Apertem os cintos, o dinheiro sumiu…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

A crise que assola o país parece que não tem fim. Apesar de indicadores econômicos anunciarem uma ligeira melhora, as empresas e as administrações municipais apertam os cintos para conseguirem enfrentar o tsunami que se anuncia para o ano que vem.
E a prefeitura de Rio Claro não foge à regra. Depois de escancarar a crise financeira com o não pagamento de horas extras à parte de servidores da saúde, a administração municipal anuncia a limitação de gastos em suas repartições e autarquias.
Segundo comunicado, agora para comprarem alguma coisa, obrigatoriamente terá que passar pelo crivo de órgão superiores. Segundo o comunicado, o objetivo é gerar economia e manter as finanças organizadas para o encerramento do exercício financeiro de 2017, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Todos os gastos são analisados pela secretaria de finanças do município. Segundo o secretário só há liberação do essencial.
O preocupante é o que finanças entende como essencial. Qual a base que eles tem para discernir o que é urgente e essencial para cada repartição.
Justificando a medida, o prefeito cai em um erro crasso de todos, TODOS, os governantes. A situação é culpa da administração anterior. Basta não encontrar explicação, e olha que nesse caso há muitas explicações técnicas razoáveis, os governantes jogam sempre a culpa para o governo anterior.
Isso, tecnicamente chama-se “falta de capacidade para administrar dificuldades”. Hoje estamos há quase doze meses de governo e ainda a desculpa é aquela de sempre: encontramos uma dívida de R$ 400 milhões. Mas em quanto tempo essa dívida terá que ser paga? Dez, vinte, 30 anos? Ou será que teremos que pagar tudo isso o mês ou o ano que vem?
Vamos, encontrar explicações técnicas. Vamos ser profissionais e procurar meios de ultrapassar esse obstáculo.
Veja que estamos atravessando uma crise sem precedentes na história do país. Só aí já está uma das explicações técnicas plausíveis.
O prefeito vem a público e diz que o pagamento do funcionalismo público tem sido honrado em dia. Mas, já estamos sabendo que alguns setores da saúde não receberam as horas extras no mês de novembro, pelo menos não no holerite.
Os nossos políticos se preocupam demais em explicar o inexplicável e acabam sempre se enrolando mais.
Em Rio Claro, não é a dívida de R$ 400 milhões que está causando todo esse reboliço. O que está acontecendo é que a crise diminuiu demais a arrecadação e as despesas aumentaram.
Estamos encerrando o primeiro ano de governo dessa nova administração. Está na hora de esquecer a administração anterior e começar a achar soluções para passar a crise.
A medida tomada agora, com as restrições de compras é um passo tecnicamente perfeito, que continuem assim.
Esqueçam Du Altimari, foquem no povo rio-clarense…

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