FOME E DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS

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Por Alessio Canonice – alessio.canonice@bol.com.br

Milhões de pessoas no mundo todo passam fome, entretanto, o desperdício de alimentos acontece desde a sua produção até chegar à cozinha, demonstrando a necessidade de se rever conceitos e atitudes em relação a esta situação.
Aí também vem aquela história: “o pouco que sobrou em seu prato, e que foi jogado ao lixo, está faltando no prato de alguém”.
A fome é um problema que assombra grande parte dos habitantes do planeta e para solucionar esta questão não basta aumentar a produção de alimentos por intermédio de ampliação de área plantada ou pelo aumento de safras, fazendo-se necessário que se tomem atitudes relacionadas também com o controle dos desperdícios.
O ciclo de desperdício de alimentos começa no campo e continua no transporte, na armazenagem e na comercialização para se fechar na cozinha do consumidor. Enquanto isso, milhões de pessoas padecem na fome e na miséria.
Faz-se necessário aqui fazer um parêntese entre a relação fome e o desperdício de alimentos, visto que mesmo se fossem tomadas medidas de controle como parte de uma política agrícola, além de uma campanha para melhor utilização no preparo do consumo de alimentos, não estaria assegurado um maior acesso desses gêneros aos que passam fome.
O custo e o consumo de alimentos dependem de variadas situações sociais e de mercado que determinam o acesso da população aos alimentos e que são elas: concentração da terra e da renda, desemprego e as desigualdades do desenvolvimento econômico, são fatos que contribuem de forma decisiva para o incremento da fome.
Em assim sendo, a relação entre o desperdício e a fome nacional têm sua razão de ser, visto que acreditamos ser possível diminuir o preço dos alimentos se esta margem de perdas fosse exterminada dos cálculos de produção, levando a um barateamento dos alimentos, não deixa de ser uma hipótese para melhoria desse aspecto.
Porém, não se tem pretensão de resolver o problema da fome no Brasil ou no mundo, simplesmente resolvendo a questão dos desperdícios alimentares, sem uma definição, através de campanhas educativas sobre a importância de controle do consumo alimentar, evitando-se a utilização do lixo, o que se vê constantemente em lugares onde não há alternativas senão este procedimento. É o caso dos restaurantes, quando o fregues deixa no prato uma quantidade de comida que sobrou.
O desperdício é um mal que precisa ser combatido por todos e iniciando preferencialmente dentro da própria casa. Não se consegue grandes mudanças mundiais apenas pensando-se globalmente com certos projetos. Grandes mudanças do comportamento universal começam de forma humilde e com exemplo próprio.
Além do pensamento global, agir localmente, cada um fazendo sua parte, o grande resultado se constrói, fazendo com que se expanda por todos as camadas sociais e de penetração essencial.
Os números atuais sobre o desperdício de alimentos são de dois bilhões de toneladas, sendo desperdiçadas, ou seja, metade de toda camada produzida no mundo tem o lixo como destino. Ao mesmo tempo em que tantos alimentos são desperdiçados, temos também o desperdício de água, terras produtivas que deveriam produzir e assim por diante.
A partir do momento em que tantos recursos estão sendo desperdiçados, os produtores também estarão perdendo muito dinheiro, porque lhes faltam orientação necessária para que a produção alcance o patamar desejável e necessário.
Após analisar a situação atual do desperdício de alimentos, nos deparamos com um problema gravíssimo, que é a questão da fome no mundo. Enquanto ele joga fora dois bilhões de toneladas de alimentos ao lixo, um bilhão de pessoas passam fome no planeta.
À vista desse aspecto, que se refere à quantidade de comida indo para o lixo e muitas pessoas passando fome, comprova-se que tudo está errado, havendo necessidade de se fazer algo urgentemente e, concluindo esse relato, no mundo, a cada um minuto, cinco crianças morrem de desnutrição e esses dados servem como reflexão e conscientização, no sentido de evitar o desperdício de alimentos.

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