Ministra infeliz ou infeliz ministra…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Todos já devem saber do caso da Ministra Luislinda, ministra dos Direitos Humanos, que reivindicou um aumento de quase 100% em seus ganhos mensais do governo.
Aposentada pelo Tribunal de Justiça da Bahia a ministra ganha R$ 30 mil mensais. Como exerce o cargo de Ministra, solicitou mais R$ 30 mil do governo federal que se aceito ultrapassaria o teto de remuneração permitido ao funcionalismo público.
Descoberto esse caso a Ministra foi execrada por uns, defendida por outros, o que é bastante normal dentro de uma democracia.
Acontece que muitos que a defendem dizem que ela só está sofrendo esses ataques porque é mulher e Negra.
Será mesmo? Apesar de respeitar tais opiniões, não concordo com elas. Isto porque, não acredito ser um caso de perseguição pessoal e não tem nada a ver com ela ser Negra ou Mulher.
A sua reivindicação, na verdade, é totalmente legal e lógica. Se estou exercendo um cargo de Ministro preciso ganhar como um ministro. Aposentadoria não é salário ganho por serviço que está sendo prestado, mas sim é um benefício por serviços que já foram prestados. Portanto reivindicação LEGAL.
Mas, pensemos na esmagadora maioria do povo brasileiro que vive com apenas um salário de pouco mais de R$ 900 reais. Pensemos na atual situação econômico/financeira do país. Fazendo essa reflexão concluímos que a solicitação é IMORAL.
Difícil mesmo é engolir o que Luislinda argumentou para pedir tal aumento. O primeiro deles é que seria para que seu expediente de Ministra não ficasse caracterizado como “TRABALHO ESCRAVO”. E disse mais, que se não recebesse os R$ 60 mil, não teria como comer, vestir, calçar, se maquiar e se perfumar.
Parece que a ministra, apesar de ser uma afrodescendente desconhece totalmente o que é ESCRAVIDÃO. E também, não tem a mínima noção do que é passar fome por falta de dinheiro.
Um dos defensores da Ministra, Frei David, da Educafro, considera que a ministra está sendo vítima de “racismo e machismo”.
“Quantos e quantos roubos os brancos fazem no Brasil inteiro? E ninguém é humilhado e execrado como está sendo essa mulher. Queremos o fim do salário duplicado para todas as autoridades, não só para ela”.
Pois é, querer justificar um erro com outro erro, é típico de quem não tem argumentos sólidos para a defesa de alguém.
Como diz o jornalista Alex Campos do Painel Econômico, em sua coluna Opinião: “E assim caminha a indignidade no Brasil: a ministra finge que é escrava; a ex-presidenta finge que é inocenta; e o ex-presidente finge que é pobre, finge que é honesto e finge que vai voltar pra salvar a pátria. O perfeito idiota brasileiro ainda finge acreditar nessa gente. Resta a ele, também, o papelão de fingir que não é otário”.
Pois é gente, as eleições de 2018 estão aí batendo na porta, não se esqueçam de todos esses casos…

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