacante brasileiro.

Apesar das reclamações,  a Fifa avaliou positivamente a arbitragem do mexicano Cesar Ramos. A visão da entidade é de que não houve falta no zagueiro brasileiro. Apesar disso, avaliou que a exibição do replay da jogada no telão do estádio foi um erro.

A orientação da entidade para as equipes de televisão que cuidam dessa operação é de não exibir jogadas controversas. Porém, não há ninguém do time de arbitragem que acompanhe o processo com os responsáveis pela transmissão.

Todos os lances são avaliados em tempo real, durante o jogo. Não há checagem no intervalo e nem após as partidas. A ideia é que o árbitro possa rever eventuais decisões equivocadas a tempo, para que erros não tenham influência sobre o resultado da partida.

Se os árbitros de vídeo tivessem percebido falta em Miranda, teriam avisado o árbitro no campo. Como concordaram com a decisão, deixaram o jogo seguir. O mesmo vale para o lance do Gabriel Jesus.

A seleção volta a campo na sexta-feira, às 9 horas, contra a Costa Rica, em São Petesburgo. A Suíça enfrenta a Sérvia no mesmo dia, às 15 horas, em Kaliningrado.

Trio de André Negrão herda vitória nas 24 Horas de Le Mans

Por E. Cortez

Quem acompanhou a transmissão das 24h de Le Mans nas horas finais de domingo viu ser proclamada a vitória da equipe G-Drive Racing na classe LMP2.

Mas de nada adiantou a festa do trio Jean-Éric Vergne/Roman Rusinov/Andrea Pizzitola. Isso porque, houve uma suspeição ao longo da disputa da maior prova de Endurance do mundo, devido ao fato de que os reabastecimentos do carro eram muito mais rápidos do que o padrão dos demais competidores da classe LMP2. Eram segundos valiosos ganhos a cada parada, que se transformaram em uma vantagem de três voltas ao final da prova.

Como o sistema é por gravidade, a infração ficou ainda mais cristalina. O relatório dos comissários da FIA diz que “uma peça adicional usinada” não homologada pela entidade foi usada no restritor de fluxo e inserida na chamada “dead man valve”, aquela que encerra automaticamente o reabastecimento quando o tanque dos LMP2 – com 75 litros de capacidade – está cheio.
A ação da G-Drive e da TDS Racing foi posta em suspeição por observadores e pelos adversários – sem dúvida, Signatech-Alpine, Graff Racing e United Autosports estavam entre as partes mais interessadas, já que com a exclusão do vencedor #26 e do 3º colocado #28, todos ganhariam posições. E foi exatamente o que aconteceu.
Assim, o trio da Signatech-Alpine formado por Nico Lapierre/André Negrão/Pierre Thiriet é campeão da LMP2 nas 24h de Le Mans em 2018.

Negrão, aniversariante do domingo, ganhou um presente e tanto. Aos 26 anos, ele se torna o quarto brasileiro vencedor em La Sarthe, fazendo companhia a Thomas Erdos (LMP2 em 2005/06), Jaime Melo (LMGT2 em 2008/09) e Daniel Serra (LMGTE-PRO em 2017).

A Graff-SO24, que subiu ao pódio como 3ª colocada, passa à segunda posição com Tristan Gommendy/Jonathan Hirschi/Vincent Capillaire, sendo elevada também ao 6º posto da classificação geral. E a terceira posição acabou nas mãos do trio do #32 da United Autosports, composto por Will Owen, Hugo de Sadeleer e pelo colombiano Juan Pablo Montoya. A TDS Racing planeja recorrer da decisão.

Alonso – Na LMP1 Fernando Alonso, ao lado de Sebastien Buemi e Kazuki Nakajima, fez história na França ao vencer na categoria. Agora resta só a conquista das 500 Milhas de Indianápolis para completar a tríplice coroa.
O Rebellion #1, de Bruno Senna, André Lotterer e Neel Jani, fechou na quarta posição. O time enfrentou um grande contratempo na largada, quando Lotterer perdeu parte do bico e precisou fazer um pit stop de emergência ainda na primeira volta.
Felipe Nasr, que estreou na corrida com a Villorba Corse (equipe regular do ELMS), completou a prova na 14ª posição na categoria.
Nos GTs, o melhor ficou para o Porsche #92, de Laurens Vanthoor, Michael Christensen e Kevin Estre. Tony Kanaan, ao lado de Harry Thincknell e Andy Priaulx no Ford GT #67, fechou na quarta posição.
Pipo Derani foi sexto com a AF Corse-Ferrari #52, em companhia de Toni Vilander e Antonio Giovinazzi. Outro carro do time, com Daniel Serra, James Calado e Alessandro Pier Guidi, fechou em oitavo. Augusto Farfus, que retornou a Le Mans com a BMW em parceria com Antonio Felix da Costa e Alex Sims, abandonou no início da manhã após um acidente no turno do piloto inglês.
Por fim, na GTE-Am, melhor para o Porsche #77 da equipe Dempsey-Proton, com Matt Campbell, Christian Ried e Julien Andlauer, que ficou menos de uma volta à frente da Ferrari #54 encabeçada pelo ex-F1 Giancarlo Fisichella, Francesco Castellacci e Thomas Flohr.

 

Saúde, o Direito de Dever

Por Carlos Brickmannn

A Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, quer que convênios e seguros-saúde aumentem no máximo em 10% seus preços. A Justiça achou muito: fixou 5,72% (contra uma inflação de 2,9%). A ANS, mas podem chamá-la de Governo, vai recorrer! Quer 10%. O cidadão é só um detalhe.

