Palestra motivacional reúne mais de 400 servidores da Saúde

A palestra “Coaching: o poder transformador” reuniu servidores da Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro ao longo de toda a semana, no auditório das Faculdades Anhanguera.  Entre segunda-feira (28) e sexta-feira (1), grupos de funcionários da saúde assistiram à palestra motivacional, ministrada pelos “master coaches” Gisele e Cláudio Pacheco. No total, mais de 400 servidores participaram.
Os palestrantes falaram da importância de se aplicar no dia a dia os conceitos de inteligência emocional e autorresponsabilidade usando as diversas situações da rotina de trabalho como exemplos. PALESTRA MOTIVACIONALCoaching5 (1)
O evento foi organizado pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde, Treinamento e Desenvolvimento (Nestd), sem custos para a Fundação Municipal de Saúde. “Motivar, ouvir e proporcionar evolução de conhecimentos aos nossos servidores também são ações que refletem no bem estar dos colaboradores e na melhoria do atendimento à população”, comenta o secretário municipal de Saúde, Djair Francisco.

Livro “Memórias de Midiel” será lançado neste sábado no Casarão da Cultura

O Casarão da Cultura de Rio Claro sedia neste sábado (2), às 20 horas, o lançamento do livro “Memórias de Midiel – Histórias e Casos de Rio Claro e sua Gente”. O livro traz várias histórias da cidade contadas em prosa por Midiel Christofoletti, falecido em 2008. A obra é uma compilação dos melhores textos publicados nos jornais de Rio Claro por Midi, como era carinhosamente chamado o autor, em seleção feita pela família do autor.
Escrito em uma linguagem fácil e acessível, o livro não restringe faixa etária e pode ser lido por crianças e adultos. “Pessoas de todas as idades serão convidadas a relembrar a história de nossa Cidade Azul através da linguagem acessível, muitas vezes cômica e particular do autor”, informa Fátima Christofoletti dos Santos, filha de Midi.
De acordo com ela, os textos foram selecionados entre 1.400 crônicas, trabalho realizado durante seis anos. A editora responsável pela publicação fez a seleção final dos textos que interligam fatos históricos da cidade. Escolas, igrejas e floresta estadual são alguns dos temas tratados na obra que tem como objetivo aguçar a memória dos saudosistas e também perpetuar a história da cidade, permitindo que novas gerações tenham acesso ao rico acervo de informações que o autor detinha.
A atividade conta com apoio da prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura, e do vereador Val Demarchi. O Casarão da Cultura fica na Rua 7 com a Avenida 3, Centro de Rio Claro.

II Festival de Dança do Shopping Rio Claro acontece de 1º a 16 de setembro

Com o objetivo de promover a dança como expressão artística e contribuir para sua difusão cultural na cidade e região, acontece de 1º a 16 de setembro o II Festival de Dança do Shopping Rio Claro, com entrada gratuita. O Festival conta com a participação de 15 grupos de dança da cidade, que levarão para a Praça de Alimentação do Shopping Rio Claro os estilos jazz, balé, street dance, dança de salão, dança contemporânea, sapateado e ginástica acrobática, dentre outros.
Durante os 16 dias de Festival, mais de 350 dançarinos se apresentação no palco montado na Praça de Alimentação do Shopping. O evento acontece a partir das 19h30.
“Com o sucesso da primeira edição do Festival de Dança do Shopping Rio Claro, realizado no ano passado, temos certeza que essa segunda edição será ainda melhor, pois ampliamos o número de dias e de escolas e academias, com apresentações que encantarão os nossos clientes”, destaca Everton Rondini, Gerente Geral do Shopping Rio Claro.

Programação das apresentações
2 de setembro, a partir das 19h30: Academia de dança Andrea Faverão
3 de setembro, a partir das 15h: Grupo Contra Tempo Unesp
4 de setembro, a partir das 19h30: Ballet da Vida Vila
5 de setembro, a partir das 19h30: Cia Exciton Unesp
6 de setembro, a partir das 19h30: Espaço de Dança Marta Brunelli
7 de setembro, a partir das 19h30: Coda Cia de Dança
8 de setembro, a partir das 19h30: Espaço Dança Yahmeh
9 de setembro, a partir das 19h30: Estúdio Tatiana Leite
11 de setembro, a parti das 19h30: Colégio Puríssimo
12 de setembro, a partir das 19h30: Ivani Ballet
13 de setembro, a partir das 19h30: Escola Rafaela Martins
14 de setembro, a partir das 19h30: Floridiana Tênnis Clube
15 de setembro, a partir das 19h30: Academia Tatiana Carraro
16 de setembro, a partir das 19h30: Sesi Rio Claro

Rio Claro realiza campanha de prevenção e combate à tuberculose

Durante todo o mês de setembro a prefeitura de Rio Claro, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, intensificará ações de prevenção à tuberculose. Cerca de 200 exames serão realizados em trabalho coordenado com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE, regional de Piracicaba).
O objetivo da campanha, desenvolvida pela Vigilância Epidemiológica de Rio Claro e rede municipal de Atenção Básica, é informar a população com foco na prevenção e, para isso, cartazes já foram afixados nas unidades de saúde. A tuberculose tem cura e o tratamento gratuito é disponibilizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo a Vigilância Epidemiológica, Rio Claro conta atualmente com 35 pacientes com tuberculose em tratamento na rede municipal. Desses, 33 estão em tratamento supervisionado nas unidades de saúde mais próximas às suas residências, e precisam comparecer de segunda a sexta-feira na unidade para receber a medicação supervisionada.
Como forma de incentivo à continuidade do tratamento, os pacientes recebem café da manhã e, a cada dois meses, uma lata de suplemento alimentar. Se o paciente for efetivo no comparecimento à unidade de saúde e não faltar à consulta médica mensal, também recebe uma cesta básica ao final do mês, com direito a até seis cestas básicas durante o tratamento. No último mês foram fornecidas 32 cestas básicas para os pacientes com tuberculose em Rio Claro.
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta principalmente os pulmões. Anualmente, são notificados cerca de 10 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a tuberculose ainda é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos, e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença.

Brincadeiras e esportes de graça no Jardim Brasília domingo

Com opções variadas para divertir as crianças, Rio Claro realiza no domingo (3) a terceira edição do Resgatando o Brincar. Das 14 às 18 horas haverá atividades gratuitas na escola municipal Caic, no Jardim Brasília.
“O brincar é muito importante para o desenvolvimento da criança e atividades que promovam e estimulem este hábito devem ser incentivadas”, comenta Daniela Ferraz, secretária de Cultura.O PROJETO RESGATANDO O BRINCAR (1)
Para fazer a alegria da criançada, haverá no local diversas brincadeiras e modalidades esportivas, além de apresentação circense, do Festival Paulista de Circo, e distribuição de pipoca e algodão-doce. Entre as atividades programadas estão cama-elástica, capoeira, confecção de pipas, jiu-jitsu, halterofilismo, judô, xadrez e damas, handebol, futsal, zumba, ciclismo, slackline e oficina de rolimã.
“O Resgatando o Brincar é resultado do trabalho conjunto de Câmara de Vereadores, prefeitura e voluntários, que com empenho se dedicam na realização do evento”, observa o vereador Geraldo Voluntário, autor da lei que propõe a atividade.
A programação inclui ainda ações voltadas à saúde, estética, meio ambiente e gerenciamento de resíduos. Outros atrativos do evento são serviços de corte de cabelo e troca de óleo usado por cesta verde. As participações do Tiro de Guerra, Canil da Guarda Municipal e Cavalaria da Polícia Militar também foram confirmadas. A escola Caic fica na Avenida 18 JB, 401, Jardim Brasília.

