Político e politiqueiro…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Política e religião não se discute? Se discute sim e deve-se discutir muito. Há muito tempo, alguém disse: “Há mais felicidade em dar do que em receber”. Não seria essa frase a verdadeira política? E o dono dessa frase foi Jesus. Portanto, a religião, em muitas versões, se procurarmos a história de Buda veremos passagens de pura política, nos ensina a mais pura forma de sermos políticos.
Eu defino um político verdadeiro, como aquele que se apresenta para servir ao povo. Para levar ao povo situações que lhe garanta uma melhor qualidade de vida. Não há outra definição para “POLÍTICO” de verdade.
Mas, nossos políticos, aliás, politiqueiros, vivem a nos mostrar o que não é política. O que dizer de alguém que desvia R$ 472 milhões da saúde e da educação para financiamento de campanhas políticas.
Pois é, parece inacreditável, mas foi isso que os nossos chamados “políticos” fizeram. Os dois seguimentos mais importantes da administração pública foram prejudicados no orçamento, para que esses senhores “pseudos” políticos pegassem o dinheiro para nos contar mentiras e lorotas em sua luta para obter o poder.
Segundo notícias do Estadão, o fundo partidário receberá R$ 121,8 milhões remanejados da educação e R$ 350,5 milhões da saúde. O valor corresponde à transferência de dinheiro das emendas de bancadas – que seria destinado a esses setores.
E o pior da história é que esses senhores mentem descaradamente para enganar o povo. Haviam prometido, quando aprovaram a destinação de verbas para as eleições, que não mexeriam nessas duas áreas.
O dinheiro tirado dessas duas áreas, por exemplo, poderia arcar com a construção de 159 novas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), com sete leitos, dois médicos e atendimento médio de 150 pacientes por dia ou financiar 859 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Como podemos chamar esses fulanos de “políticos”? Como acreditar que o Brasil vai um dia tomar jeito se não expurgarmos da política nacional todos esses fanfarrões.
É isso, que se espera dos eleitores nas eleições de outubro próximo. Vamos votar em quem não têm processo e que tenha um passado limpo de falcatruas. É difícil encontrar no meio? É! Mas não é impossível.
Se nós acreditamos em Jesus e sabemos que é melhor dar do que receber, vamos tentar escolher pessoas que não pensem apenas em tirar proveito da situação, que não pensem em apenas imortalizar o jeitinho brasileiro.
Busquemos votar, no mínimo, em candidatos que estejam longe de todas essas confusões da Lava Jato, Mensalão, Sito de Atibaia, Amigos da JBS.
Essa, talvez, seja a melhor saída para termos um Brasil menos corrupto e mais humano. Pensem, votem e vivam melhor…

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