Princesa Isabel faz Juramento no Senado

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Juramento da Constituição pela Princesa Isabel perante o Senado

A escravatura já era contestada desde a Assembléia Constituinte de 1823, quando José Bonifácio de Andrada e Silva propôs que o Brasil, como os Estados Unidos da América, substituísse os escravos por imigrantes europeus. Em 1830, o Governo brasileiro assinou tratado imposto pela Inglaterra, transformado em lei que obrigava a extinção do trabalho escravo no prazo de quinze anos. Entretanto, o tráfico negreiro continuou de maneira indiscriminada apesar da forte e continuada pressão britânica. Em 1851, o chefe do Gabinete Ministerial, Senador Euzebio de Queiroz Mattozo da Camara, ordenou à polícia que localizasse negros importados ilegalmente e prendesse os negreiros e fazendeiros infratores, cessando o tráfico de escravos.
Em 1860, a herdeira do Trono, Princesa Isabel, prestou juramento no Senado. Tornou a fazê-lo em 1871, 1876 e 1887 como Regente do Império nas ausências do pai. A adesão da Princesa à causa abolicionista atraiu a animosidade dos latifundiários.


abolição 1a

Bilhete da Princesa Isabel a seu pai, datado de 13 de maio de 1888, comunicando ter sancionado a lei de extinção da escravidão (cópia doada pelo Príncipe D. Pedro Gastão; o original se encontra no Arquivo do Vaticano):
“Empereur Brésil, Milan.
Acabo sanccionar a lei da extincção da escravidão. Abraço Papae com toda a effusão do meu coração. Muito contentes com suas melhoras. Commungamos hoje por sua intensão.
Isabel”


 

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