LUZES DA CIDADE: IRMÂ CÈLIA

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Augusto Hofling

Foi momento muito triste quando recebemos o telefonema de Agnaldo e Cecy nos avisando que Irmã Célia havia falecido em Maceió, Alagoas. Quase todos os anos ela visitava sua família e nossa casa. Quando aqui chegava quase sempre resolvia problemas familiares. Sua conversa sempre nos enriquecia por ser ela não só uma pessoa culta e, sobretudo,caridosa. Sabíamos que se formara professora de línguas na PUC e ali mesmo dera aulas, quando se sentiu chamada para ser Irmã de Caridade. Tratava-se de moça bonita e simpática e todos achavam que iria constituir família com algum príncipe. Seus parentes disseram que seu principal lema era o perdão. Dizia ela que  sempre a pessoa deveria perdoar as ofensas o mais rápido possível, porque assim logo estaria livre de maus pensamentos e iria se esquecer de tudo. Conversávamos bastante quando vinha a nossa casa e ficávamos tristes quando ia embora, tal era a grandeza de sua alma. Presenciamos, também, o fato de ajudar os outros vendendo propriedades que herdara de seus pais. Todos queriam que fossem visitados por ela e muitas vezes não tinha tempo suficiente para tal encargo. É impossível descrever,num só artigo,a grandeza de sua alma. À última vez que aqui esteve sentimos no coração que não iríamos mais ter a alegria de sua presença. Não sabemos explicar certas coisas da alma… O que podemos dizer neste momento é : Irmã Célia: até breve querida! O que podemos afirmar, segundo as Escrituras, é que estamos no mesmo barco, um dia nos encontraremos noutra dimensão, porque cremos naquele que proferiu tais palavras;”Amais-vos uns aos outros assim como Eu vos amei”-Jesus.

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