DIREITO E SEGURANÇA PÚBLICA.

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JUAREZ ALVARENGA

É no seio da sociedade que há viabilidade do ser humano se integrar
e conviver, mas, não é uma adaptação imediata e ideal.

Para Hobbes, existe o estado natural, onde o homem na sua essência e sem subterfúgios vive. Não existem freios e nem censuras. Sua naturalidade é compreendida na sua essencialidade que explica a realidade humana sem controle social. A liberdade é plena e o indivíduo não é lapidado pelos costumes ou pelo Direito.

Tem enícede sua liberdade plena, para uma liberdade restrita.

O convívio humano dá um salto, porém por ser um instrumento humano de convivência não é o ideal.

O contrato social de Rousseau trás a legitimidade do poder político, mantendo, em menor escala, a violência sem com tudo neutralizar a putrefação do intimo humano, pela índole instintiva de uma agressividade anestesiada, não rebelado integralmente.

Neste novo patamar em que se encontra a civilização. O contrato social de Rousseau, vêm perdendo sua força e a tenacidade em seus conceitos, até então inexpugnável, cede avidamente, para acumulo de corolário falho.

O homem moderno, eleva à individualidade os patamares imensuráveis de rebelião intima contra o controle social.

A higienização da rebeldia humana exige bem mais do que simples racionalidade. Intocável pelos preceitos legais, o homem moderno fortalece, cada vez mais, sua natureza destrutiva que nem os paladinos da justiça, cercam as labaredas ardentes de alma sórdida fixada no núcleo da realidade social.

A sociedade moderna está enferma e os remédios humanos são incapazes de corrigi-los e nem com a posologia dobrada o diagnóstico de nossa sociedade contemporânea é agonizante.

O direito está aquém da necessidade moderna.

O homem, atual retrato de uma sociedade perversamente estigmatizada pela apologia desenfreada da individualidade, nos trás ceticismo incurável. As barreiras da falta de convivência estão ampliando e se fortalecendo cada vez mais.

O indivíduo não teme as instituições e a degeneração humana chega ao ápice.

A racionalidade do Direito está aleijada pelos vorazes destruidores o imã existente entre o indivíduo e a sociedade.

Adicionar as instituições garantidoras de convívio social saudável pede uma formulação geral do intimo humano, fazer uma faxina exemplar, que até parece utopia.

Parece que o medo da lei não intimida mais as massas de idealizadores de ilícitos.

Ou muda o comportamento da sociedade, ou as superestruturas desaparecerão exaurindo a convivência humana, caindo no caos total.

Não acreditamos, felizmente, no recrudescimento do mal como eterno, porém os indivíduos são influenciáveis e transformáveis, deste que sejam persuadidos com argumentos consistente.

As profilaxias do crime exigem humanização do criminoso. A dureza da lei não deve faltar, mas adicionada a socialização do criminoso.

Esta catástrofe social nasce de fontes secas que não tem como fluir no âmbito do altruísmo humano.

Ação e reação entre sociedade e o crime se exauriu totalmente. Não queremos o abrandamento das leis e sim medidas adicionais inteligentes e humanizadas.

Se o ser humano é vulnerável, os mal é também para o bem.

Precisa de instrumentos humanitários capazes de neutralizar as raízes profundas do instinto criminal alojado no intimo humano.

Direito e segurança pública juntos na luta contra o crime, adicionando inteligência e humanismo para soterraram a mente sórdida e antissocial.

E MAIL: juarezalvarengacru@gmail.com

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