Que 2018 nos traga esperanças…

Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Fenômeno político brasileiro, o “lulismo” parece (pelas pesquisas eleitorais) que continua ainda muito forte no país.
Desde quando chegou ao poder, Luiz Inácio Lula da Silva só teve uma aceitação bastante forte no seu primeiro mandato. Daí em diante, depois de várias besteiras e muitas acusações de corrupção, seu prestígio caiu bastante, alcançando um nível de rejeição jamais sentido.
Em 2002, com a chegada de Lula ao poder, a sociedade mostrou que queria novidades e por isso elegeu um candidato de um partido de esquerda.
Afinal, esses senhores eram símbolos da luta contra a ditadura militar e prometiam um governo mais voltado ao povo, do que aos empresários.
Mas, por incrível que possa parecer o partido começou a perder espaço quando a polarização “esquerda” e “direita” foi perdendo sentido, por culpa do próprio PT e do próprio “Lula”, quando abriram espaço para diversas reflexões que os transformaram em um partido estritamente capitalista (totalmente avesso ao discurso que o levou ao poder).
Historicamente, o “lulismo” chegou ao poder ao criticar efetivamente o funcionamento do sistema capitalista e oferecer outras propostas que tivessem, ao menos, o desejo de buscar uma transformação mais profunda.
O desastre com o aparecimento de diversos pontos de corrupção como a CPI dos Correios, Mensalão e ultimamente o Petrolão (Lava Jato) mostrou que o partido não tinha nenhuma diferença com os outros e era tão corrupto quanto os que passaram pelo governo anteriormente.
Do partido, que parecia até então que tomaria conta do poder por muito tempo, parece que ficou resumido a apenas um nome Luiz Inácio Lula da Silva, isso ainda pelo carisma que, bem ou mal, ele tem com o povo brasileiro, principalmente no norte e nordeste do país.
O eleitor do Lula, ainda pensa como aqueles antigos eleitores. “O Lula me deu o Bolsa Família”. “O Lula aumentou o meu salário de aposentado”. E quando alertado sobre as inúmeras acusações de corrupção, ele responde: “O Lula rouba mas faz”.
E esse “lulismo” pode nos levar novamente a ser governado por esse senhor, a não ser que a justiça impeça a sua candidatura, caso contrário as chances são muito grande, mesmo que o índice de rejeição a ele tenha crescido bastante.
Hoje, as sugestões de votos para a presidência não nos parece muito alvissareiras, mas como o final de ano vem aí, vamos pedir para que em 2018, algum nome mais confiável chegue a nós e possamos ter opções para tentar um futuro menos sombrio…

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