O peixe morre pela boca…

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Por: Eduardo Sócrates Bergamaschi

O ditado que serve de título para este texto, serve muito bem para a administração municipal instalada em Rio Claro desde o início de 2017.
Senão vejamos, na campanha eleitoral cansaram de trabalhar a frase: “Vamos suspender a cobrança da Taxa de Iluminação”. Quem conhece um mínimo de economia e só um pouquinho da situação econômica do município, sabia que aquilo era lorota, que não conseguiriam ficar sem essa arrecadação e que caso insistissem nesta medida a cidade ficaria às escuras.
Agora, o prefeito gasta bastante tempo de seus discursos para tentar explicar o motivo pelo qual não consegue acabar com a tal taxa.
Por inexperiência, talvez, o atual secretário de Economia e Finanças vem à público para afirmar que não fará, nos próximos três anos, outro Refis, que é a possibilidade de contribuintes pagarem suas dívidas com o município com descontos e prazo de até 10 anos.
Pois bem, nenhuma administração anterior nos últimos 20 anos, no mínimo, fez o tal Refis para facilitar este ou aquele cidadão que tinha dívidas com a municipalidade. Só o fizeram porque precisavam de dinheiro para cumprir com suas obrigações financeiras. Convenhamos que o povo não tem lá muito valor para os políticos brasileiros. Ou será que esta turma que aí está é diferente. Vamos aguardar!
Esta promessa do secretário é mais uma que estou pagando pra ver até quando ele sustentará. Quando começar a chegar época de pagamento de 13º salário e perceber que o cofre está vazio, onde encontrará recursos para cumprir com suas obrigações.
O último Refis, encerrado no último dia 31 de agosto, negociou mais R$ 15 milhões e arrecadou mais R$ 5 milhões. Este montante para a cidade de Rio Claro é muito significativo, principalmente na situação atual.
Para que tenhamos ideia de como está a situação financeira do município é só passear pela cidade e contar os inúmeros buracos que estão espalhados pelas suas vias públicas. É só passear à noite e perceber o tanto de pontos escuros existentes na cidade, por falta de lâmpadas, mesmo com a cobrança da tal Taxa de Iluminação. Basta visitar suas unidades de pronto atendimento e ver a situação que estas se encontram. Tudo isso porque não há dinheiro.
Espero que entendam que não é aqui uma crítica à administração municipal, mas sim uma constatação da situação financeira do município. Parece que alguns membros da administração ainda não se deu conta da situação de caos que vive as finanças públicas.
Seria muito melhor que a administração municipal (prefeito, secretários, diretores) só abrissem a boca para jogar fora o anzol, caso não queiram morrer…

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