Redescobrir o melhor de São Paulo

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José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São Paulo

No vendaval de más notícias que assola o país, há espaços para bonança. Uma delas é a iniciativa do Instituto PROA, que promoverá algo oportuno e inovador em benefício do estudante da escola pública. A ideia é incentivar o alunado jovem a redescobrir São Paulo no aspecto cultural. A partir do intenso uso dos “mobiles”, um aplicativo indicará ao aluno qual a atração mais próxima a sua localização física. Ele será convidado a conhecer esse equipamento – seja museu, biblioteca, prédio histórico ou atração arquitetônica, por exemplo. Dentro do espaço indicado, será desafiado a resolver um pequeno “quis” e a responder uma das questões formuladas no formato de múltipla escolha.
Cada fase terá uma retribuição estabelecida em “proacoin” para se servir da moeda digital em cursa e já conhecida pelos frequentadores da web: o bitcoin. Esse “capital” será trocado por benefício de ordem cultural e, com isso, a juventude paulistana aprenderá a conhecer melhor a sua cidade.
Mais de 500 atrações já foram catalogadas. Muitas outras de certo existem e poderão ser acrescentadas. O importante é que o projeto levará exatamente a faixa adolescente a redescobrir o melhor de São Paulo e a se aproximar afetivamente desta metrópole desafiadora e apaixonante. São Paulo sempre esteve à procura de amor. E nunca esteve tão carente dele.
É alentador verificar que parcela diferenciada do empresariado oferece apoio à educação estatal assume o dever explicitamente descrito no artigo 205 da Constituição da República e faz sua parte. O protocolo de intenções assinado com o Instituto PROA, que tem como executivo o talentoso Rodrigo Dib e o como diretor Marcelo Barbará, foi um momento de reforçar a esperança em dias melhores para a escola pública.
Sem uma aproximação afetiva e efetiva da educação em todos os níveis, por parte de todos e não apenas do governo, o Brasil não alcançará os níveis civilizatório desejáveis. E sem eles, os prognósticos são aqueles plúmbeos que ninguém quer e nem gosta de pensar.

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