Para que serve a ANS, “a agência reguladora” dos planos de saúde? Dá para responder com números: nos últimos 14 anos, o aumento sempre foi superior à inflação. De 2000 a 2017, o plano de saúde subiu 374,1%. Deu de 7×1 na inflação, que chegou a 220%. Antes de 2000, as operadoras eram quem decidia o valor do aumento. E o cliente apanhava tanto quanto hoje: não teve vantagem nenhuma com a intervenção da agência oficial.

Resultados? Dois milhões de clientes suspenderam seus convênios ou seguros – agora, sobrecarregam o SUS. A operação dos planos de saúde é tão lucrativa que gigantes multinacionais compraram empresas nacionais do ramo. E a benevolência da ANS chegou a despertar de seu profundo sono até o Senado, que planeja uma CPI sobre as relações ANS-operadoras. Um terço dos senadores, 27, já concordou com a CPI. Será interessante descobrir por que, todos os anos, o custo tem de subir mais que a inflação.

Será a hora de descobrir para que servem as agências reguladoras. A do transporte aéreo, Anac, foi a inventora da cobrança da bagagem, “para baratear as passagens”. Alguém já usou as passagens mais baratas?

Jornalista Lula

Lula deve comentar a Copa para a TVT, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Escreverá o comentário na prisão e o enviará ao jornalista José Trajano. “Não estou brincando, não”, diz Trajano. “Lula será comentarista da TVT. Vai escrever suas impressões, e as pomos na tela entre aspas”.

O Basta! De Neguinho

O sambista Neguinho da Beija-Flor, 68 anos, 41 de escola de samba, vai embora do Brasil: cansado da violência no Rio, cansado dos altos impostos (dos quais não vê retorno), vai no fim do ano para Braga, Portugal, cidade de origem da família da esposa. Quer que a filha mais nova, de nove anos, viva em lugar mais seguro. Neguinho é atração da escola cujo patrono é o poderoso Aniz Abrahão, homem-forte de Nilópolis. Se Neguinho sente a insegurança a ponto de ir embora, prometendo só voltar nos carnavais, imaginemos a situação a que a violência levou a Cidade Maravilhosa.

Cadê o centro?

Comecemos pela parte positiva: apesar de tudo, Geraldo Alckmin tem boas chances de chegar ao segundo turno, apesar da penúria de seus índices nas pesquisas. Com a multiplicação do número de candidatos, basta que Alckmin cresça em São Paulo, sua base eleitoral, onde foi governador por quatro vezes, para que chegue lá. No segundo turno, seu adversário deve ser um radical de esquerda ou direita, e ele deve receber o voto da maioria que é contra radicalismos. Agora, a parte ruim: Alckmin está indo mal até em São Paulo, o que o deixa em risco. Álvaro Dias come seus votos do Paraná para o Sul. Candidatos como Flávio Rocha e Josué Alencar atingem sua base. Com as intenções de voto se arrastando pelo chão, como atrair outros partidos de centro para formar a maioria? Alckmin tenta duas saídas.

A primeira: um problema

Alckmin nomeou Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, articulador de sua candidatura. Problema: o candidato de Perillo ao Governo goiano, o vice José Elinton, tem no máximo 1/3 das intenções de voto de Ronaldo Caiado, DEM, o favorito. Perillo deixa de ser o chefe político de Goiás e se contenta em eleger-se senador. Tem processo na primeira instância da Justiça Federal, movido pela Procuradoria Geral da República, referente a delações de ex-executivos da Odebrecht, segundo as quais teria solicitado à empresa R$ 50 milhões para a campanha de 2014 (e obtido R$ 8 milhões). Alckmin não tem até agora qualquer vínculo conhecido com a Odebrecht.

A segunda: uma aposta

Alckmin quer também que o apresentador José Luiz Datena (DEM) seja candidato ao Senado, na chapa de João Dória. Datena é conhecido e tem facilidade de comunicação. Mas talvez prefira outra opção, como disse a O Estado de S. Paulo: “Se pintar a possibilidade de ser candidato à Presidência, talvez eu tente ajudar o meu País. Quero ser candidato para ajudar o povo. É mais uma decisão do partido do que minha. Depende das articulações, do resultado das pesquisas.” Alckmin quer, atraindo Datena, conseguir o apoio do DEM para ser presidente. Corre o risco de repetir o episódio de Dória: ganhar mais um adversário em disputa de seu espaço.

Sabe ou não?

Todos os países americanos decidiram votar em bloco em EUA, Canadá e México para a Copa de 2026. A CBF votou no Marrocos. O coronel Nunes, da CBF, votou errado ou esqueceu em quem votar? Você decide.

COMENTE: carlos@brickmann.com.br

Twitter: @CarlosBrickmann

O judiciário brasileiro precisa de uma lição bem didática

Os meus amigos franceses Patrick e Jean Michel, aqui do Sul da França, deram risada, como eu, quando comentei com eles a notícia de que o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, autorizou o deputado federal João Rodrigues, do PSD de Santa Catarina, deixar a cadeia da Papuda, em Brasília, durante o dia, para exercer a atividade de parlamentar.

No fim do dia, no entanto, num gesto que comprova o “rigor extremo” da justiça, o deputado deve regressar à cadeira para dormir, repor as energias gastas nos calorosos debates nacionalistas na Câmara dos Deputados.

