Aí que mora o perigo…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Notícia política da semana dá conta que o município investirá R$ 773 mil em móveis escolares. Normalmente esta seria uma notícia feliz para a comunidade. Porém, apesar de ser uma boa notícia, ela também nos deixa muito apreensivos.
Porque apreensivos?! Bem, para adquirir esses móveis escolares será montado um processo de compra. Licitação pública ou algum outro processo legal de compra. Seja qual for esse processo, a dúvida é: “será que haverá transparência?”. “Será que haverá lisura?”.
Não porque se desconfie de fulano, ciclano ou beltrano, mas é que a administração pública de um modo geral está podre e a população só enxerga a política dessa maneira. Infelizmente foi o que nos passaram nos últimos anos.
A população não consegue entender o porquê de tanta briga para se conseguir um cargo em comissão nas administrações municipais.
Mas, isso acontece porque a corrupção acontece muito mais junto aos cargos subalternos, do que propriamente com o alto escalão.
Basta olhar o noticiário na internet que encontraremos em inúmeras cidades desse Brasil varonil a corrupção correndo solta, principalmente nesses momentos de licitações ou concorrência pública.
Em um passado não muito distante, a própria Prefeitura de Rio Claro estava envolvida em um processo junto ao Tribunal de Contas do estado de São Paulo, de provável superfaturamento em uma compra de móveis escolares, não sei dizer se esse processo já foi encerrado e qual teria sido o veredito, mas ele aconteceu.
Por esses motivos citados aqui é que precisamos, nós população rio-clarense, cobrar transparência nesses processos. Temos o dever de estar cobrando nossos vereadores para que sejam fiscalizadores, principalmente nesses momentos onde há um bom montante de dinheiro envolvido. Historicamente, sabemos que não podemos confiar em todo o nosso legislativo, por esse motivo temos que, nós também, fiscalizar esses procedimentos de compras. Temos que solicitar documentação necessária para que tenhamos dados reais para fazer, por exemplo, uma comparação de preços. Caso nos neguem este direito, devemos entregar o caso nas mãos do Ministério Público, para que este apure se há vícios no processo de compra.
Enfim, temos o dever de agirmos como CIDADÃOS. É o que sempre temos falado em nossos textos, a sua obrigação como CIDADÃO não termina quando você digita o voto na urna eletrônica. Pelo contrário, seu dever de CIDADANIA, COMEÇA naquele momento.
Enquanto deixarmos esses senhores soltos, para fazerem o que bem entenderem, jamais conseguiremos ter uma política limpa. É preciso EXIGIR respeito destes senhores. Afinal, nos representam no legislativo, e como tal devem fazer o que nos parece certo e não o que seus PARTIDOS QUEREM.
Enfim, apesar de tudo, vamos fiscalizar para que nossos alunos tenham o seu conforto garantido e que esse conforto seja o mais barato possível, sem corrupção, sem superfaturamento, sem mau-caratismo…

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