PERSPECTIVAS REMOTAS

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Por Alessio Canonice – alessio.canonice@bol.com.br

A economia do Brasil continua a desejar e está muito distante de se enquadrar nos moldes de um país que deseja crescer e se desenvolver para alegria de um povo sofrido com marcas que, dificilmente, sairão dos pontos em que se afixaram, diante de um governo que até agora não trilhou o caminho da prosperidade e se arrasta à medida em que os dias do calendário sinalizam momentos difíceis.
Embora o governo mostre impulso para um cenário de crescimento, o clima de insegurança impera, porque não se tem uma previsão da retomada da economia e a tendência é de que cada contribuinte que paga seus impostos parta para novas iniciativas na comparação de um governo com índice de apenas 5% de aprovação.
Nos dias atuais, o brasileiro está mais propenso em levar avante suas ideias do que ficar à espera de melhores dias de um governo que tenta impor seus métodos como fórmula de fazer com que a atuação do Poder Central esteja se conduzindo de uma forma a surtir os efeitos de sucesso, mas até agora não convenceu a maioria absoluta dos brasileiros.
Com a liberação das contas inativas do FGTS houve uma reação positiva junto ao comércio e fez com que se aquecesse. De fato, colaborou para melhoria desse aquecimento, mas em função de uma passagem transitória, porque tudo volta a se estabelecer como antes, diante de uma política que se desenvolve com pouca perspectiva de progresso e bem-estar de todos.
Como não se pode ter uma previsão otimista de um governo envolvido em denúncias de corrupção, a opção mais lógica é de administrar os orçamentos, visando, especialmente, eliminar as dívidas anteriores e limitar as atuais como medida de segurança àqueles que assim procedem.
No que tange ao sério problema do desemprego, depois de um longo período que vem se arrastando, a abertura de postos de trabalho aos poucos vai tomando dimensão favorável, porém, não dá margem para comemoração, até que haja credibilidade por parte de todos que almejam um país vivenciando novas etapas de progresso e desenvolvimento efetivos.
É claro que há uma certa expectativa de que dias piores já vividos tendem a não se repetir, desde que o governo faça sua parte de uma forma que convença a todos que estão à espera de novos tempos e que resultem novas mentalidades por parte de nossos governantes, Legislativo e Executivo, com ideias renovadoras e que possam descrever as necessidades mais prioritárias de que tanto necessitamos.
Quando vem à mente de todos nós uma nova fase do governo, no sentido de equilibrar a economia, eis que, de repente, tudo cai por terra, tendo em vista o encontro do presidente Michel Temer com representantes de escolas de samba do Rio de Janeiro ocorrido na semana passada, para discutir ajuda do governo em prol do evento carnavalesco.
Este fato faz com que os brasileiros percam a esperança de credibilidade a um governo que, após ter prometido R$ 1 milhão para cada escola de samba, alcançando o patamar de R$ 13 milhões, que correspondem às 13 escolas do Rio de Janeiro, enquanto outros setores, tais como Saúde, Educação, Segurança e Habitação ficam no esquecimento, porque não fazem alusão ao desejo de toda a comunidade brasileira, mesmo com os esforços do poder público para melhoria desses setores.
Lamentavelmente, causa indignação este gesto do presidente da República, porque ocorre em um momento incerto, onde as dificuldades sinalizam melhor atenção por parte do Poder Central, estando neste contexto os servidores públicos do Rio de Janeiro e que atravessam a pior fase da história com milhares deles sem receber salário para o sustento próprio e o da família.
É claro que o evento carnavalesco sempre existiu e faz parte das festividades populares, mas que dependa de recursos próprios e campanhas sem onerar os cofres públicos da forma com que serão onerados com esta quantia de R$ 13 milhões de reais.
É preciso que o Sr. Presidente da República repense esta iniciativa pouco recomendada e que revolta milhões de brasileiros.

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