Rio Claro discute possibilidade de criar Centro de Reabilitação de Animais

O município de Rio Claro continua discutindo a possibilidade de instalar um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras). O assunto foi discutido em reunião realizada nessa sexta-feira (1º) no paço municipal com representantes da prefeitura e entidades que atuam em defesa do meio ambiente.
“Temos feito várias ações voltadas para a educação ambiental e a criação do Cras pode vir a somar nesse trabalho”, comentou o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, lembrando que o município conseguiu a transferência da Cia. da Polícia Ambiental de Araras para Rio Claro e vai inaugurar em breve a Sala Verde no Lago Azul.
O Cras tem por objetivo prestar atendimento médico veterinário aos animais vítimas de atropelamento, queimada, caça, tráfico, entre outros acidentes e, após o processo de reabilitação, soltá-los em seu habitat natural. Uma área próxima à Usina de Corumbataí está sendo analisada para receber o centro. A instalação do Cras depende de outros projetos e ações que estão em andamento.
“O centro visa contribuir para revitalização da biodiversidade e valorização dos recursos naturais da cidade”, afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente, Antonio Penteado. “O objetivo é resgatar e auxiliar na recuperação de animais que sofrem acidentes ou maus tratos”, reforça Solange Marscherp, diretora do Departamento Municipal de Proteção Animal.
“Queremos tornar Rio Claro uma referência ambiental, um pólo a ser seguido no Estado de São Paulo”, disse o promotor de Justiça, Gilberto Porto Camargo que cumprimentou o prefeito Juninho da Padaria pela conquista de transferir para Rio Claro a 7ª Cia. PMA que antes ficava em Araras.
A promotora de Justiça Alexandra Faccioli Martins, do Gaema de Piracicaba, destacou a necessidade da destinação de recursos para viabilizar a instalação do Cras e sua manutenção. Ela sugeriu que o dinheiro obtido com multas de infrações ambientais seja utilizado para esse fim.
Também participaram da reunião Rodrigo Ragghiante, procurador geral do município; vereador Júlio Lopes; Miguel Milinski, presidente da Associação Amigos do Horto Navarro de Andrade; Alessandro Almeida, do Departamento de Proteção Animal; Marcos Fernandes Gaspar, da ONG Miraterra; Cláudio dos Santos Silva, da Comissão de Meio Ambiente da OAB; Carlos Lopes, do Ministério Público; Samuel de Oliveira Nunes e Jorge Bellix de Campos, da Associação Mata Ciliar; Ivo Fabiano Morais, da Polícia Ambiental; e José Renato dos Santos, da Floresta Estadual.

Inauguração do Matadouro Municipal completa 131 anos

Apesar da pressão e clamor de setores mais esclarecidos da sociedade rio-clarense que conhecem a história e defendem a necessidade de uma política de preservação capaz de impedir que monumentos arquitetônicos cheguem ao extremo estado de abandono e destruição, o problema persiste.
É o caso – dentre muitos outros – do antigo Matadouro Municipal, em iminente risco de desabamento no local. Inclusive, a degradação do Meio Ambiente provocado pelo Lixão Municipal anexo.
Lamentavelmente, o antigo Matadouro Municipal, principal prédio industrial de Rio Claro, do período imperial, começou a desmoronar.
