Fazer política é buscar alternativas…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Se há algo que não se possa dizer do atual prefeito de Rio Claro é que ele seja acomodado.
João Teixeira Junior vive buscando recursos, cobrando os governos estadual e federal.
E, confesso, que esta qualidade do prefeito me surpreendeu favoravelmente. Com os cofres vazios, não fica lamentando e, parece, deixou de jogar a culpa na administração anterior e está indo à luta, buscando alternativas.
Nesta semana em Brasília, durante debate entre o movimento municipalista e o Tribunal de Contas da União (TCU), se referindo especificamente ao setor de saúde, Juninho cobrou uma ação maior do governo federal e estadual nas UPAs.
Segundo o prefeito, o custo mensal das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da 29 e do Cervezão é de aproximadamente R$ 3 milhões, dos quais o governo federal (criador das UPAs) se responsabiliza por apenas R$ 300 mil.
Nesse mesmo encontro em que o prefeito cobrou uma maior participação dos governos federal e estadual, o Ministro do TCU reconheceu que houve falta de PLANEJAMENTO (sem novidade) ao se passar a responsabilidade para os Municípios.
Estado e federação há algumas décadas vem jogando responsabilidades e mais responsabilidades sobre as costas dos municípios, sem respalda-los financeiramente para que as responsabilidades sejam cumpridas a contento.
Assim os municípios que não tem as costas tão largas como estado e federação pensam, obviamente não conseguem suportar os encargos e acabam negligenciando a saúde de seus cidadãos.
E essas responsabilidades a mais não acontecem só na saúde. É na educação, na segurança, onde hoje os municípios tem mais encargos do que conseguem suportar e acabam não oferecendo nenhum dos serviços com a qualidade que o cidadão merece.
Portanto, o munícipe rio-clarense deve aplaudir essa ação do prefeito que buscou, que cobrou uma atitude dos governos estadual e federal. Se conseguirá, não sabemos, é provável que sua cobrança não encontre eco nas esferas devidas, mas precisamos reconhecer a atitude tomada, mesmo aqueles que não se simpatizam com o prefeito ou que não façam parte de sua cor partidária.
Eu, particularmente acredito que fazer política não é FALAR o que o povo quer ouvir. Política é atuar concretamente em busca de alternativas para dar à população de um município, de um estado ou de um país melhor qualidade de vida…

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