Saúde Mental descentraliza atendimento e zera fila de espera

Município descentralizou o atendimento que hoje é feito nos Grupos Comunitários de Saúde Mental nas unidades de saúde

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Veja abaixo os locais e horários dos Grupos Comunitários de Saúde Mental. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3525.7204.

Antes, só com o atendimento prestado pelo CESM (Centro de Especialidades em Saúde Mental), havia uma fila de pacientes de oito meses a um ano de tempo de espera para ser atendido. Hoje, com a descentralização do atendimento e a criação dos Grupos Comunitários de Saúde Mental essa fila zerou. A informação é da psiquiatra Ana Carolina Oda Nevoeiro, responsável pela Rede de Atenção Psicossocial da Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro.
Havia também um índice de 30% de desligamento de pacientes do programa por faltas. Hoje, com a demanda espontânea e aberta nos grupos a fila zerou, segundo Ana Carolina.
Esse trabalho descentralizado, por orientação do Ministério da Saúde, vem sendo realizado desde 14 de agosto. Com o fim do antigo CESM foram criados os Grupos Comunitários de Saúde Mental, que hoje atuam diretamente nas unidades de saúde do município.
Muito mais do que o simples atendimento psicológico, os grupos tem sido espaços dedicados ao cuidado com a saúde mental e com o amadurecimento pessoal. Por meio de reuniões, o grupo propõe um exercício continuado de atenção e reflexão sobre a vida cotidiana, partilhando experiências e buscando aprender com elas.
“Hoje há um contato maior da pessoa com ela mesma e há uma ampliação do acolhimento. Antes o paciente tinha de vir até a gente, hoje nossos psicólogos é que vão até eles. E essa proximidade junto com a estrutura de atendimento das unidades de saúde possibilita resultados mais eficazes”, explica a psiquiatra.
Aberto a todos, os grupos tem uma dinâmica de trabalho que incluem discussão dos casos com a rede de atenção básica de saúde em Rio Claro e a participação dos familiares nos grupos. “É um trabalho ampliado com o envolvimento de vários profissionais no atendimento ao paciente, com excelentes resultados”, acrescenta Ana Carolina.
O que antes era apenas um atendimento ambulatorial e feito apenas com encaminhamento, no CESM, hoje é mais amplo e tem maior alcance nas unidades de saúde.
Além dos grupos, que faz o atendimento com psicólogos no território próximo às residências dos pacientes, há ainda o encaminhamento à psiquiatria. Antes o encaminhamento de um paciente para a rede de saúde mental do município, para atendimento de psiquiatria, por exemplo, era feito exclusivamente pelo Caps III (Centro de Atenção Psicossocial) para o CESM. Hoje os encaminhamentos à psiquiatria são feitos a partir dos médicos que atendem nas unidades de saúde do município e o atendimento é feito no Cead (Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico), incluindo a assistência exclusiva de pacientes oncológicos e também avaliação psicológica para a cirurgia bariátrica. Os casos de maior complexidade são encaminhados para o Caps III.

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