Política e Amor, difícil convivência

Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Em muitas definições, a palavra “política” está relacionada com cidadania. E cidadania, para mim, nada mais é do que o amor que uma pessoa sente por uma cidade e pelo seu povo.
Porém, quando relacionamos política com Amor vemos que a distância entre um e outro é muito grande. Pelo menos “nisso” que nos apresentam hoje como se fosse política e que para nós não é nada mais nada menos do que uma politicalha (política de canalha).
Se os nossos homens públicos praticassem verdadeiramente a política, não teríamos necessidade de Operação Lava Jato e do surgimento de um juiz com o espírito de cumprimento apenas da lei, para vermos os ladrões serem, pelo menos, acusados, já que condenação depende de ministros do Supremo Tribunal Federal, que não são tão confiáveis assim.
Na politicalha, que hoje somos vítimas, não há espaço para o idealismo, pois o corporativismo é o que move esse meio, e corporativismo entre os três poderes, Executivo, Legislativo e até o Judiciário. Basta ver as última decisões da corte de justiça brasileira. O Ministro Gilmar Mendes tem feito de tudo para parar a Lava Jato, tão defendida pela população brasileira.
Em seu primeiro dia de seu plantão durante o recesso do Judiciário, o ministro soltou Anthony Garotinho, acusado de receber R$ 3 milhões de propina da JBS e que estava preso há um mês.
Em seguida, Gilmar Mendes garantiu a mais oito políticos e empresários, acusados ou suspeitos de corrupção, boas festas ao liberá-los da cadeia.
Ex primeira dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, foi condenada a 18 anos de prisão por lavagem de dinheiro e por te desfrutado de jóias, viagens e diversos luxos do esquema de corrupção comandado pelo seu marido, o ex-governador Sergio Cabral.
E não é que Gilmar Mendes resolveu dar a ela o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar. Então, a moça trocou a Prisão de Benfica, em que estava cumprindo a pena desde 23/11/2017 pelo confortável apartamento no Leblon. O Ministro aceitou os argumentos de que ela precisaria cuidar do filho de 12 anos. E as outras mães presas por esse Brasil afora Ministro? Vamos soltá-las todas?
Então, quando se vê, os três poderes juntinhos, com ações totalmente corporativistas, difícil acreditar que haja um mínimo de preocupação com a população de um modo geral. População aquela que morre nas filas de hospitais públicos por falta de dinheiro nos hospitais, dinheiro esse que está nas mãos de bandidos corruptos que usam o dinheiro público para se locupletarem.
A culpa total é do atual sistema que dá aos políticos o direito de elegerem quem bem entendem como Ministro do Supremo.
Ou seja, nós enquanto eleitores, estamos colocando as raposas para tomarem conta do galinheiro.
O grande absurdo hoje é que advogados/políticos travestidos de Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem mais força do que juízes de carreira.
Se nós tínhamos um pesadelo antes com um legislativo corrupto, hoje o pesadelo está maior ainda com um Judiciário com infiltrações de Ministros totalmente manipuláveis.
E assim caminha a mediocridade…

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