NOSSO TEMPO

173

Por Geraldo J. Costa Jr.
(05/10/2017)

Em nosso tempo
Todas as liberdades
As faces e as vísceras expostas
Despertam a rebeldia
Aprisionada e excluída
Nos porões fedorentos da repressão
Curada na pele, marcada por mãos
Pesadas e arrogantes,
Audaciosas que se imaginam
Portadoras da cura e da justiça
Hoje, cartas na mesa, dores expostas
Armas empunhadas, nas ruas,
Olhos odientos, punhos cerrados, insultos
Almas rendidas, sem esperança
Pedras lançadas, mentiras
Verdade, qual? A minha? A sua?
As ruas e calçadas manchadas de sangue
Seu direito, meu direito, desarmonia
Um mundo redondo onde faltam espaços
Absurdo!
Vontades e verdades se acotovelam
Minha voz, mais alta que a sua
Janelas abertas, portas escancaradas
E o vento, vem do alto, passa, faz estragos
Machucados, feridas
Deixadas abertas, sem cura
Disputa, e todos vencidos
Rostos ao chão, corpos espalhados, inertes
Ilusão

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