PADROEIRO DA ECOLOGIA

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Ana Lucia Missaglia Guarnieri
“Por que Deus permite/que as mães vão-se embora?/Mãe não tem limite,/é tempo sem hora,/luz que não apaga/(…) veludo escondido/ na pele enrugada,/ água pura, ar puro/ puro pensamento/ morrer acontece/ com o que é breve e passa/ sem deixar vestígio./ mãe, na sua graça/é eternidade./ (…) Fosse eu Rei do Mundo,/ baixaria uma lei:/ mãe não morre nunca,/ mãe ficará sempre/ junto de seu filho/ e ele, velho embora,/ será pequenino/ feito grão de milho”. Carlos Drummond de Andrade, Para Sempre.


“Ninguém a temer (verbo). Por quê? Porque aqueles que se unem a Deus conseguem três privilégios: onipotência, sem poder; embriaguez, sem vinho; e vida, sem morte”. “Não te envergonhes se, às vezes, animais estejam mais próximos de ti do que pessoas. Eles também são teus irmãos”. São Francisco de Assis, Padroeiro da Ecologia.


Pois é… As palavras do Evangelho de Domingo p.p. se encontram aos pés do Cristo Redentor da Via da Saudade de Rio Claro, sob o Governo do Dr. Augusto Schmidt Filho, em seu segundo mandato: “Vinde a mim os que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt. 11, 25-10).
Cansada e feliz é como chegou Maria de Lourdes Buratti de mais uma de suas viagens ao exterior, na semana passada, (depois das realizadas pelo Brasil) desta vez, à Holanda, França e Inglaterra, dizendo que “lá eles tem História, é tudo muito bem preservado e aqui eles jogaram fora a História(!) mas não troca o Brasil por nenhum outro país do mundo”. (Aqui fala a linguagem do coração, o Amor que revigora o sentido de Pátria. Revive-se profundamente o ditado de que Deus é brasileiro)…
Apenas pouco mais de 500 anos de História e a situação de hoje clama por um novo Tiradentes que nos liberte, um outro Teori Zavascki que nos salve dos terroristas a que nos expuseram os que exploram a Pátria, resguardados pelas balas para não entrarem na guerra da descoberta sem fim da Lava Jato. Como disse Dom Orlando Brandes (09/07/2017) na Missa de Aparecida – “Põem-nos fardos muito pesados de que não temos culpa nem merecemos carregar”.
Em Educação Moral e Cívica, como outrora se ensinava nas Escolas, a fé em Deus é vinculada à restauração da paz e da harmonia entre os seres humanos (nunca à raiva ou ao ódio). E isso vale para todo planeta. Como disse a monja budista, em entrevista à TV Cultura, domingo p.p., por que não se propagam as boas notícias? Por que se olha apenas para a decadência da crise mundial e não se pratica o que se conhece como valores que restauram a dignidade e a justiça?
Castro Alves, nosso poeta que tanto se preocupou com a justiça social, célebre em Navio Negreiro, Vozes da África, já indagava: “Deus! Onde estás que não respondes! (…) Há dois mil anos te mandei meu grito. Que embalde, desde então corre ao infinito… Onde estás, Senhor Deus”? – E que diria o poeta com a última informação que nos chega pelo Pastor Célérier? “Os cientistas estimam em 200 milhares o número das galáxias no Universo? Cada uma com milhares de estrelas equivalendo a 28 galáxias por pessoa que habita a Terra e possuindo nossa Via Láctea mais de 200 milhares de estrelas?”
Com tanta luz é impossível não se encontrar com o Patrono da Ecologia universalmente reconhecido: São Francisco de Assis. “Molhar” o olhar nas trepadeiras silvestres pendendo do azul, enfeitando casas e janelas. (Deixar a praticidade da cadeia alimentar em que nos alimentamos das verduras para ter as flores como companheiras da contemplação do divino).
-Como, com O Padroeiro da Ecologia, não traduzir o verde, azul , amarelo e branco da Nossa Bandeira em esperança, inteligência, luz e paz para todos os brasileiros que não se agridem ou matam por religiões diferentes e sabem viver a fraternidade na diversidade como riquezas? – Por que tanta ganância e defraudação da Verdade, que nos é dada como direito: “Vinde a mim os que estais cansados dos vossos fardos e Eu vos darei descanso”. (Mt. 11, 25-30). “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.
Como disse o médico norte-americano, Patch Adams, “se não houver um modelo de Amor, a humanidade caminha sem esperança”.
No pesado mundo materialista do seu tempo, São Francisco de Assis, Padroeiro da Ecologia, pode vencer, orando: “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz!Onde houver ódio, que eu leve o amor,/Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,/Onde houver discórdia/que eu leve a união./ Onde houver dúvida, que eu leve a fé.(…) Onde houver trevas, que eu leve a luz! (…) Pois é dando, que se recebe./ Perdoando, que se é perdoado e/é morrendo que se vive para a vida eterna”(como a Mãe do “Para Sempre”de Drummond).

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