“NADA SERÁ COMO ANTES”

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Apesar de alguns indicadores econômicos apontarem para um leve sinal de melhora da economia, é nítido que na prática a coisa está muito longe do esperado.
A questão do emprego, por exemplo, não é um fator que apenas o sentimento resolve, pois ele não é questão de sentimento, mas sim de ações concretas.
A máquina não parou, mas está emperrada. Quando falta confiança no motor do carro você não se arrisca a ir muito longe, e é isso que estamos vivendo. Ninguém vai se arriscar até que volte a confiança.
Ainda que alguns especialistas apontem para soluções mais pontuais, é certo que a forma de gerir as empresas sofreu e continua sofrendo mudanças profundas, aliás, mais profundas do que podia se imaginar.
Creio que nenhum profissional e nenhuma empresa farão da forma como faziam antes desse “tsunami” – lento e devastador.
Nossa sociedade sofreu uma grande transformação e sinceramente ainda é muito difícil dizer se isto foi totalmente negativo. Como diz um ditado popular, nada é totalmente bom ou totalmente ruim.
Do ponto de vista da gestão das empresas, fica muito claro que as mudanças ainda estão acontecendo. Há uma percepção de que é preciso ir mais a fundo e que a gestão precisa ser pautada por ações sistêmicas.
A sobrevivência passa a ser fruto de uma mudança na forma de pensar, agir e se relacionar, em todos os “níveis”. Isto tem desencadeado um processo onde as ações são necessariamente efetivadas com uma maior participação de todos.
Não se trata de perguntar ao funcionário qual a estratégia que a empresa deve adotar, mas sim fazê-lo se sentir parte dessa estratégia, entender seu papel e como ele pode realmente se beneficiar quando as coisas dão certo.
Neste ponto, você pode estar pensando que isto não é nenhuma novidade; e eu concordo. A novidade, na verdade, está na forma como devemos aplica-la e é nesse ponto que a gestão está mudando.
A nova gestão exige que os líderes compartilhem mais seus conhecimentos, incentivem e valorizem mais o aprendizado, estimulem mais a troca de experiência entre os membros da equipe e façam uma avaliação dos resultados e do desempenho de forma ética, sincera e justa.
Estabelecer uma gestão neste contexto aponta para um novo paradigma que está alicerçado no alinhamento do conhecimento com o relacionamento. Se não for dessa maneira, voltamos ao velho padrão de que alguém manda e alguém simplesmente obedece.
As velhas atitudes, portanto, não fazem parte da moderna gestão das empresas e isto significa dizer que tanto as organizações quanto seus profissionais não serão mais os mesmos e nada será como antes…
Até…
Prof. Moacir Martins Junior Conferencista e Consultor empresarial. Autor do livro Labor e Divagações.
Envie suas sugestões de temas para o prof. Moacir. Para contatos e esclarecimentos: moa@prof-moacir.com.br Viste também: www.prof-moacir.com.br

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