Maria: Mulher e mãe da confiança e da esperança

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Percebo facilmente em algumas pessoas ser tão difícil de praticar a virtude da confiança e da esperança. Ambas virtudes estão ligadas entre si e não há como separar. Confiar é ficar “cum fidúcia”, ou seja, quando há confiança, é permanecer firme na Esperança. É ter razão de continuar esperando devido a uma convicção que vem e se faz por meio da Fé.
Esperança (no teor de virtude) não é ficar parado, “a espera”, sentado, como alguns pensam empobrecendo a palavra, mas sim, é acreditar, confiar que algo novo acontecerá – é acreditar – crer.
Esse meu pensamento se faz quando busquei em Santo Tomás de Aquino que assim escreveu: “A confiança é uma esperança fortalecida por sólida convicção” (Suma Teológica, 129, art. 6, ad 3).
Maria foi convicta em seu papel de fiel seguidora de Deus não meramente diante dos princípios de cumprimentos de preceitos, mas sim, de mulher presente e atuante no seu chamado feito pelo Todo Poderoso, e assim reconhece as maravilhas operadas e as realizadas em sua vida.
Aprendemos com Maria a mergulhar e acreditar na Onipotência e na infinita misericórdia (amor) que Deus tem por cada um de nós; permanecendo firmes na Fé e inflexíveis na Esperança, para ser como Maria: Confiantes.
Se Nossa Senhora não tivesse acreditado, confiado nas promessas do Pai, com certeza o mundo teria acabado, porque o mundo não pode existir sem Fé. Maria foi e continuará sendo a Mulher que nos inspirará a confiar, a crer, a ter Fé. A partir do momento em que não existir mais Fé no mundo, a Providência acabará. Devido a admirável Fé de Nossa Senhora as promessas divinas se perpetuaram.
Nossa Senhora foi e se faz exemplo a toda humanidade como sendo a arca do testemunho da Confiança e da Esperança dos séculos futuros.
Ela encerrou em Si, como numa semente, toda a grandeza que a Igreja haveria de desenvolver ao longo dos séculos, todas as virtudes que Ela haveria de semear, todas as promessas do Antigo Testa-mento e todas as ações praticadas na vigência do Novo Testamento.
Hoje somos nós, Igreja, Povo de Deus a dar continuidade a todo projeto que o Criador planejou e desejou, como Maria, digamos também: “Faça-se em mim a vossa vontade”.
Tudo isto viveu dentro de uma só alma, a alma de Nossa Senhora.
Avante com Maria!

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