Ele foi preso pela Polícia Federal em fevereiro, por ter sido condenado a cinco anos e três meses de reclusão, em regime semiaberto, em razão de dispensa de licitação quando era prefeito da cidade de Pinhalzinho, no seu estado. Em outras palavras, levou a parte dele no negócio, como é endêmico no Brasil.

Esse cidadão, que já teve o direito de defesa, com todas as concessões que a classe política tem, foi julgado e perdeu. Nós sabemos o quanto um “representante do povo” precisa aprontar para ir para a cadeia, diante do corporativismo cancerígeno brasileiro.

Os investigadores e a promotoria realizaram grandes esforços, utilizaram dinheiro público para organizar a acusação e ganhar no Tribunal Regional Federal. Provavelmente ficam felizes ao ver o réu ir para a cadeia, pelo crime hediondo de ficar com verba que poderia melhorar a saúde e educação. O que não devem estar pensando agora, apenas quatro meses mais tarde contemplar o deputado passar diante deles para trabalhar como legislador, produzir leis. Quem sabe leis sobre como melhor punir políticos corruptos (sic).

Lembro agora a frase que vez por outra gosto de mencionar: a classe política, legislativo e executivo, e o judiciário brasileiros fazem com que exista a história da humanidade e a história do Brasil. São coisas diferentes.

Se você acha que o “nobre” deputado deixou de receber regularmente seu salário para exercer o mandato, por estar preso nesses quatro meses, saiba que está enganado. Não só João Rodrigues como os 21 assessores parlamentares a que tem direito continuaram a ver entrar em suas contas bancárias as importantes somam que ganham. Rodrigues e seu staff custaram à Câmara dos Deputados a bagatela de R$ 359 mil. Você, eu, que tenho domicílio fiscal no Brasil, é que pagamos. Dá para acreditar?

O que passa na cabeça de um ministro do STF, a última instância jurídica da nação, a afrontar os princípios mais elementares de justiça? Trair o povo? Podemos ir além: o que faz com que o colega de Barroso, o execrável Gilmar Mendes, se caracterize por ser o ministro que libera investigados na Lava Jato e envolvidos com todo tipo de falcatrua milionária, como o “rei do ônibus” do Rio, o empresário Jacob Barata Filho, com quem tem relações familiares e profissionais?

Resposta: uma sociedade que aceita pacivamente as decisões chocantes de seus líderes. Não há uma instância superior onde segmentos organizados da sociedade pudessem recorrer, legalmente, contra a afronta. O STF é soberano.

Em casos como o do deputado Rodrigues e de tantos gângsters liberados por Gilmar Mendes a sociedade deveria se posicionar. Não apenas rir e comentar com os amigos, colegas de profissão que os poderes brasileiros são mesmo uma “piada”.

Piada é a sociedade não se mobilizar e não se postar diante do SFT, em protesto, indefinidamente, para mostrar aos ministros que existe, sim, uma instância superior a eles, em casos extremos de descaso com os direitos básicos do povo: o poder de dissolução das entidades que não representam as sociedade. De uma maneira ou de outra.

Não se muda esse estado de coisas sem que o país se mobiize, diante do modis operandi das “autoridades”. Alguns ministros, mesmo em face de todas as provas e mesmo decisões judiciais prévias desfavoráveis aos réus, praticantes de crimes gravíssimos, capazes de explicar a morte de cidadãos nos corredores de hospital por falta de assistência médica, decidem o que bem entendem, alegando ser sua “interpretação da lei”.

É preciso que o povo mostre aos ministros que eles também estão sendo julgados. Os meus amigos franceses se impressionam, como eu, com tantos casos de decisões do STJ tão contrários aos reais interesses do Brasil. Impressiona como seus ministros não demonstram o menor constrangimento, por sentirem-se, patologicamente, deuses com todos os poderes.

Precisamos mostrá-los, de forma bastante didática, que essa não pode ser a realidade. Os seus substitutos vão levar muito em conta a lição. liviooricchio@gmail.com

24 Horas de Le Mans: pilotos brasileiros buscam vitória nas categorias LMP1, LMP2 e LMGTE Pro

Por E. Cortez

Mais uma grande festa do automobilismo mundial acontece neste final de semana. A 86ª edição das 24h de Le Mans, segunda etapa da super temporada 2018/2019 do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC), movimenta a tradicional pista francesa de Le Sarthe, localizada cerca de 200 km ao sul de Paris  e tem como um dos destaques um verdadeiro esquadrão brasileiro.

Dos 180 competidores, são oito pilotos do Brasil, com a lista começando com Bruno Senna e Gustavo Menezes na categoria LMP1, André Negrão e Felipe Nasr pela LMP2 e Daniel Serra, Pipo Derani, Tony Kanaan e Augusto Farfus na LMGTE Pro.

Dentro da disputa está ainda um grid recheado de máquinas de marcas como Toyota, Porsche, Ford, Ferrari, Aston Martin, Corvette, BMW, entre outras, além de pilotos mundialmente famosos como Fernando Alonso (que deu um passo importante na conquista da tríplice coroa do automobilismo ao anotar a pole) e Jenson Button, ambos campeões mundiais de Fórmula 1.

Nesta emblemática corrida de endurance,a bandeira da largada será dada pelo tenista Rafael Nadal, vencedor de Roland Garros no último fim de semana em Paris, e o convidado de honra será a estrela de Hollywood Michael Fassbender.

