Uma mulher foi detida durante Operação Ecilhamento em Rio Claro

A Operação da Polícia Federal, com o apoio da Secretaria de Previdência (SPREV), denominada Encilhamento foi deflagrada na manhã de quinta-feira (12) como parte da segunda fase da Operação Papel Fantasma, que investiga fraudes que envolvem aplicação de recursos de Institutos de Previdência Municipais em fundos de investimento que, segundo a PF, contém entre seus ativos debêntures sem lastro, emitidas por empresas de fachada. Estima-se que os títulos emitidos por empresas de fachada ultrapassam o valor de R$ 1,3 bilhão.

De acordo com a Polícia Federal, dos 20 mandados de prisão, 16 foram cumpridos. Os outros quatro são de pessoas que se encontram fora do país. A prisão temporária tem o prazo de cinco dias. Suspeitos devem ser ouvidas e liberadas nesta segunda-feira (16).
Os nomes são mantidos em sígilo pela PF, entretanto, foi informado que foi detida uma empresária do setor financeiro de Rio Claro. No total, são 60 mandados de busca e apreensão, além dos 20 de prisão temporária que foram expedidos pela 6ª Vara Criminal de São Paulo, nos estados de SP, RJ, MG, PR, MT, SC e GO.

No decorrer das investigações 28 institutos foram identificados e uma empresa de consultoria contratada pelos Institutos de Previdência e elementos que apontam para corrupção de servidores ligados a alguns Institutos de Previdência. A Polícia Federal informou ainda que 13 fundos de investimento são investigados até o momento. “No segundo semestre de 2016 foi constatada a existência de R$ 827 milhões em apenas oito destes fundos, dinheiro que, em última análise, destina-se ao pagamento das aposentadorias dos servidores municipais”, informou a assessoria do órgão.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (artigos 4º, 5º, 6º e 7º, III, da Lei nº 7.492/86), fraude à licitação (artigo 90, da Lei nº 8.666/93), corrupção ativa e passiva (artigos 317 e 333, do Código Penal) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, da Lei nº 9.613/98), com penas de dois a 12 anos de prisão.

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