Estarrecedor…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Sempre acreditamos que o crime organizado no Rio de Janeiro tinha a mão de políticos influentes nos governos estadual e federal.
Josias de Souza é um jornalista com uma bela carreira profissional e não se conhece nada que pudéssemos desacreditar de seu blog, de nome “Blog do Josias”.
E o Blog do Josias, nessa terça-feira (31 de outubro) traz matéria que fortalece ainda mais aquela minha crença.
Segundo o blog, o ministro da Justiça, Torquato Jardim faz um diagnóstico aterrador do setor de segurança pública no Rio de Janeiro.
Entre as declarações do Ministro, por exemplo, está essa que “o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, não controlam a Polícia Militar. Para ele, o comando da PM no Rio decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado.” Mais: “Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”.
Ainda segundo o pensamento do Ministro a prisão dos chefões do tráfico no Rio de Janeiro, horizontalizou o comando, pulverizando os vários pontos de tráfico e os vários comandos, que hoje são chefiados por milicianos.
“Aí é onde os comandantes de batalhão passam a ter influência. Não tem um chefão para controlar. Cada um vai ficar dono do seu pedaço. Hoje, os comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”, de acordo com o Ministro.
O que mais me preocupa é que eu não fiquei surpreso com essa notícia. Parece que eu já sabia há muito tempo que essa era a verdade no Rio de Janeiro e, o pior, não acreditamos que isso aconteça somente na cidade maravilhosa. Em todo lugar onde haja um crime organizado, acreditamos haver a participação de políticos de influência, na cidade, no estado ou em âmbito federal.
Para que bandidos tenham armamento muito superior ao da polícia, é preciso facilitação para que as armas entrem no país. Para que isso seja facilitado é preciso influências muito poderosas.
Assim, enquanto não houver o expurgo das pragas que assolam a política nacional, vamos continuar a conviver com o crime organizado no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Curitiba, em Porto Alegre e em todas as cidades do país.
Infelizmente, para nós, que queremos ser cidadãos cônscios e cumpridores dos nossos deveres e que nem sempre usufruímos dos nossos direitos, continuaremos a viver com medo, presos em nossas próprias casas, enquanto bandidos ficam à solta, distribuindo balas perdidas por esse Brasil afora…

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