Se correr o bicho pega…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Sabemos que em uma democracia a única maneira que o povo tem para mudar os rumos da política é o voto.
E confesso que isso tem me deixado muito preocupado. No cenário atual, se formos acreditar nas pesquisas de intenção de voto, temos de um lado o Donald Trump, versão tupiniquim. Do outro temos um sujeito acusado de inúmeros crimes, já condenado em primeira instância e prestes a ser condenado em segunda, em um dos oito processos em que está envolvido.
Com toda sinceridade do mundo, eleitor em quem você votaria, se tivesse como opção Bolsonaro e Lula para a presidência do Brasil. Antes que você responda eu quero dizer que não acredito que esse será um cenário para o segundo turno das eleições de 2018, mas é um cenário possível.
Em 2012 ficamos em um segundo turno com Dilma Rousseff e Aécio Neves. Eu simplesmente optei em não votar, paguei a multa.
Fiz isso porque, nenhum dos dois servia para o Brasil, servia para me representar. E é a mesma coisa que farei se o cenário for Bolsonaro x Lula em 2018.
Eu espero estar livre desse pesadelo e que eu tenha uma opção, na pior das hipóteses, “menos ruim”.
Existem nomes no cenário político nacional que me levaria sim a ir às urnas com muita esperança de melhorias. Não vou citar nomes, para não parecer campanha, mas existem nomes bons.
Bom, mas o que esperamos é que o povo se conscientize da importância do voto e da importância de colocar no poder alguém centrado, honesto e que possa ser chamado de “CANDIDATO”, que vem de cândido, puro.
A população de um modo geral, parece ter melhorado muito a sua visão política. Em outros tempos o ex-presidente Lula estaria muito mais à frente dos outros pré-candidatos, apesar de ainda manter a frente.
A internet veio como ferramenta importantíssima para abrir os olhos de boa parte da população, mas ainda falta muito para que possamos nos sentir um país de primeiro mundo em termos de consciência política.
Porém, ainda temos uma boa parte da população que não se atem ao caráter dos seus governantes. Para esses o que importa é a possibilidade de se dar bem com a eleição de fulano ou de ciclano.
E isso explica, em parte os números que as pesquisas apontam atualmente em favor de Luiz Inácio Lula da Silva.
Esta semana, vimos notícias sobre milhares de Bolsa Família que beneficiavam inúmeros funcionários públicos e pessoas sem nenhuma necessidade financeira. Para esses, quanto pior, melhor. Para esses Lula é o nome.
E Bolsonaro? Bem, este é o representante, ou melhor, o messias de jovens do sexo masculino que se encontram nas regiões mais ricas do Brasil. É a versão Donald Trump brasileira. Polêmico, sem muito conhecimento para governar um país, mas falando aquilo que os jovens (principalmente porque não viveram a ditadura militar) de poder aquisitivo mais alto e que nunca sofreram com a vida, querem ouvir.
Vamos lembrar uma notícia que li esses dias em uma mídia eletrônica: “Trump mentiu 1950 vezes desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos”.
Se ficar, o bicho come…

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