O que você faria se ganhasse na Loteria?

Os jogos pela Loteria Federal são bastante polêmicos. Muitos não confiam na legitimidade e na honestidade dos jogos

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É comum ouvir que os maiores prêmios sempre saem em cidades longínquas e, via de regra, quase nunca aparece o ganhador. Mas, um apostador de Rio Claro no sorteio número 4648 da Quina (uma das modalidades de apostas), sorteado em 06 de abril de 2018, foi o grande ganhador, levando R$ 1.363.262,39.
Apesar de pensarem ao contrário, a maioria dos ganhadores estão centralizadas nas duas maiores capitais do país, São Paulo e Rio de Janeiro. Dos últimos 100 ganhadores da Mega Sena (concursos 1530 a 1764), 15 são da capital paulista e 9 são cariocas. Portanto em cada 100 apostas, 24 saem para as duas capitais.
O Diário foi às ruas e procurou entrevistar algumas pessoas, querendo saber o que elas fariam se vissem inesperadamente um crédito de mais de R$ 1,3 milhão em sua conta. Foi questionado também o grau de credibilidade desses jogos.
Foram diversas e algumas curiosas, as respostas dos que participaram. Mas, mostrou que o grande sonho da maioria é a casa própria.
O vendedor Rui Fernandez, de Leme, por exemplo, citou que os jogos de loteria são controlados por um órgão governamental e que, portanto, com forte ingerência de políticos.
“Como posso acreditar em algo, onde envolve quantias vultuosas, se há políticos envolvidos? Lembra-se daquele político que ganhou 8 vezes na Loteria? Confiar como? Mas mesmo assim eu jogo, vai que eles durmam no ponto e sobra algo pra mim”, comentou com bom humor o vendedor.
Já a também vendedora de Rio Claro, Andreia Silva Vieira, não confia muito, mas também faz os seus joguinhos.
“Se ganhasse esse dinheiro compraria algumas coisas que preciso, de cara, compraria a minha casa própria”, afirmou.
Já a aposentada Maria Lucia Rotiroti, não confia nem um pouco e não joga.
“Mas, se eu me visse com R$ 1,3 milhão inesperado em minha conta, eu, com toda certeza ajudaria meus filhos”, explicou.
Priscila M. Ribeiro, agente educacional em Rio Claro confia na loteria, mas não é assídua jogadora, mas diz que de vez em quando faz a sua fezinha.
“Se eu ganhasse um valor deste, eu compraria uma casa boa, carro e ajudaria meus pais e irmãos. E o restante eu investiria em algo que pudesse garantir o futuro de meus filhos”, comenta a agente educacional.
Professora do estado, Ana Lucia R. de Mello, também confia, mas não costuma jogar.
“Se um dia fizer um jogo e ganhar um valor desse eu pagaria dívidas e compraria um imóvel próprio. E, com certeza, investiria também em muitas viagens”, afirmou Ana Lucia.
José Roberto Sechi é artista plástico em Rio Claro, não joga com assiduidade e também não tem plena confiança no sistema.
“Caso venha a acontecer de ganhar, acredito que investiria uma boa parte em meu trabalho, que é aquilo que gosto de fazer. Investiria também em bens necessários e viajaria bastante”, diz Sechi

Sechi investiria em seu trabalho
Andreia não confia muito, mas faz a sua fezinha
Ana Lucia faria algumas viagens
Priscila investiria no futuro dos filhos
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