Augusto Farfus, piloto da categoria LMGTE Pro na equipe BMW Team Mtek, vai correr com o BMW M8 GTE #82, ao lado de Antonio Felix da Costa e Alexander Sims. Ele destaca:

“Sem dúvida a corrida da categoria GTE Pro será a mais dura e competitiva do grid. Nós da BMW estamos desenvolvendo este carro há quase dois anos e queremos entrar para a briga de igual para igual. Sabemos que não será simples assim, já que a Ford e a Porsche são os dois grandes candidatos, mas nosso conjunto está muito bem preparado e equilibrado. Em uma corrida de 24h a performance é fundamental, mas um bom trabalho de equipe e fazer tudo certo traz um bom resultado. Nosso principal objetivo é chegar ao fim da prova, mas queremos brigar pela vitória”.

André Negrão, piloto da categoria LMP2 na equipe Signatech Alpine Matmut, tem para essa prova o carro Alpine A470 – Gibson #36, ao lado de Nicolas Lapierre e Pierre Thiriet. Ele prevê que “será uma corrida difícil contra grandes equipes, mas temos tudo para andar bem e temos que ficar o mais longe possível dos acidentes. Com isso, fazendo a nossa corrida, tem tudo para dar certo e conquistarmos um resultado ainda melhor do que tivemos ano passado quando chegamos em terceiro lugar. Le Mans é um lugar muito legal, sempre sendo uma grande corrida ficando ao lado de Mônaco e Indianápolis. A torcida fica próxima da gente. É uma experiência fantástica estar aqui”, destaca.

A largada das 24h de Le Mans 2018 está marcada para às 10 horas deste sábado e os fãs do automobilismo poderão acompanhar a corrida nos canais Fox Sports. A emissora transmite o evento hoje (15) entre 14h e 18h e, neste domingo (16), entre 8h e 10h.

Atlanta: música, gastronomia sulista, cultura e muito mais

Por E. Cortez 

A coisa mais emocionante em uma visita a Atlanta, capital da Geórgia, é a promessa de autêntica música ao vivo e comida sulista incomparável.

Embora esses dois motivos já sejam suficientes para visitar a cidade, sua viagem reserva muito mais atrações. Pode apostar: são muitas experiências que atiçarão sua imaginação na próxima vez que planejar uma visita a Atlanta.

Assista a um show ao vivo
Em Atlanta há uma infinidade de shows acontecendo pela cidade todas as noites. Que tal um clube com DJ de primeira, ou quem sabe jazz ao vivo, ou ainda uma banda de blues?

A cidade conta com uma grande variedade de clubes abertos madrugada afora que fervem à noite. Além disso, muitos restaurantes oferecem também música gratuita ao vivo para acompanhar o jantar.

Confira uma loja de discos
Se você adora música e deseja levar um pedacinho da viagem para casa, vá a uma das inúmeras lojas de discos da cidade. A Criminal Records é uma delas. Há grandes chances de você encontrar alguma joia rara por aqui! A Fantasyland Records é outro ícone e a Wax N Facts também merece destaque em sua lista. As lojas de discos são uma excelente forma de se distrair e comprar uma recordação musical.

Explore a vida noturna
A vida noturna de Atlanta não se resume apenas à música ao vivo: a cidade ferve à noite de inúmeras maneiras. O SkyLounge é um magnífico bar ao ar livre no topo do Glenn Hotel e oferece uma vista ampla da cidade. Quer um pouco mais de diversão? Sister Louisa’s Church of the Living Room & Ping Pong Emporium é um bar com temática baseada em uma igreja e karaokê acompanhado por órgão de tubos, além de competições semanais de pingue-pongue.

Confira a arte de rua local
Impregnada da cultura do sul, Atlanta é o lar de alguns dos maiores artistas de rua e também de músicos. Embora grande parte dos murais esteja espalhada pela cidade, você encontrará muitos deles na East Atlanta Village e em Sweet Auburn, perto do centro. A arte de rua é uma excelente maneira de interagir com a cultura artística local.

Faça um passeio até o aquário
Viajando com crianças ou simplesmente a fim de dar uma escapada da agitada vida noturna? Passe um dia no belíssimo aquário de Atlanta. Considerado um dos mais impressionantes do país, o Georgia Aquarium (Aquário da Georgia) tem mais de cem mil animais, incluindo tubarões-baleia! O Georgia Aquarium é o único lugar fora da Ásia a abrigar um desses espécimes. O aquário é um excelente lugar para visitar se deseja maravilhar-se com animais realmente incríveis.

VOTO TRANSFORMADOR

Por Alexandre Garcia

No último domingo, no Mosteiro de São Bento, em Brasília, pediram-me para fazer a leitura do Gênesis, quando Deus cobra de Adão por ter comido o fruto proibido. Adão culpa Eva por tê-lo convencido; Eva, por sua vez, culpa a serpente. A serpente é amaldiçoada e o casal expulso do paraíso. Ou seja, a tradição judaica mostra que desde o primeiro homem e a primeira mulher, introduziu-se o costume de não assumir a responsabilidade e empurrar para o outro. A serpente, para convencer Eva, garantiu-lhe que o fruto iria proporcionar vantagens e poder ainda maiores que as do éden. E fiquei lembrando os anos eleitorais no Brasil, quando serpentes prometem o paraíso para quem está no vale de lágrimas – e conseguem colher do eleitor o fruto que gera poder, que é o voto.