Às margens do “monstruoso” Lixão Municipal (onde jazem os restos vegetais da histórica Figueira da Boa Morte e a da Praça Major José David Teixeira, das árvores do Mercado Municipal, Avenida da Saudade…), situa-se o Matadouro, na nobilíssima área de Rio Claro, entre a Cidade Jardim e o Aeroclube. Região do Complexo Educacional COC e do Boulevard dos Jardins; da Rua João Polastri (extraordinário jogador de futebol e Treinador do Velo Clube, grande entusiasta do esporte rio-clarense), antiga Estrada do Matadouro; dos Condomínios Jardins Di Scarpa, Villágio Gávea, Jardim Botânico, Vila dos Manacás, Jardim Leblon, Jardim Porto Fino, Condomínio Residencial Paraty, Residencial Portinari e Jardim Itapuã (que dá acesso aquele saturado lixão municipal).
O Matadouro, inaugurado em 22 de agosto de 1886 pelo Intendente Dr. Manoel Pessoa de Siqueira Campos, com inscrição no frontispício, foi visitado pelo Imperador D. Pedro II (tendo desembarcado na Estação Ferroviária, se hospedou na residência do Intendente, atual Casarão da Cultura – cfr. Atas da Câmara), na sua segunda viagem à Rio Claro, em novembro daquele mesmo ano. A comitiva, assinalando a sua passagem, posou para uma fotografia no local (nos anos de 1990, a competente e conceituada Arquivista Municipal, Maria Antonia Gardenal Molon, fez pesquisas junto à Fundação Biblioteca Nacional sobre o paradeiro das fotos aqui realizadas – a Instituição possui cerca de vinte e cinco mil fotografias elaboradas por Sua Majestade).
Pertencente, portanto, à fase “pioneira da indústria rioclarense”, seu funcionamento foi regulamentado pela Prefeitura Municipal, através de Decreto editado em 05 de agosto de 1893 (o abate de animais e a distribuição da carne eram realizados por concessionários mediante contrato com a Municipalidade).
Em 1933, durante a administração do Prefeito Benedicto Joly, passou por reformas que visavam à adequação do prédio às normas vigentes de higiene e saúde pública. Entretanto, a pequena obra não foi suficiente para garantir-lhe boas condições de funcionamento.
Dada à precariedade de suas instalações, o Matadouro foi fechado em 1965, pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Oportuno lembrar que o prédio do Matadouro Municipal foi totalmente revitalizado na década de 1980, voltando a funcionar.
Vistoriado em 1999, foi solicitada – e não atendida – a realização de pequenos reparos no prédio e limpeza da área (à época da elaboração do Levantamento Arqueológico-Histórico de Áreas de Interesse do Município de Rio Claro e região, requerido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN).
O prédio conserva as mesmas linhas arquitetônicas da época em que construído; apenas as janelas originais de sua fachada foram substituídas; com parte do telhado desmoronado. Nas paredes, com reboco caído, invadidas pela vegetação (que necessitam de urgentes intervenções para consolidação), há grafite e construção anexa de um cômodo. À entrada do prédio enorme poço artesiano foi aterrado.
É nosso dever empreender esforços para a preservação deste importantíssimo patrimônio histórico rio-clarense – em nobre área urbana municipal de pelo menos dois alqueires – de forma que possa vir a ter uma destinação prática (esta porção sul da cidade poderia abrigar um complexo cultural, com biblioteca, centro de exposições… até mesmo um Museu).
Lembrado que, o Lixão Municipal, excepcional obra de “engenharia ambiental” foi formado ao lado de nascentes e do Rio Ribeirão Claro na administração do prefeito Cláudio Antonio Di Mauro.
Nesta oportunidade, registre-se a exemplar atuação do empresário Geraldo Leonardo Zanello, falecido recentemente, na defesa incansável da memória histórica rio-clarense, da preservação e conservação de bens culturais, tombados ou não, através do incentivo às publicações no “Diário do Rio Claro”.

