CPI do Aterro, mais um lixo?…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Tradicionalmente, as Comissões Parlamentar de Inquéritos abertas nesse país são verdadeiras farsas, onde a grande disputa é a força partidária. Aqueles que são oposição “tentam” derrubar; os que são situação “tentam” encontrar um culpado, desde que este faça parte da oposição.
Assim as CPIs da “tentação” (tentam e tentam), devido ao enorme corporativismo e ao rabo preso, acabam sempre em uma enorme pizza onde todos se lambuzam.
E, nesse instante, nos corredores da Câmara Municipal de Rio Claro, mais uma dessas peças de negociação está sendo orquestrada e já começam as discussões e as diferenças partidárias.
Vários vereadores já denunciam que são a favor da CPI, embora não concordem com a colocação do promotor público sobre o assunto, mas que não foram convidados para assinar a CPI.
E os que ficaram de fora, “coincidentemente” oposicionistas, não estão concordando com o rumo que essa CPI está tendo e pedem respeito à proporcionalidade para a formação da Comissão.
Por outro lado, aqueles que estão com a faca e o queijo na mão dizem que precisavam de sete assinaturas e o DEM tem cinco vereadores e assinaram a CPI os vereadores que estavam na casa naquele dia. E, mais uma vez, “coincidentemente”, só estavam na casa membros que fazem parte da maioria governista.
Bom, pelo andar da carruagem, tudo será como dantes no quartel de Abrantes. A Comissão se tornará um enorme jogo político partidário, onde o que menos contará é o bem estar da POPULAÇÂO de Rio Claro.
Se as responsabilidades puderem ser transferidas para a administração anterior, então, o que poderá acontecer é a destituição da empresa que hoje cuida do aterro sanitário, caso contrário, chegarão à conclusão que o derrame de chorume no Córrego da Servidão foi puro delírio de alguém.
E a população que se exploda, mais uma vez. E o grande perigo é que o lixo da CPI acabe derramando o chorume sobre a população…

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