Trânsito: responsabilidade de todos

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Por: Eduardo Sócrates Bergamaschi

Jogar a culpa toda em cima dos governantes é uma tática antiga, para, normalmente, justificar ou esconder nossos próprios erros
Desde a década de 50 que a malha rodoviária e os incentivos à industria automobilística vem crescendo. O que no início era um crescimento parelho, deixou de ser quando a industria automobilística conheceu um crescimento acima do normal.
Nesta situação, as frotas foram crescendo ano a ano, enquanto que a infra estrutura viária quase que se estagnou.
E Rio Claro não foge à regra, com suas ruas estreitas e o número de veículos crescendo vertiginosamente, o caos está instalado e a preocupação com o futuro é muito grande.
E esta situação gravíssima no país, fez surgir a Campanha Nacional Educativa do Trânsito, que salienta a importância da educação como forma de prevenir e de erradicar fatalidades nas vias de rodagem.
E hoje, o tema da prevenção a acidentes é mais urgente do que os investimentos em saúde pública. Sabe-se que hoje, há um esforço hercúleo para melhorar a preparação de novos motoristas que são colocados no trânsito anualmente.
E neste ambiente sente-se que a educação, mais uma vez, é primordial. A paz no trânsito, não depende única e exclusivamente dos nossos governantes, mas muito mais de nós que estamos ao volante.
A Auto Escola pode nos dar noções totais de como dirigir. Mas, a consciência de respeito às leis de trânsito, depende de cada um de nós. De como fomos educados. De como somos responsáveis.
Mas, infelizmente, temos visto motoristas que dão maus exemplos para seus filhos, como são os casos de pais que param em fila dupla em frente às escolas, estacionam em local proibido enquanto esperam pelos alunos. Além de dar maus exemplos aos filhos, mostram total desrespeito aos outros motoristas que muitas vezes, ficam presos em trânsito entupidos nas portas de escolas, em horários de entrada e saída de alunos.
Além deste fator, existem ainda aqueles que continuam a dirigir sem cinto de segurança e, normalmente, falando ao celular. Vemos com uma frequência assustadora, motoristas de ônibus municipais e intermunicipais, falando ao celular enquanto dirigem um veículo com 30, 40, 50 pessoas em seu interior, colocando a vida de todos eles em risco.
É preciso que todos, sem exceção, façam um auto-exame sobre o tipo de motoristas que somos e, principalmente, qual queremos ser.
É hora de assumirmos nossas culpas, mudarmos as nossas maneiras de dirigir, respeitar os outros motoristas, para depois reivindicarmos nossos DIREITOS junto aos governantes.

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