Anselmo Ap. Selingardi Jr.
Perito Judicial em Arqueologia e Documentação Histórica
Inscrição: N. 1417 SP

 


Vista interna da parede principal em risco de desmoronamento
Vista interna da parede principal em risco de desmoronamento
“Bonsai” gigante decíduo formado na parede
“Bonsai” gigante decíduo formado na parede
Antiga residência do Intendente Dr. Siqueira Campos (atual Casarão da Cultura)
Antiga residência do Intendente Dr. Siqueira Campos (atual Casarão da Cultura)
Estruturas do Matadouro invadidas por raízes
Estruturas do Matadouro invadidas por raízes
Sala interna onde os animais permaneciam após o abate
Sala interna onde os animais permaneciam após o abate
Fachada principal do Matadouro vendo-se inscrições
Fachada principal do Matadouro vendo-se inscrições
Grafite ao fundo na parede interna do prédio
Grafite ao fundo na parede interna do prédio
Antigo prédio do Matadouro Municipal na década de 1930
Antigo prédio do Matadouro Municipal na década de 1930

O inalterado e inalterável discurso de populistas e tiranos

Leio nos jornais que Donald Trump, em mais uma de suas bravatas, ameaça jornalistas constantemente, assim como o seu arquirrival Maduro, na Venezuela. Talvez Trump não chegue a mandar fechar jornais ou canais televisivos, como o venezuelano, mas, na realidade, o seu comportamento difere pouquíssimo do “homem de bigodes” sul-americano.
Uma simples pincelada em qualquer livro sério de história geral nos mostra que os comportamentos, assim como certas expressões idiomáticas pronunciadas em diferentes línguas e, sobretudo, certos tons de ameaça e de demonstração de força e de “dureza” (a dos tough guys) se arrastam pela linha cronológica do tempo como serpentes sempre prontas para dar o bote. São tiranos e tiranetes, homens e mulheres, demagógicos defensores do povo que já levaram nações aparentemente pacíficas e ordeiras a guerras cruéis e sangrentas.
Ao longo da história, portanto, sempre houve os que souberam enganar, tomando o poder com a força bruta ou elegendo-se por meio de processos democráticos, fraudulentos ou não, talvez até manipulados ou “orquestrados” pela mídia ou por lobistas. Se, todavia, sempre houve os astutos que souberam ludibriar, é porque sempre houve (e sempre haverá, infelizmente) os que se deixaram ludibriar. Por quê?
Talvez seja um problema universal de desinformação, mas como explicar, sobretudo nos países desenvolvidos, o enorme acesso a notícias e comentários, facilmente obtidos por meio da internet e das redes sociais? Talvez o problema resida no tipo de informação que chega às pessoas, muitas vezes banalizada, direcionada ou até parcial e mal-intencionada. Talvez, mais propriamente, a responsabilidade esteja nas mãos de quem possui o dever de informar e instruir, isto é, basicamente, todos os tipos de jornalistas ou professores.
Não me parece, porém, satisfatório liquidar a questão dessa maneira. Mais do que responsabilizar jornalistas e professores é preciso atentar para o fato de que tanto os profissionais da mídia como os profissionais do ensino foram “formados” (ou “desinformados”) pelo mesmo tipo de instrução, pública ou particular, que geralmente é ministrada em todas as escolas do mundo, de uma escola da periferia de São Paulo a Harvard. Trata-se, de maneira bastante sucinta e sem pretender esgotar o polêmico assunto, de uma escola “conteudista”, em que os professores são orientados a cumprir um programa que supostamente daria conta de todo o conhecimento humano, tanto nas disciplinas de humanas como nas que se referem às “ciências naturais”. Grosso modo, e com as devidas exceções que, por serem exceções, têm pouca força, despejam-se sobre as crianças, adolescentes e jovens séculos de história, centenas de filósofos e escritores, milhares de noções sobre a configuração da Terra e do cosmo, além de milhares de cálculos, teorias, fórmulas e quejandos. Quase nunca tais informações agem sobre a vida destes jovens, ajudando a formar consciências, ensinando a discernir, ponderar, tolerar e, sobretudo, a duvidar. Sim, duvidar, porque é preciso usar todo o conhecimento sobre o ser humano e sobre o mundo que nos cerca para ensinar os “educandos” a duvidarem do que ou de quem se apresentar como a solução para todos os males.
Evidentemente, caso os canais de informação e os sistemas de ensino funcionassem como “disseminadores de dúvidas”, mais do que de certezas, talvez não houvesse mais tantos tiranos e demagogos, geralmente péssimos administradores do patrimônio público, mas hábeis desviadores de recursos e verbas para os próprios bolsos. Quem aprender a duvidar não necessariamente aprenderá também a não acreditar em mais nada, caindo num ceticismo infrutífero. Aprender a duvidar a partir da leitura dos grandes clássicos ou do estudo aprofundado da natureza que nos cerca, ou seja, sem esgotar tudo em fórmulas ou técnicas, significa também inculcar na mente o domínio das próprias paixões, o respeito pela diferente, multifacetada e variegada realidade que procura sempre nos mostrar o absurdo da homogeneização forçada ou da defesa da supremacia de uma etnia ou de uma cultura, além de ajudar a ministrar a sabedoria própria de quem respeita o semelhante por ter plena consciência de que se encontra na mesmíssima condição existencial do outro.
Enfim, não basta também aprender com os erros da história e com os enganos cometidos no passado. Os seres humanos definitivamente não aprendem com as lições do passado pelo mesmo motivo que uma criança ou um jovem não se conscientizam quando sobre eles “despejamos” conteúdos. É preciso vivificar e fazer agir entre nós tanto os ensinamentos dos grandes clássicos da filosofia e da literatura, como também o conhecimento do mundo natural que nos cerca e dos eventos históricos que perpassaram pela humanidade. Só assim evitaremos um futuro Donald Trump (ou Nicolás Maduro)!
Sérgio Mauro é professor da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.

