SEPARAÇÃO

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Ana Lucia Missaglia Guarnieri
“Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio”.
Jesus respondeu: Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. (…) O Filho do Homem enviará seus Anjos e eles retirarão do Seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os levarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o Sol no Reino do Pai”. (Mt., 13, 24-43)- Leitura do Evangelho, 23/07/2017.
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Dando sequência à Parábola do Semeador, em que o Senhor é “Filho e Semente de Deus”( L. Bruckberger, O.P.) é o Pão Vivo, descido do Céu, “no ventre de Maria, Mãe Três Vezes Admirável, que O consagra, nos altares, todos os dias” (D. Orlando Brandes)como nosso alimento Eucarístico, é Ele quem hoje nos define a SEPARAÇÃO entre o joio e o trigo, entre os maus e os bons, conforme Leitura do Evangelho de Domingo (pequeno texto citado acima).
— Que dizer quando, pelos atuais meios de comunicação, invisíveis, mas provas eficazes das riquezas de Cristo compartilhadas com a inteligência humana, a SEPARAÇÂO nos chega como forma de anedota? (-“Ficção”, talvez?)
Jô Soares, diante do Prof. Mário Cortella, “se abre”: “Estou separando de minha mulher porque ela é muito infantil: cada vez que me encontra na banheira, ela afunda todos os meus barquinhos”.
– Imaturidade, é sinal de quê? – Falta de responsabilidade?
Quinta-feira p.p. (20/07/2017) Ir. Carlos José da Cunha, interagindo com os participantes de diversas regiões brasileiras que, pela TV Aparecida, faziam seus pedidos de orações pelo Dia dos Avós comemorado a 26 de julho, em memória de São Joaquim e de Santa Ana que, já na velhice, conceberam a eterna Maria, a “cheia de graça”, Mãe do Senhor, o Irmão saiu da imaturidade para os rigores da sabedoria: “Meu pai dizia que quando se vai para a guerra se reza uma vez; quando se vai para a luta se reza duas vezes e quando se vai para o casamento se reza por três vezes”.
Sim, porque nas Bodas de Caná, cidade pobre da Galiléia, a pedido de sua Mãe, o Senhor Jesus, além de realizar o seu primeiro milagre, mudando a água em vinho, transformando na melhor bebida da alegria, do amor e da paz o vinho que faltou aos noivos para servir aos convidados, estabeleceu o vínculo do Sagrado ao Matrimônio e o convite, à família humana, à ascese ao Céu, à participação do seu Reino.
Deste povo é que saem os políticos, os Governos das Nações, sob a maravilhosa revelação do Cristo a Pilatos de que nenhum poder teria se não lhe fosse dado do Alto.
Entretanto, hoje, o que se ouve contra toda ficção, anedota, imaturidade, é o triste relato de Antônio C. Mariz de Oliveira, Advogado de Temer ( por extensão, de seus aliados a conspurcarem a boa Constituição Brasileira, desprezando o vínculo com o Sagrado) ao nomear a acusação de “manca e anêmica” e, de “chocha, capenga e frágil”, a denúncia, inutilizando até “o ver com os próprios olhos” a corrupção escancarada e o perigo de levar “outros a pecar” (Evangelho da Separação) pela falta de bom exemplo de Governantes para Governados. (E o Brasil tem hoje 14 milhões de desempregados, com mais de 204 milhões de habitantes, de acordo com dados mais recentes do IBGE; cerca de 155 milhões de católicos, com previsão de grande aumento de evangélicos para 2040).
Millôr Fernandes dá uma certa “mãozinha”, na separação do joio e do trigo, entre os maus e os bons: “Quem mata o tempo não é assassino, é suicida” , já que “o tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel” (Platão).E se Deus é o Mesmo ontem, hoje e sempre(Heb.13) o Magnificat de Nossa Senhora também é verdadeiro: Ele”despediu os ricos de mãos vazias”, os que nenhum bem fizeram ao progresso da Humanidade remida por Cristo.
Há questão de décadas, surgiam livros que apontavam a Cristo como empecilho ao crescimento das Nações movidas pelo dinheiro. E hoje, com as descobertas científicas de que o Espírito é que move o Universo e o mundo, os países movidos pelo dinheiro estão à beira do precipício, pois onde há tremenda injustiça coexiste muita miséria, ausência dos valores morais e éticos, que nos constroem, pouco a pouco, a cada dia.(Essa condescendência de ter só para si, “em nome de Deus”(!), é propaganda falsa).
O fato de a má ciência na fabricação e uso das armas nucleares favorecer os que se afastam de Deus não cria barreiras à Ciência que ajuda a descobrir a Verdade – patrimônio de Todos – muito menos apaga a luz que nasce da fé do povo sofrido, apoiado pelos mais responsáveis, para que “o venha a nós o Vosso Reino, assim na Terra como no Céu” anteveja as miríades de Anjos convocados na inadiável Separação do joio crescido junto ao trigo do “Era uma vez”…(dos” novos ricos” de Deus).

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