Na eleição para governador de Tocantins, no último dia 3, o vencedor do primeiro turno teve 30% dos votos – perdeu longe para os votos brancos, nulos e abstenções, que somaram 49%. Isso que havia sete opções. O vencedor é do minúsculo PHS, sem tempo na TV, pois não tem deputado federal. Será que os partidos vão se tocar com Tocantins? Cada vez menos o eleitor está acreditando nos políticos atuais e nas promessas, e nos partidos sem princípios doutrinários, apenas fisiológicos. A mais recente pesquisa Datafolha, nas respostas espontâneas, deu 46% indecisos e 23% votando em branco ou anulando o voto – quer dizer, 69% insatisfeitos com os atuais pré-candidatos.

Os principais partidos continuam com a mesma lenga-lenga. Não assumem que é preciso reformar a Previdência, diminuir a dívida pública consequente, reduzir o tamanho do estado e seus marajás, para tirar menos dos que pagam impostos compulsoriamente em tudo que compram. E assumir que a igualdade falada na Constituição ainda não existe. Aposentados pelo INSS recebem 40% do que ganhavam; os do setor público levam ainda mais 80% quando param de trabalhar, como no Judiciário. Entre os privilégios do serviço público está a estabilidade, férias de 60 dias para juízes. Nos tribunais e Congresso e Assembléias, nem precisa procurar o SUS; há serviços médicos exclusivos e bem-equipados. Nos tribunais, pagamos academias de ginástica e mordomos com bandejas fartas. E andam de carro oficial com motorista, o que não existe no mundo lá fora. E a PM e forças armadas a cuidar deles, servindo de babás. Ex-presidentes têm carros, motoristas, seguranças e assessores por toda vida, mesmo quem estiver preso.

Aí, a conta é sempre alta, para sustentar o estado brasileiro nos seus três poderes, em seus três níveis. Quem colhe alface, engorda porco, fabrica móveis, costura sapatos, transporta grãos, se esforça para vender, tem que pagar caro a conta do serviço público, ainda que receba serviços medíocres, porque as pontas desse serviço, no ensino, na saúde, na segurança, também sofre com a falta de meios porque a gordura inútil da burocracia consome boa parte dos impostos. E mesmo fora do estado há os que vivem dele, os empreiteiros da propina, os beneficiários dos subsídios, dos juros especiais, das desonerações de impostos – são extrativistas do estado, temerosos da concorrência e das leis de mercado, falsos liberais capitalistas. Está na hora de encerrar a fase pueril do estado benfeitor. A fase infantil que confunde cor e sexo com o necessário mérito. Mas será que vamos acertar o voto que transforme este País?

A COPA QUE ERA NOSSA

Por Carlos Brickmann 

Meninos, eu vi: na Copa de 62, quando nem se imaginava a transmissão direta pela TV, a Rádio Bandeirantes montou um imenso painel no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com botões no lugar de jogadores. Pedro Luís e Edson Leite irradiavam e os botões se moviam simulando a partida. Um mar de gente, centenas de milhares de pessoas, acompanhava o painel. O Brasil foi bicampeão; e bicampeões foram os que acompanharam a Copa.

Hoje, diz o Datafolha, a maioria da população, 53%, não tem interesse pela Copa. Já surgiu a tese de que a camisa da Seleção, sendo amarela como o pato da Fiesp usado nos protestos contra Dilma, perdeu prestígio. Besteira: a camisa é canarinho, amarelo-canário, e foi festejada na Copa de 1970, apesar de tentarem (sem êxito) identificá-la com a ditadura militar.

Ao contrário do que acreditam coxinhas e petralhas, o mundo não gira em torno de suas fixações. Nem tudo é política. No caso da Seleção e da Copa, há outro fator: em 58, em 62, em 70, cada torcedor conhecia cada jogador. Os convocados jogavam em seu time, ou contra ele; torcia-se pelo craque do time (e, portanto, pela Seleção). Hoje, poucos craques estão no Brasil, ou aqui se consagraram: saíram meninos e cresceram muito longe da torcida. Normalmente, têm ligação com o Brasil, mas é mais distante.

Gilmar, Nilton Santos, Didi, Vavá, Pelé, esses o torcedor conhecia e sabia onde jogavam. Responda rápido: aqui, onde jogava Roberto Firmino?

Sinal de alerta

Seguidores de Jair Bolsonaro voltaram a atacar João Dória. Adversários de Bolsonaro também colocaram Dória na alça de mira. Mau sinal para o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin: indica que os concorrentes voltam a considerar provável que, diante da imobilidade de Alckmin nas pesquisas, o partido resolva trocá-lo por Dória. Dória nega que queira ser candidato, mas essas coisas são meio complexas: se o partido lhe fizer um apelo, por que não fazer o sacrifício de atender aos pedidos e disputar a Presidência?

A tática de Alckmin

Alckmin tem dito a amigos que sua tática é ficar tranquilo, sem fazer marola. Acredita que Bolsonaro já esteja batendo no teto, incapaz de chegar mais alto; acredita que o candidato do PT tenha mais chances de alcançar o segundo turno; acredita que os partidos tradicionalmente alinhados ao PSDB, que agora tentam criar um candidato de centro, acabem concluindo que este candidato já existe e é ele, Alckmin. No segundo turno, ganharia os votos de todo o eleitorado antipetista e chegaria à Presidência. Pode ser; mas a manutenção de baixos índices nas pesquisas estimula outros partidos a tentar viabilizar novos candidatos (mesmo que sejam do próprio PSDB, como Dória). E se, de repente, Ciro Gomes atrai alguma legenda de centro?

