CONTROLE DE NATALIDADE

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Por Alessio Canonice – alessio.canonice@bol.com.br

O controle de natalidade é uma questão muito discutida e um tanto polêmica, o que se leva acrescentar que os pesquisadores, estudiosos e cientistas demonstram relatórios que incentivam o controle de natalidade.
No entanto, esse controle é direcionado aos países do sul (subdesenvolvidos) e não aos países do norte (desenvolvidos). Eles recomendam, mas não praticam, muito ao contrário, nesses países ocorrem incentivos para que as famílias tenham mais filhos.
Essa polêmica tem explicação: é que a densidade demográfica dos países do norte está quase que decrescendo diferentemente dos países do sul que possuem altos índices de crescimento natural e vegetativo.
Sem dúvida, as medidas de implantação de controle de natalidade podem ser o alicerce para a solução de vários problemas que assolam a sociedade atual, seja pelos países do norte ou do sul.
Quanto aos problemas ambientais, podemos encontrar algumas soluções se diminuirmos a quantidade de pessoas, automaticamente diminuiremos o consumo. A água, por exemplo, que é um dos problemas do século, poderia ser mais poupada e diminuir a quantidade de pessoas que necessita de recurso, teremos mais reservas e lançaremos menos subsídios na natureza, reduzindo a poluição.
No campo energético não seria necessário construir novas usinas hidrelétricas, que em suas instalações provocam profundos impactos ambientais e sociais.
Outro fator importante é referente à emissão de gases que, consequentemente, seria amenizada e que de certa forma iria contribuir para neutralizar o processo de aquecimento global. Ainda com esta medida não seria necessário abrir novas áreas para produção de alimentos.
No campo social o controle de natalidade serviria para diminuir o crime, pois o governo poderia assistir melhor os jovens, a quantidade de empregos possivelmente aumentaria, havendo diminuição da fome devido aos programas sociais, que poderiam atender melhor a população e mais uma série de outros problemas contemporâneos poderiam ser solucionados.
Mas o primordial desse contexto é garantir as condições de vida na Terra, pois essa não possui recursos infinitos para suprir a sociedade de consumo e nem capacidade de regeneração de todos os lixos que se acumulam em nosso país.
A propósito, a natureza já está apresentando sinais de cansaço, saturação e apenas o homem pode decidir o futuro das próximas gerações.
O controle de natalidade é visto em muitos países como uma solução para o crescimento populacional, a partir de políticas públicas para o incentivo da diminuição do número de nascimentos no país por meio de campanhas, distribuição gratuita de anticonceptivos, preservativos, entre tantos outros de suma importância.
Essa ideia de utilizar o controle de natalidade como método de diminuir os nascimentos vem de algumas teorias lógicas demográficas que analisam o alto índice populacional de um país como fator principal de seu baixo desenvolvimento econômico e baixo crescimento, ao contrário daqueles que primam pelo controle em questão.
A China, por exemplo, utilizou durante décadas uma política de controle de natalidade conhecida como “política do filho único”, onde ela regulamenta por lei que os casais não podem ter mais que um filho, sendo penalizados caso tenham o segundo ou mais. Essa política vigorou de 1.970 a 2.015, quando foi modificada para permitir até dois filhos por casal.
Muitos analistas indicam que ela tem auxiliado na contenção da explosão demográfica no país, visto que a China é o país considerado mais populoso do mundo e atualmente se concentra entre as maiores potências mundiais.
É de se ressaltar que essa política implica em problemas relacionados a abortos de bebês do sexo feminino, pois há preferência ao sexo masculino, principalmente nas áreas rurais do país.
Enfim, cada país deve adotar o que lhe fica bem e melhor no sentido de controle de natalidade.

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