Na política, a noite vira dia e vice versa…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Você, leitor, já percebeu que ultimamente, no mínimo, três vezes por semana a administração municipal solta uma informação sobre benfeitorias na iluminação pública em Rio Claro? É, eu acho que todos já perceberam!
Antes de surgir qualquer pensamento distorcido sobre o que estou escrevendo, quero dizer que não sou contra essas benfeitorias, muito pelo contrário parabenizo a administração municipal por ela.
Porém, é só para mostrarmos que na política o que era errado passa a ser certo de uma hora para outra. Depois nos trazem notícias e trabalhos como eles estivessem interessados única e exclusivamente na população.
Vejamos então esta história. Era o quadriênio 2013/2014 e um jovem vereador lutava incessantemente para derrubar aquilo que dizia ser desumano, errado, sem necessidade. E essa luta foi dura, sem no entanto conseguir derrubar a tal lei da taxa de iluminação.
Veio então a época pré-eleitoral e aquele vereador se transformou no candidato líder nas pesquisas para prefeito municipal de Rio Claro. A sua plataforma foi elaborada na “DERRUBADA” da lei que instituía a Taxa de Iluminação. Em nossos comentários nesse Diário, sempre colocávamos que ele não poderia fazer isso e que, portanto, aquilo era uma mentira.
Veio a eleição, a vitória e as promessas continuaram “vou acabar com a Taxa de Iluminação” é nós dizíamos “vai não”.
Existe uma preocupação muito grande com essa situação. Se enquanto candidato, o prefeito não sabia que “Não poderia acabar com a Taxa de Iluminação”, preocupa pela falta de conhecimento geral e pela má assessoria que tinha e que, por conseguinte tem.
Se ele sabia, preocupa também pela desonestidade e pela mentira (apesar de tudo, o que nunca duvidamos foi da honestidade do prefeito). Se sabia e continuou mentindo, também fez o povo, que “acreditou no novo”, de bobo. Coisa normal de político, aliás, achar, e ter razão, que o povo, em sua maioria, é, realmente, ingênuo demais em política.
Enfim, hoje, o prefeito é obrigado a se explicar em todas as vezes que se pronuncia em algum órgão de imprensa ou em conversas com a população, dizendo o que já dizíamos lá em julho de 2016: “não pode acabar com a taxa de iluminação, pois assim deixaria a cidade mais às escuras do que está”.
Estratégia política eleitoral?; Ingenuidade?; Mau assessoramento?. Não sei! O que eu sei é que a população, mais uma vez, caiu no conto.
E isso já vem acontecendo há décadas, pois na política o dia vira noite e a noite vira dia muito mais rápido do que se imagina.
E nós, população, ó…

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