Rir, rir, rir

Henrique Meirelles conta com três fatores para se transformar em nome forte: apoio da máquina do Governo, bons resultados na economia e cacife para pagar a maior parte da campanha (ou até mesmo a campanha toda). Só que o mundo não é bem assim: Michel Temer, com 3% de aprovação, sob ameaça de novo pedido de processo, não controla mais nem seus aliados próximos ainda soltos, quanto mais a máquina do Governo. Os resultados da economia são bons, especialmente considerando-se que foram obtidos em curto prazo e sob permanente crise política, mas uma ampla maioria de eleitores acha que a economia vai mal. Até agora, Meirelles, com apelo popular nulo, não conseguiu passar ao eleitor que sua área vai melhor do que se poderia esperar. E pagar a campanha, OK. Mas fará isso mesmo sem chances de crescer? Agora, o dado humorístico: sugeriram a Meirelles que se posicione mais à esquerda. Será engraçado se ele aceitar.

A vida como ela não é

Sim, os ministros do Supremo Tribunal Federal têm à disposição um servidor que ajeita as cadeiras sempre que algum deles se senta ou levanta (naturalmente, um funcionário por ministro). Não, este detalhe não é o top da mordomia: bom mesmo é desfrutar de uma área exclusiva de embarque no Aeroporto de Brasília, pela qual o Supremo paga R$ 374,6 mil por ano. Questão de segurança: os ministros não precisam se misturar à plebe rude para embarcar. Seu espaço fica a uns 2 km do embarque dos passageiros comuns. No momento do embarque, o ministro é levado de van até o avião e sobe por uma escada exclusiva para uma porta lateral do finger, onde finalmente (que fazer?) se mistura com os cidadãos sem toga.

Mas ainda estão sujeitos a agressões verbais de gente mal-educada, que expressa em voz alta suas restrições ao trabalho de um ou outro ministro.

Bola de cristal

Frase do ex-presidente americano Ronald Reagan: “A política é supostamente a segunda profissão mais antiga. Vim a perceber que tem uma semelhança muito grande com a primeira.”

COMENTEcarlos@brickmann.com.br

Twitter@CarlosBrickmann

Heitor Dall’Agnol Farias se destaca na Copa São Paulo Light de Kart

 

Por E. Cortez

Um dos mais novos talentos do kartismo brasileiro, o garoto Heitor Dall’Agnol Farias, disputa com destaque, desde os 4 anos, os principais campeonatos estaduais e nacionais.

Atualmente com 8 anos, ele teve mais um final de semana de conquistas nas pistas.

No Paulista Light de Kart, Heitor Farias foi o vencedor na categoria Cadete na classificação geral, após ter vencido uma das baterias no Kartódromo Aldeia da Serra. Com o resultado, o piloto gaúcho manteve a liderança do campeonato, com a realização de metade das 10 etapas do ano.
“Estou muito feliz por essa vitória no campeonato paulista. Eu sabia que os concorrentes que estavam atrás de mim viriam com tudo para tentar me passar na última volta, então acelerei o máximo para vencer a última prova e garantir o primeiro lugar”, disse Heitor.
O jovem piloto é nascido e residente em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e ao fazer sua estreia na Cadete este ano, já vem mostrando seu ótimo e costumeiro desempenho nas pistas.

O piloto volta a competir nos dias 22 e 23 de junho com o Open Brasileiro de Kart, que será realizado no Kartódromo Granja Viana.

Quem é o garoto Heitor

O piloto Heitor Dall Agnol Farias, corre desde o 4 anos de idade, tornando-se piloto federado em janeiro de 2016.

Desde então, o garoto mora em um caminhão adaptado como casa, dedicando-se inteiramente ao automobilismo.

Com apenas 8 anos de idade, ele coleciona vários títulos como: bicampeão gaúcho 2016/2017, bicampeão sul brasileiro 2016/2017, campeão da Copa São Paulo light 2017, campeão da Copa Brasil na Paraíba 2017, vice campeão brasileiro 2017.

“Estamos muito felizes com a evolução e desempenho do Heitor”, orgulha-se Jacsandro Farias, o Fifo, pai do jovem piloto, um grande suporte e incentivador de sua já brilhante carreira.

 

Giro automobilístico/Fórmula 1: Com a vitória no Canadá, Vettel assume liderança

Por E. Cortez

E começando com a principal categoria, o piloto da Ferrari, Sebatian Vettel, assumiu a liderança do campeonato ao vencer o tranquilo Grande Prêmio do Canadá, largando na pole position. Valtteri Bottas, que largou na segunda posição, manteve-se à frente do também terceiro colocado no grid, Max Verstappen, em uma corrida sem muitas emoções e ultrapassagens em Montreal.
Do “pelotão de elite” – Mercedes, Ferrari e Red Bull – que largaram nas seis primeiras posições, apenas Daniel Ricciardo avançou dois lugares, na largada sobre Kimi Raikkonen e nos boxes sobre Lewis Hamilton.
O australiano da Red Bull foi o quarto colocado seguido por Hamilton em quinto e Raikkonen em sexto.O resultado do GP foi registrado com 68 voltas, depois que a modelo Winnie Harlow deu prematuramente a bandeira quadriculada, duas voltas antes do final.
Mas o encerramento prematuro do GP do Canadá não afetou o resultado, já que não houve ultrapassagens nas últimas duas voltas.

Giro automobilístico/IndyCar: Dixon vence no Texas

Por E. Cortez 

Na IndyCar, Scott Dixon, da Chip Ganassi Racing, assumiu a liderança depois de vencer no sábado a corrida no Texas Motor Speedway, aproveitando os problemas da Penske, que havia conseguido os três primeiros lugares na qualificação com Josef Newgarden liderando, seguido de Simon Pagenaud e Will Power.

