VITÓRIA DO SIM NA CÂMARA FEDERAL

168

 

Por Alessio Canonice –  alessio.canonice@bol.com.br

Como é do conhecimento de todos que tiveram acesso à mídia, principalmente às imagens trazidas pela televisão, o presidente Michel Temer garantiu o arquivamento da denúncia contra ele por corrupção passiva e, assim sendo, a manutenção do mandato presidencial até o dia 31 de dezembro de 2.018.
Após 11 hortas de sessão, o plenário da Câmara dos Deputados, na quarta-feira que se findou, dia 02 do mês em curso, o governo obteve placar mínimo de votos para barrar a abertura de processo contra o peemedebista e impedir que o caso seguisse para o Supremo Tribunal Federal.
Temer, pelo que se tem conhecimento, foi o primeiro presidente brasileiro no exercício do mandato a ser denunciado por uma espécie de corrupção passiva, acusado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot de supostamente ter beneficiado o empresário Joesley Batista, proprietário da JBS e delator ao mesmo tempo da Operação Lava Jato.
Desde a denúncia, o governo acabou por manter uma agenda de negociações com deputados para garantir a vitória na Câmara, usando de todos os artifícios possíveis e esses se consolidaram com essa vitória.
No que tange à sessão da Câmara para votação do “sim” ou “não”, teve início por volta das nove horas, comandada pelo deputado e presidente da Edilidade Rodrigo Maia (DEM-RJ) e a votação começou após horas de discursos por volta das 18h30, estendendo-se até às 21:00 horas, aproximadamente.
O voto pelo sim era a favor do relatório substitutivo do deputado Ab-Ackel (PSDB-MG), que na CCJ pediu a rejeição da denúncia contra Temer. Já o voto pelo não era contra o relatório, ou seja, a favor da aceitação da denúncia da PGR e consequente envio ao Supremo Tribunal Federal.
Para abertura do processo contra Temer eram necessários que dois terços da casa (342 parlamentares) votassem a favor da aceitação da denúncia contra o presidente da República.
Como não poderia deixar de se destacar nesta oportunidade, a imprensa internacional fez alusão à vitória de Temer na Câmara, cuja avaliação se prende ao fato de que o país não poderá continuar com a crise política e partir para o caminho que o leve ao progresso efetivo e social.
De acordo com alguns entendidos neste assunto, a acusação contra Michel Temer somente poderá ser analisada quando o atual presidente deixar o cargo, salvo se algum fato novo vier à tona e dar início a uma nova crise da forma com a qual se desencadeou esta última.
Dentre as justificativas usadas pelos votos “sim”, diversos deputados afirmaram que a permanência do presidente Michel Temer é importante para dar estabilidade na economia do pais. Alguns congressistas também se referiram ao esforço da agricultura prometido pelo presidente, que na terça-feira, dia primeiro, teve um almoço com a participação de Temer com representantes das bases alidadas ruralistas da Câmara e do Senado.
É evidente que, no último mês, o presidente intensificou reuniões com deputados e senadores aliados, além de ampliar a liberação de emendas parlamentares, verbas do Orçamento destinada a obras e projetos indicados pelos deputados. Em sua defesa, o Planalto afirma que a liberação das emendas é uma imposição legal e não tem relação com a votação na Câmara.
Entre as estratégias adotadas para conseguir barrar a denúncia, o governo incentivou ainda os partidos da base aliada a promoverem uma série de mudanças de membros titulares e suplentes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
A medida deu certo e na Câmara o relatório aprovado pedia a rejeição da investigação, sendo que o parecer vencedor do deputado Ab-Ackel (PSDB-MG) foi justamente o que obteve em votação nesta quarta-feira da semana passada, recebendo aprovação da maioria dos 531 deputados da Câmara Federal.
Quanto às faixas e panfletos pedindo “Fora Temer” não encontraram o respaldo necessário e nem aprovação maciça de populares, porque sentiu que a vitória do “sim” estava mais que consolidada.
Agora, é aguardar o andamento dos passos do Palácio do Planalto que luta para conquistar o apoio da população, porém, de momento, esse apoio está longe de alcançar os objetivos e anseios do governo, já que a sua aprovação é a mais baixa da história de um governante que está passando pelo Poder Central.

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA