Equipe canil da guarda civil apresenta indivíduo com entorpecentes

Na noite de quinta-feira 07/09/2017, por volta das 20:20h, a viatura 4.35 Canil da Guarda Civil com os GCMs Junior, Edison, Aguiar e Ferraz, em patrulhamento pela Av. 17 x Rua 09, no Jardim Novo Wenzel, após denúncia de tráfico de drogas feitas por um transeunte, a equipe avistou o indivíduo denunciado, o qual ao perceber a aproximação da viatura tentou se evadir, porém foi alcançado pela equipe e abordado. O indivíduo identificado como A.A.S., 31 anos tinha em seu poder 14 micro tubos eppendorfs contendo 43 gramas de cocaína, 9 pedras de crack embaladas em pedaços de plástico pesando 10 gramas, além de 18 porções de maconha embaladas em pedaços de plástico pesando 77 gramas e a quantia de R$ 47,51 em espécie. Diante da situação o indivíduo foi conduzido ao Plantão Policial, onde foi registrado o BO/PC nº 8752/2017, natureza Flagrante de Tráfico de Entorpecentes e RO/GCM nº 1677/2017.

Mudou, mas não muito…

Por: Eduardo Sócrates Bergamaschi

Temos notado alguma coisa de bom, de novo, no legislativo local atual. Podemos hoje, com dezenove vereadores dizer que dois ou três são confiáveis, são honestos. Parece pouco, mas, para quem tinha nada, três já é um grande progresso.
Apesar da boa notícia, fica a tristeza de dizer que do restante pouca novidade pode se sentir, ou ter esperança.
Há remanescentes, há DNAs não muito recomendáveis e há ainda aqueles desgostosos com o atual governo que, por falta de dinheiro, deixa de arrumar boquinhas para seus correligionários.
Até o momento, diga-se de passagem, não há nada que possamos dizer de atos corruptos, mesmo porque, a falta de dinheiro, propicia uma certa onda de limpeza na política.
Mas, atos de incompetência ainda temos aos montes. Como aquele de um vereador que em maio deste ano colocou em votação e aprovou uma moção de apoio aos secretários municipais. Vejam bem, em maio não havia se passado nem seis meses de mandato e não havia como mensurar a capacidade de cada um.
Em um outro trabalho deste mesmo vereador, há uma moção de aplauso a um superintende de uma autarquia municipal que acabara de ser nomeado. E justificava: “Esse Vereador não poderia deixar de externar cumprimentos e desejar que o sucesso deste trabalhador seja alcançado, consolidando assim sua história de luta e beneficiando todo nosso município”. Que história de luta?. Não se sabe se o vereador outorgou ESTAS HONRARIAS por convicção; pelo simples motivo de não ter mais o que fazer (afinal 19 vereadores…) ou para “comprar” a simpatia dos secretários para futuros favores.
Aí a pergunta que não quer calar é: “Será que foi para isso que uma boa parte dos eleitores (foi o mais votado na última eleição) elegeu tal figura? Era isso mesmo que a população precisava? Será que tal vereador sabe EXATAMENTE o que está fazendo na cadeira de legislador?
Apesar do vereador não achar que tenha muito mais o que fazer, já que os legisladores aumentaram de 12 para 19, cabe lembrar aqui que a cidade tem mais de 200 mil habitantes e tem sim muito o que se fazer, muito embora eu também ache que 19 vereadores é um número muito elevado.
É inacreditável que um vereador eleito com mais de 2 mil votos não tenha consciência de que ele está no legislativo representando, no mínimo, estas pessoas, que passaram a ser coautoras de suas asneiras e também de suas atitudes e atos em benefício da população (estes, muito, mas muito raros). Portanto, se ele executou tal ato convicto de que estava agindo corretamente é uma pena, pois dá mostras de que não sabe quais são as suas atribuições como VEREADOR.
Se ele agiu desta maneira por não ter mais o que fazer é só andar pela cidade, conversar com a população que encontrará o que fazer.
Agora se ele fez tudo isso, tentando “comprar” a simpatia dos secretários, para futuros favores…
Porém, parece que a situação é muito mais complicada do que se imagina, pois, para que estas MOÇÕES fossem outorgadas, foi preciso entrar em votação. Assim, todos aqueles outros vereadores que aprovaram tal “ASNEIRA”, são, no mínimo, CONIVENTES.
Todos os secretários que se prestaram a este “RIDÍCULO” demonstraram tanta irresponsabilidade quanto o vereador.
Com tudo isto posto, só nos resta aqui lembrar Rui Barbosa em seu famoso discurso aos estudantes: “De tanto ver triunfar as NULIDADES, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

LUZES DA CIDADE: IRMÂ CÈLIA

Augusto Hofling

Foi momento muito triste quando recebemos o telefonema de Agnaldo e Cecy nos avisando que Irmã Célia havia falecido em Maceió, Alagoas. Quase todos os anos ela visitava sua família e nossa casa. Quando aqui chegava quase sempre resolvia problemas familiares. Sua conversa sempre nos enriquecia por ser ela não só uma pessoa culta e, sobretudo,caridosa. Sabíamos que se formara professora de línguas na PUC e ali mesmo dera aulas, quando se sentiu chamada para ser Irmã de Caridade. Tratava-se de moça bonita e simpática e todos achavam que iria constituir família com algum príncipe. Seus parentes disseram que seu principal lema era o perdão. Dizia ela que  sempre a pessoa deveria perdoar as ofensas o mais rápido possível, porque assim logo estaria livre de maus pensamentos e iria se esquecer de tudo. Conversávamos bastante quando vinha a nossa casa e ficávamos tristes quando ia embora, tal era a grandeza de sua alma. Presenciamos, também, o fato de ajudar os outros vendendo propriedades que herdara de seus pais. Todos queriam que fossem visitados por ela e muitas vezes não tinha tempo suficiente para tal encargo. É impossível descrever,num só artigo,a grandeza de sua alma. À última vez que aqui esteve sentimos no coração que não iríamos mais ter a alegria de sua presença. Não sabemos explicar certas coisas da alma… O que podemos dizer neste momento é : Irmã Célia: até breve querida! O que podemos afirmar, segundo as Escrituras, é que estamos no mesmo barco, um dia nos encontraremos noutra dimensão, porque cremos naquele que proferiu tais palavras;”Amais-vos uns aos outros assim como Eu vos amei”-Jesus.

Se preparando para o Furacão Irma

Será meu primeiro furacão. As notícias catastróficas sobre o furacão Irma vêm bombardeando a mídia aqui na Flórida faz aproximadamente uma semana, aumentando em número e grau de alarme conforme a tempestade se aproxima da península. Estou situado na região da baía de Tampa, na Universidade do Sul da Florida e por aqui ainda não foi dada ordem de evacuação, mesmo assim o clima é tenso. Aulas canceladas, supermercados com prateleiras vazias de mantimentos, filas enormes e hostis durante a noite na rede Walmart, para comprar galões de água (agora limitados a um por pessoa cada vez que o estabelecimento se reabastece). Desde o início da semana se iniciou um êxodo para os estados mais ao norte, mas quando fui confrontado com essa possibilidade, pairou o fantasma da incerteza do Furacão simplesmente desviar e entrar justamente por esses estados. O clima é muito parecido ao de filmes norte americanos sobre apocalipse, agora consigo ver claramente de onde vem a inspiração.

Atrincheirado numa região que supostamente é segura, com janelas e portas de vidro barradas, água, comida, baterias e mantimentos estocados, assisto a calmaria antes da tempestade, os últimos dias da semana tem sido de Sol e céu azul, inclusive com arco-íris ocasionais causados por chuviscos de verão. Dentro de casa o clima é menos calmo. Assistir o noticiário parece um masoquismo social inescapável, visto que esse tipo de fenômeno meteorológico pode mudar de trajetória, força e velocidade a qualquer momento, levando a que ao longo do dia sejam exibidos um milhão de previsões incertas que só aumentam a angustia do que está (ou não) por vir. Olhar as imagens de por onde Irma já passou é outra das atividades de autoflagelo mandatórias.

Já tinha ouvido falar que furacões mexem com a psique humana, baixa a pressão atmosféricas e as pessoas começam a agir de forma estranha, nunca tinha dado a devida atenção para isso, mas agora sinto esse efeito na pele. Até com pessoas mais próximas se sente uma vulnerabilidade coletiva ao mau humor, que vem acompanhando pela bipolaridade social responsável por comentários de “vai ser tranquilo” e “vai dar tudo certo” são imediatamente sucedidos por “vamos todos morrer”. A verdade é que teoricamente estamos preparados para o pior, todas as precauções foram tomadas (inclusive as mais estranhas, como esconder as facas de cozinha) e existem abrigos e planos de evacuação, ainda mais em uma zona universitária como a em que estou. Mas o que mais me chama atenção é que enquanto nem sabemos como e quando o furacão Irma em forma de fenômeno meteorológico vai chegar, sua forma psicológica já paira sobre a Flórida.

Alfredo Juan Guevara Martinez é mestre em Relações Internacionais pela PUC-MG, doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP e PUC-SP) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estudos sobre Estados Unidos (INCT-INEU) e do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da UNESP (IEEI-UNESP). Atualmente é Visiting Scholar na University of South Florida, trabalhando no Institute for the Study of Latin America and the Caribbean (ISLAC).