Brasil das palhaçadas…

Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Havia uma frase muito famosa nas épocas dos planos financeiros nas décadas de 70, 80,90. Era mais ou menos assim: “Se cobrir vira circo, se colocar luz vermelha vira zona e se cercar vira um hospício”.
Pois, é, eu escolho a primeira alternativa, a do circo, isso para não ofender nossos homens que comandam esse pais, o executor, o legislador e os do judiciário. Mas, não precisa nem cobrir, pois o que vemos nesses três poderes hoje é uma tremenda palhaçada, no mal sentido é claro. Não quero, de modo algum ofender os palhaços verdadeiros, aqueles que usam o picadeiro para nos fazer rir. Quando digo palhaçada no mal sentido da palavra, refiro-me aos homens que ditam o ritmo do país, que só nos fazem chorar, de raiva, por vontade de apertar o pescoço de um por um, sem poder matar essa vontade.
Nós que achávamos que Moção de Aplausos idiotas, datas em calendários, Títulos de Cidadania sem critérios, nomear bens públicos, fossem o cúmulo da estupidez, nos deparamos essa semana com os pedidos de Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias pedindo para acrescentar o nome Lula em seus respectivos nomes. Mas, acha que foi só isso. Não satisfeitos, alguns parlamentares favoráveis a Lava Jato pedem para acrescentar Moro em seus nomes. Gente, isso seria até muito engraçado se não fosse verdade. Mas, é trágico meus amigos.
A situação ficou tão ridícula, que o presidente da Câmara dos deputados, que também não é nenhum primor de honestidade, disse taxativamente que não iria PERDER TEMPO com tal assunto.
Eu sempre tive a maioria dos petistas como pessoas de inteligência acima da média, com ideias e ideais não aceitos por muitos. Sempre os respeitei e vou continuar a respeitar. Mas o desespero de Gleisi e Lindberg chega a uma falta de senso de ridículo que chega a assustar, dando ideia de uma seita religiosa perigosa.
Já, no judiciário, vemos juízes beirando ao ridículo ao tentar justificar seu voto para a soltura de Palocci. Melodramático, Gilmar Mendes tentou levar as pessoas a acreditar que o “pobre” do Palocci, estaria sendo encaminhado a uma masmorra medieval e que seria mantido na prisão sobre torturas diárias para que confessasse mais crimes.
E esse senhor foi acompanhado por Marco Aurélio, Lewandowski e Toffoli tão melodramáticos quanto Gilmar. E levaram dois dias para julgar o tal Habeas Corpus.
Agora, o executivo não dá nem pra falar em poucas linhas. Mas, é só olhar as páginas dos jornais, ver os telejornais e ouvir os informativos nos rádios.
E nós, povo brasileiro, pobres mortais sujeitos às “palhaçadas” desses senhores, ficamos aqui, olhando e chorando de raiva em não poder alcançar o pescoço de um por um.
Sorte nossa, que ainda temos os verdadeiros palhaços, das artes circenses que estão por aí para nos fazer rir…

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