São Francisco de Assis…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

No último dia 3, terça-feira, comemorou-se mais um dia consagrado a São Francisco de Assis. Infelizmente São Francisco é conhecido por muitos (talvez a maioria) como aquele que se tornou santo por gostar de animais. Na verdade ele gostava de animais e da natureza porque era santo.
Francisco, que nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1182 era tão puro de alma e de coração que certa vez, ao encontrar um leproso, apesar da repulsa natural, venceu sua vontade e beijou o doente. Foi um gesto movido pelo Espírito Santo. A partir desse momento, ele passou a fazer visitas e a servir aos doentes que se encontravam nos hospitais. Aos pobres, presenteava com suas próprias roupas e também com o dinheiro que tivesse no momento.
Quando Francisco sentiu o chamado divino, depois de algumas desavenças com o pai, recebeu deste um ultimato: “Volte para casa comigo ou renuncie a toda minha herança”. Ao que respondeu São Francisco, depois de renunciar à herança do pai: “As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las”. Em seguida se desnudou e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe: “Até agora tu tem sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus’”.
Uma das mais difíceis tarefas de um cristão é praticar o que Cristo praticou. Para Francisco de Assis não, certa vez quando leu um trecho do Evangelho que dizia: “Ide a pregar, dizendo: o Reino de Deus tinha chegado. Dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias…” A estas palavras, Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica.
São Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus com uma alegria imensa, que se expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”.
A santidade de São Francisco de Assis lhe angariou muitos discípulos e atraiu também uma jovem, filha do Conde de SassoRosso, Clara, de 17 anos. Desde o momento em que o ouviu pregar, compreendeu que a vida que ele indicava era a que Deus queria para ela. Francisco tornou-se seu guia e pai espiritual. Nascia assim a Ordem Segunda dos Franciscanos, a das Clarissas. Depois, Inês, irmã de Clara, a seguia no claustro; mais tarde uma terceira, Beatriz se juntou a elas.
São Francisco de Assis vivia uma proximidade imensa com a natureza. Seu amor universalista abrangia a Criação e simbolizava um retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden. E esse amor à natureza é que lhe tornou o protetor dos animais nos dias de hoje.
Essas são pequenas passagens da vida de São Francisco de Assis, que mostra que aquele homem foi o que mais se aproximou à vida pregada por Jesus Cristo. E conhece-lo apenas como o protetor dos animais é muito pouco.
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz./ Onde houver ódio, que eu leve o amor;/ Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;/ Onde houver discórdia, que eu leve a união;/ Onde houver dúvida, que eu leve a fé;/Onde houver erro, que eu leve a verdade;/ Onde houver desespero, que eu leve a esperança;…

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