Newgarden perdeu a vantagem inicial da corrida devido a algumas bolhas significativas em seus pneus – exigindo uma parada extra – e a desvantagem a da Chevrolet para a Honda.

O carro de Pagenaud foi menos afetado pelo desgaste dos pneus, com o piloto da Penske terminando em terceiro à frente de Alexander Rossi, que novamente conseguiu uma série de ultrapassagens em ovais saindo do oitavo lugar para completar o pódio.

A AJ Foyt, dos brasileiros Tony Kanaan e Matheus Leist, tiveram um fim de semana para ser esquecido no Texas. O carro de Leist pegou fogo na sétima volta enquanto Kanaan abandonou depois de bater na parede da Curva 2 em um incidente causado por uma falha na suspensão.

 

Giro automobilístico/Fórmula E: Di Grassi tem a primeira vitória na temporada

Por E. Cortez

Se os brasileiros não foram bem na IndyCar, o mesmo não ocorreu na Fórmula E (modalidade que terá Felipe Massa no ano que vem).  No domingo, Lucas di Grassi conquistou sua primeira vitória na temporada 2017/18, em Zurique.
O piloto da Audi Sport largou em quinto no grid, mas abriu caminho através da pista. Mitch Evans, na pole, ofereceu resistência, mas não foi o suficiente.
O brasileiro passou por Sam Bird na última curva para subir ao pódio, depois lutou com Andre Lotterer da Techeetah. O campeão passou Lotterer na curva 1 e foi em direção a Evans dentro de uma volta para assumir a liderança.
Bird, em segundo, fez a diferença de pontos de Jean-Eric Vergne cair de 40 pontos para 23. Bird estava lutando por ritmo e caiu atrás de Sebastien Buemi, antes de Evans, Lotterer, Lopez, Buemi e seu rival, Vergne, serem punidos por excesso de velocidade sob bandeira amarela.
As penalidades colocaram Jerome D’Ambrosio – em terceiro – no pódio pela primeira vez, desde a segunda temporada da Fórmula E. Lotterer ficou em quarto, à frente de Buemi, enquanto Evans ficou atrás da Mahindra, de Nick Heidfeld, em sétimo. Antonio Felix da Costa marcou um oitavo lugar para Andretti, à frente de Oliver Turvey, da NIO. Vergne fechou o top 10.

Estamos perto de descobrir se já houve vida em Marte

Por Livio Oricchio

Veja que coincidência. Estou lendo o livro escrito pelo físico brasileiro Ivair Gontijo, um dos responsáveis pelo rover, que chamarei de jipe, Curiosity, da Nasa, desde 2012 no solo marciano. O projeto se destina a pesquisar se há condições reais de já ter havido vida em Marte ou mesmo se ainda há lá alguma forma de vida.

Gontijo trabalhou no desenvolvimento do radar que permitiu ao Curiosity pousar em Marte, uma das operações mais difíceis de serem realizadas. A nave que transportava o Curiosity se aproximou do planeta vermelho a mais de 20 mil quilômetros por hora e teve de reduzir drasticamente a velocidade para não ser destruído na entrada na atmosfera, apesar de muito rarefeita, e permitir a abertura do paraquedas. Tudo funcionou à perfeição.

A coincidência que mencionei é porque essa semana a Nasa anunciou em uma entrevista coletiva que o Curiosity havia encontrado compostos orgânicos no solo de Marte. Você se lembra das aulas de Química? Compostos orgânicos são aqueles formados por carbono e hidrogênio. O descoberto pelo Curiosity era mais complexo, pois tinha oxigênio e nitrogênio.

Os compostos orgânicos são os blocos da vida. É a partir deles que as formas de vida, mesmo as mais primitivas, começaram a de desenvolver. Ao menos aqui na Terra é assim. E não há razão para que seja diferente em Marte, apesar da temperatura média bem mais baixa, a pressão atmosférica reduzida e a ausência do campo magnético, expondo tudo aos letais raios ultravioletas do sol.

Coloque potássio e fósforo nos compostos orgânicos encontrados pelo Curiosity e você terá o tijolo básico da vida completo. É o que o projeto da Nasa vai continuar buscando. Esses compostos apresentados sob a forma de moléculas são grandes, começam a se tornar sofisticados, a ponto de poderem formar aminoácidos, proteínas, e, em um estágio ainda mais avançado, o chamado DNA, o material genético.

O Curiosity está dentro de uma cratera bem extensa, de nome Gale, em latitude próxima a do equador de Marte. Os geólogos afirmam ser o fundo de um lago que ali existiu há muitos milhões de anos. O braço operacional do Curiosity tem uma broca. Ela fez um furo no solo sedimentar com cerca de 3,5 centímetros de profundidade.

A mostra do material foi levada a uma câmara existente no Curiosity e aquecido a mais de 500 graus Celsius. Um espectrômetro é capaz de identificar os componentes existentes naquela mostra de solo através dos vapores emanados. Esse foi o exame realizado pelo Curiosity para a detecção das moléculas orgânicas.

É provável que os líderes do projeto do Curiosity tenham respirado aliviados com a descoberta do material orgânico. Depois de seis anos na superfície e o investimento de alguns bilhões de dólares, o projeto não correspondia à expectativa.

Agora, as pesquisas vão ser aprofundadas e os grupos que trabalham no projeto Mars 2020 da Nasa, uma versão bem mais sofisticada do Curiosity, e o ExoMars, da agência europeia, ESA, a serem lançados em dois anos, devem ter ficado muito animados. O rover do Mars 2020 terá uma grande novidade: a Nasa conseguiu construir um drone e o levará até Marte. Não foi fácil descobrir como suas hélices poderiam gerar sustentação com tão pouco dióxido de carbono, o principal componente da rarefeita atmosfera marciana.

