CADÁVER INSEPULTO

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Quando o conluio de “Joaquins Silvérios dos Reis” conspirou para chegarem ao poder por meio de um golpe, sustentados pelos barões da mídia, e pelo setor rentista no Brasil, ambicionavam lograr grande êxito.
O embuste do discurso ético e moral foi novamente instrumento para a desestabilização do fraco governo de Dilma Rousseff que, inexplicavelmente, optou por uma política econômica refém do “mercado”, quando nomeou Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda.
Formou-se a tempestade perfeita. A junção da criminalização da esquerda com uma avassaladora campanha midiática, um exército de Promotores e Juízes ideológicos e politiqueiros, uma política econômica desastrosa, com um congresso nacional refém de Eduardo Cunha e de cócoras para o grande capital que o comprou.
Chefiados pelo que há de pior na história republicana brasileira, o poder central no Brasil foi tomado por uma malta de delinquentes que se especializaram na locupletação de seu patrimônio à custa do dinheiro público. Enfim, as velhas raposas de nossa carcomida oligarquia política, tomaram o galinheiro.
Entretanto, os acontecimentos políticos produzidos por nossas apodrecidas instituições, enfermas de vaidades, corrupções e conchavos descortinaram-se de forma inequívoca a verdadeira face dos golpistas hipócritas. Veio à luz da sociedade brasileira toda a sujeira dos moralistas sem moral.
Testemunhamos de forma melancólica, inúmeros bastiões de uma nova era política no Brasil, serem transformados em cadáveres insepultos em plena Praça dos Três Poderes.
Inconvenientes, obstinados, teimosos tentam de forma desesperada uma sobrevida, um derradeiro fôlego, mas a marcha fúnebre que a história os reservou já caminha rumo ao purgatório – que é a cadeia e o escárnio público – destes salteadores.
Infelizmente, devemos ainda assistir o constrangedor teatro de horrores, das justificativas e manobras destes mortos-vivos, imbuídos de desconsolação. Um por um vai caindo e sendo desmascarado.
A rigorosidade que reservou a Joaquim Silvério dos Reis, sua exata dimensão na historia, conduz de forma primorosa o tamanho que esses cadáveres insepultos merecem.
Afinal, “Fora, Temer e seu bando!”
Henrique Matthiesen
Bacharel em Direito
Jornalista

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