Problema policial ou educacional?!…

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Por Eduardo Sócrates Bergamaschi

Depois de um certo descanso, parece que o bando voltou a amedrontar trabalhadores e usuários de ônibus no Terminal de ônibus da estação ferroviária e também nos arredores do shopping.
Os famosos “rolezinhos” praticados por crianças e adolescentes mal-educados, voltaram a acontecer naqueles locais, nos finais de noite, às sextas e sábados.
Fossem essas crianças/adolescentes bem educadas, nenhum problema em se reunirem nesses locais. Acontece, que, via de regra, estão portando uma garrafa de bebida alcoólica, fazendo arruaças e assustando transeuntes, usuários e motoristas do transporte coletivo, atrapalhando o trânsito e assustando motoristas.
Esse fenômeno é antes de mais nada educacional. Mas, a princípio seria a educação de berço, responsabilidade dos pais. Mas grande parte dessa garotada que bagunça os finais de semana no shopping e na estação ferroviária, têm pais que agradecem aos céus quando essas crianças saem de perto deles, infelizmente é o chamado deterioramento da instituição FAMÍLIA.
Grande parte de pais e mães não têm nem o respeito dos seus filhos, quanto mais o domínio.
Sendo assim, isso passa a ser um problema social, problema público e deveria ser estudado com mais atenção pelas secretaria de assistência social do município.
Não saberia aqui apontar caminhos, pois não sou do ramo, porém acredito que os profissionais servidores municipais que cuidam dessa área devem ou deveriam encontrar caminhos para minorar essa situação, senão agora, para o futuro.
Um instituto do Rio de Janeiro, por exemplo, tem o projeto Inova Escola, uma parceria com sete instituições de ensino públicas espalhadas em cinco estados do país.
Uma das diretoras do instituto em entrevista ao G1, disse algo que eu, dentro da minha ignorância, acredito ser o fundamento de um trabalho para, no mínimo, minorar a situação com crianças/adolescentes problema. Ela exemplificou: “No primeiro ano, escolhemos os filhos de traficantes. Sabe por quê? Porque somos contra o tráfico. A gente quis acabar com o tráfico pela segunda geração. Nós fazemos essas crianças acreditarem que podem fazer o que quiserem e, assim, elas conseguem entrar na faculdade. Quando começamos, só tinha uma enfermeira na comunidade com ensino superior. Agora, são dezenas de jovens – conta Iolanda. – Escolhemos hoje as crianças que são mais vulneráveis para mudar a realidade”.
Se esse trabalho surtirá o efeito desejado no futuro, não sei. Mas algo está sendo feito e isso é o que importa.
Enquanto isso, em Rio Claro, o posicionamento dos homens públicos é o seguinte: “o local passará a receber novas ações para coibir os atos de vandalismo”.
E daí?! E amanhã? E o futuro dessas crianças?
É preciso dar a essas crianças/adolescentes aulas de cidadania, de civilidade, de humanidade. E como parecem não terem pais, essa tarefa passa a ser do governo municipal, estadual ou federal…

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