Darcy Ribeiro Compreendendo o Brasil O enfrentamento dos mundos

As matrizes que compõem a formação do Brasil têm naturezas distintas, e consequentemente provocaram os mais variáveis conflitos, em função das visões e culturas profundamente indissolúveis das suas crenças, e de seus respectivos modos de vida. Neste contexto, surge a luta de sobrepujar um ao outro.
Evidentemente que a matriz portuguesa, com seu tirocínio de ser um povo ciente de seus objetivos “civilizatórios”, imbuídos da sagrada sina de salvaguardares da Cristandade, nos tempos das Cruzadas, e com a corte sedenta de acúmulo econômico, enxergaram na matriz indígena e nas novas terras, a mais oportunachance de se enriquecer nesse ninho de, segundo eles, hereges.
O desmoronamento da fé em Maíra, seu Deus sol, levou os índios às ruínas das bases de sua vida social e de seus valores mais profundos; e a catequização missionária dos jesuítas caiu como um flagelo sobre os índios. Afinal, por suas iniquidades de seus pecados, que o bom deus do céu incidira sobre eles como um galgo selvagem ameaçando lançá-los ao inferno.
O bem e o mal, a virtude e o pecado, o valor e a covardia, tudo se embaraçavae se conflitava.
O choque civilizatório foi fatal para a matriz indígena, pois na contextualização de sua desindiginização, saíram do paraíso tropical para lógica perversa da escravatura e da catequese. O veneno irresistível do novo, como as ferramentas dos adornos e as aventuras os faziam presas fáceis frente às faces colonizadoras.
Após o primeiro impacto, o enfrentamento dos índios foi inevitável e eles resistiram até o limite possível, porém o conceito de tribo da qual eles viviam – desajustada -, em uma ação coesa, encontrou um inimigo tecnologicamente mais avançado, bem armado e organizado.
Tragicamente os mares carregaram com os portugueses, os mais eficientes agentes exterminadores da matriz indígena. Junto com eles chegaram ao novo mundo doenças letais como a varíola, a caxumba, dentre outras; até mesmo uma simples gripe foram fatais para os índios.
Desprovidos de qualquer caráter humanitário, o propósito da colonização jesuíta enfrentou a selvajariados colonizadores leigos que utilizavam as mais perversas formas de escravizar os índios, sendo que este confrontoteve consequências diretas na Igreja Romana e na Coroa portuguesa.
Discrepantes em si, a colisão de mundos tão diferentes levou o olhar português à afirmação conceitual de serem eles próprios os “novos Cruzados”, chegando a conjecturar se a indianada fazia parte do gênero humano e, se teria salvação.
O banho de lixívia em suas almas era inevitável. Afinal, a antropofagia em rituais selvagens, a ociosidade, os costumes pagãos, eram intoleráveis nas crenças europeias da época.
Imbuída de protagonistas da revolução tecnológica mercantil, a matriz portuguesa tinha em seu cerne os traços sociais de uma formação sociocultural imperial, mercantil e salvacionista.
Ideologicamente desenvolveu um catolicismo messiânico com o desígnio irrenunciável de erradicação dos dissidentes mundanos, associado à aspiração de riquezas e de hegemonização.
A constituição conflituosa na formação do Brasil começou sob o signo da imposição cultural da matriz portuguesa que vencera sua primeira grande batalha no mundo novocom a desindinização, porém começaram eles também a se deseuroperizar.
Um novo gênero humanogerminava.

Henrique Matthiesen
Bacharel em Direito
Jornalista

NOVO PATAMAR CIVILIZATÓRIO.

JUAREZ ALVARENGA

A vida é um processo de evolução constante. A continuidade das coisas toma suas características à medida que modifica para melhor.

Os vinte anos que seguem vão ser de revolução profunda, sistemática e completa. O processo vindouro, que hoje, inicia atingirá um novo patamar civilizatório.

Estamos num embrião de uma nova era. Os vinte anos vindouros serão da sacramentação da cabeça.

A humanidade atingirá picos evolutivos, nunca vistos na história.

Na medicina, o espaço e inteligência artificial serão instrumentos capazes de atingir além do imaginário. A ciência com sua racionalidade e criatividade, perseguirá objetivos hoje inatingíveis.

O homem aproximará da construção divina. Mas, seus sentimentos seguirão a logica racional, porém nunca extinguirá. O afeto, o amor terão uma nova roupagem, mas nem a mega revolução conseguirá exterminar.

O homem estará perto da perfeição. Os mistérios divinos serão investigados e revelados. Dando as mentes privilegiadas novos premio Nobel. O que crescerá em todos os setores, nos últimos vinte anos, será maior do que os dois mil anos de cristianismo.

A política daqui a vinte anos será de ideias e não interesses. O capital do conhecimento estará na moda enterrando o capital patrimonial. Os eleitos terão os perfis derivados das mentes privilegiadas. A malandragem e a sagacidade não extinguirão, mas terão seus valores relativizados.

A medicina aproximará o homem da quase imortalidade. As doenças serão diagnosticadas antes dos sintomas aparecerem. Os tratamentos serão indolores, eficazes e inteligentes.

O espaço será conquistado e conforme as revelações colonizadas.

A inteligência artificial trará mais ócio, para humanidade tirando a rusticidade humana e criando uma personalidade mais delicada e complexa.

O futuro será das mentes privilegiadas. E não como é hoje dos que têm patrimônio.

A grandeza humana atingirá o seu ápice. O individuo será mais abstratos por isso acreditam na evolução da religião e na aceitação divina.

A ciência nos trará supreendentemente revelações e a grandeza divina, como construtor destas obras, atingirá o truísmo das aceitações incontestáveis.

O novo patamar civilizatório, que inicia na contemporaneidade, chegará a processo evolutivo conscientemente significativo.

A grandeza humana nos erguerá a magnitudes magicas. E isto é para breve.
E MAIL: juarezalvarengacru@gmail.com