LUZES DA CIDADE APOCALIPSE

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Augusto Hofling A palavra apocalipse vem do grego: revelação. Vários autores se dedicaram a tal assunto, mas o Apocalipse de João é considerado o mais autêntico por ter como autor um profeta. Os cristãos que viviam na Ásia Menor em comunidades: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia, distantes uma das outras cerca de 50 Km. O local hoje é a Turquia. A literatura dessa época revela sofrimentos e perseguições do povo ali instalado que teve influência do pensamento judaico, sob o tempo do imperador Domiciano (81-96).  Isto está confirmado por escritores cristãos antigos como Irineo de Lyon, Euzébio e Jerônimo. O Apocalipse de João faz parte de uma corrente de pensamento chamado Apocalipsismo: O livro de Daniel tem sua parte profética, outros livros bíblicos também. O que, aliás, nos causa admiração: “ Segundo o Apocalipse de João é certeza da volta de Cristo. Só dessa maneira as coisas deste mundo podem ser consertadas. Podemos imaginar o quanto o povo daquela época sofreu sob o peso de tal imperialismo. Hoje nos temos, em muitos países, uma constituição democrática sob a qual as pessoas podem ser acusadas por crimes contra o Estado como também, ao mesmo tempo, podem ser beneficiadas uma vez provada sua inocência.       Ainda deve haver um esforço muito grande por parte do povo cristão para chegar a uma de união de esforços no sentido de buscar a paz. Jamais perseguição religiosa deve existir entre aqueles que professam a mesma fé porque seria forma de neutralizar seu próprio trabalho. A paz deve ser produto natural do povo cristão. Podemos até dizer que existe uma civilização cristã influente no mundo atual, ninguém é capaz de segurar a força do amor universal! Todo grupo religioso tem seu valor nesta busca da perfeição. Portanto reconheçamos todos o valor de todos. A busca do caminho da paz só pode nos levar à vitória final. A Bíblia é um livro profético essencial para ser lido e relido, fora desta realidade estaremos sempre em risco de novas desavenças inúteis. As Escrituras nunca aconselharam a necessidade de guerras para resolver problemas. Os provocadores de guerra são seres irresponsáveis e inconseqüentes e com certeza já estão condenados ao fracasso. O caminho mais aconselhável para que cheguemos à união é simplesmente a valorização daqueles que professam o cristianismo. Isto não quer dizer que devemos hostilizar correntes filosóficas respeitáveis. Cada esforço para encontrar o caminho do amor está, por si mesmo certo, porque o Divino Mestre deseja a vitória do amor fraternal ao nosso mundo sofrido, jamais o amor falha, só o ódio engana.

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