A Nasa anunciou a descoberta dos compostos orgânicos e traços do gás metano, ambos indicadores, mas não garantias, de atividade biológica em Marte. Alguns fenômenos naturais, não relacionados à existência necessariamente de formas de vida, podem também gerar essas moléculas orgânicas e mesmo o gás metano. As pesquisas ganham agora um novo rumo, partem de uma base conhecida para ser desenvolvida.

Uma coisa a Nasa sabe: os raios ultravioletas do sol rompem as moléculas de metano rapidamente. Se ele existe em Marte é porque há uma fonte que o está restituindo. O mais comum é esperarmos que seja um processo biológico, gerado por formas de vida, como na Terra, por exemplo micro-organismos subterrâneos. Mas o metano também é gerado em reações químicas no subsolo não relacionadas à atividade biológica.

Se houve ou ainda há formas microscópicas de vida em Marte podemos dizer que estamos perto de descobrir. Se for verdade, será a maior descoberta da humanidade.

Texas 500: nona etapa terá corrida noturna neste sábado

Por E. Cortez

E chegamos ao terceiro fim de semana seguido com corridas da Indy! Agora num oval e neste sábado à noite com a DXC Technology 600k, no Texas Motor Speedway, oval de 1,5 milha localizado em Fort Woth, próximo à Dallas, no Texas, marcando a nona etapa do calendário de 2018 da IndyCar.

Nenhuma categoria do Road To Indy, por questões de segurança, corre no oval texano. Apenas a Nascar Camping World Truck Series e a SPEED Energy Stadium Super Trucks correm junto com a IndyCar, tendo realizado uma prova ontem à noite, como prévia da prova da Indy.

A transmissão da prova, no Brasil, ficará por conta da Band e do Bandsports. Às  21h30 acontece a pré-corrida e das 21h45 às 23h40 teremos a DXC Technology 600k (248 voltas – 372 milhas).

O MOMENTO PRECIOSO DA VIDA

Por Geraldo Costa Jr.

Deve ser uma delícia. Olhar o pedaço de céu que a janela aberta permite, a parede vai desaparecendo, o céu aumentando, ficando perto, surgem algumas nuvens, ouve-se ao longe um som que se parece com melodia, mas que de fato não se sabe o que seja.

Sente-se o corpo leve, como se pouco a pouco, a fé, a vontade, o pensamento, o sentimento que nos move, fosse desprendendo, diluindo-se e recompondo-se, ao lado.

Alguém se aproxima, se faz sentir perto, presente, confiável.

Não sei se é assim. E numa visão bastante otimista, devo dizer que provavelmente seja.

Alguns chamam esse momento único e inevitável da vida, de morte. Outros, o chamam de Passagem, Transição, Retorno.

Essas pessoas poderiam ser poetas. Não as chamarei de insensíveis. Não sou cruel para tanto.

Mas o modo como conheci a morte, difere de tudo isso. Bem entendido: Não a vivi, apenas a conheci, da maneira mais superficial possível, menos próxima da verdade, a mais especulativa e, portanto, adorável: eu conheci a morte, vendo-a diante de mim; observando-a, e foi assim, desde muito criança.

Família grande, sempre havia um velório e um sepultamento para marcar presença, o que significava abraçar parentes, alguns desconhecidos, rezar diante do caixão, assinar a lista de presenças e percorrer aquela distância que compreende o cortejo até a sepultura.

Aquela avenida central do João Batista, aquelas árvores, aqueles ares de antiguidade, de saudade de coisas que eu ainda não vi, aqueles pássaros, bem-te-vis; o sol percorrendo, atingindo, transpondo as copas das árvores, o chão de pedra portuguesa, os túmulos, alguns muito antigos, exalando morte e saudade, algum perfume

Amigos, eu também me despedi deles. Trapacearam-me aqueles miseráveis. Mas eu os perdoo, por terem me deixado aqui.

Filhos? Filhos, não. Minha filha. E vai ter nome francês, bem me lembro que pensei quando soube. Aliás, as duas tiveram. Uma se foi. Saudade é o que resta, saudade que tenho de uma imagem concebida da minha vontade de abraça-la, vê-la, tê-la ao meu lado. Menina linda, loira, de olhos azuis iguais aos meus, hoje teria 19 anos. Aline. 120 dias neste mundo. Apenas 1 em meus braços.

A vida é um trem. Passa. Tudo é deixado para trás. Coisas, lugares, pessoas, mas a gente fica. Vai ficando… Até onde, não sei.

Voltemos ao olhar que se perde em direção a um pedaço de céu. Há um momento em que a gente se depara com a soma de todas as coisas, o momento final, supremo, aquele que nos revela o que de fato somos, e se valeu a pena ou não.

Deve ser uma delícia viver esse momento, com a certeza de que fizemos sim o melhor que podíamos, de que nossa vitória foi o que de bom realizamos e não o que acumulamos entre quatro paredes, na carteira ou no cofre. Quando fizemos alguém sorrir, e quando alguém sorriu para nós, feliz, apenas pelo fato de existirmos.

Sim, deve ser uma delícia! Não voltarei pra contar se de fato é. Mas tenho certeza que cada um poderá viver esse momento único e inevitável da vida. E que seja um momento feliz, precioso para todos, apesar do que ele representa.