CPI do Lixão ouviu representantes da Sustentare Saneamento S/A

Em oitiva ocorrida na tarde dessa quinta-feira (12), engenheiro da prestadora de serviços assumiu ter havido falha de comunicação

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Na tarde da última quinta-feira (12), aconteceu mais uma oitiva da CPI 1/2017, denominada CPI do Lixão. Na ocasião o presidente Val Demarchi (DEM) e o relator Thiago Yamamoto (PSB), juntamente com os demais vereadores que marcaram presença, arguiram três arrolados no processo: o engenheiro Danilo e o motorista Sérgio – ambos da Sustentare Saneamento S/A – e Fábio Pedroso, Comandante da Polícia Ambiental e funcionário da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), de Limeira.

O processo que, até o momento, acumula mais de 1200 páginas parece ter ficado ainda mais longe do término, uma vez que novos acontecimentos foram apresentados na sessão e novas dúvidas parecem ter pairado sobre a Casa de Leis. Não obstante o fato ocorrido no ano passado e que foi o desencadeador de toda a investigação, no dia 24 de março um caminhão da empresa foi filmado por um fiscal da Administração Pública despejando chorume em local impróprio.

O vídeo, fez com que os vereadores – principalmente Rogério Guedes (PSB), Carol Gomes (PSDB), Julinho Lopes (PP), Adriano La Torre (PP) e Yves Carbinatti (PPS) – inquirissem o primeiro convidado de maneira mais arguta. Inclusive, Demarchi chegou ressaltou o que já havia antecipado à reportagem do Diário do Rio Claro em matéria publicada no dia 12 de abril e disparou: “O objetivo não é julgar ou condenar e sim apurar todos os fatos ocorridos, entretanto, nós vereadores estamos efetuando o trabalho com a responsabilidade que cabe ao Poder Legislativo, mas é humilhante que em meio a uma CPI o descarte siga acontecendo”.

Em meio as respostas de Danilo, o ponto marcante foi o que assumiu o erro e enfatizou que houve falha de comunicação entre os variados escalões da corporação e a Secretaria do Meio Ambiente. “Gostaria de dividir a responsabilidade com a Prefeitura que deveria ter ligado, pois o áudio [na ocasião também foi apresentado uma gravação recebida por WhatsApp na qual não ficava claro entre as partes envolvidas que o espargimento estava acontecendo naquele sábado] é muito simples. O meu motorista é uma pessoa que trabalha muito bem e a quem não posso culpar, porém uma coisa é certa: nunca tivemos a intenção de jogar o material fora da área e, garanto, não houve contaminação alguma no solo porque o chorume é tratado e, como Gerente do Aterro, peço desculpas pelo incidente.”

Agora, de acordo com informações extraoficiais obtidas pela reportagem do Centenário, uma reunião extraordinária deve ser convocada para que a Comissão Parlamentar de Inquérito siga adiante com prazo estendido até o dia 9 de maio. Constituída na Câmara de Vereadores da Cidade Azul no dia 25 de setembro de 2017, a CPI do Lixo teve início depois da divulgação de áudios do Promotor de Justiça, Gilberto Porto Camargo, nos quais apontava para irregularidades contratuais e crimes contra o Meio Ambiente como o despejo de líquido poluente que pode ter contaminado o Córrego da Servidão, um dos afluentes do Rio Corumbataí.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA
Em paralelo a criação da CPI na Casa de Leis, o Ministério Público do Meio Ambiente também instaurou Ação Civil Pública para apurar os mesmos fatos e, de acordo com o que já foi divulgado anteriormente pelo DRC, o Inquérito Civil segue aberto e em fase de investigação. “Acerca dos acontecimentos de derramamento irregular, estamos colhendo novas informações com órgãos ambientais para a análise de contaminação da água e do solo e quais seriam as medidas reparatórias para que o Ministério Público possa assim nortear as ações necessárias da Sustentare Ambiental S/A”.

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