LUZES DA CIDADE TRAGÉDIAS

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Augusto Hofling A literatura grega aproveitou muitas criações mitológicas para escrever tragédias que eram representadas em palcos, muitas vezes improvisados, e elas eram assistidas por grande público. A peça “Antígona”, por exemplo, filha de Édipo com Jocasta, da mitologia grega, serviu de inspiração a vários escritores e filósofos para produzirem tragédias teatrais e, quanto mais picantes eram elas, maior o interesse do público da época. A história era assim: Antígona, bonita jovem, de caráter elevado, serviu de guia para seu pai já cego, por muito tempo, por isto, passou à literatura como exemplo e como símbolo de piedade filial, mas certa vez desrespeitou uma ordem de Creonte, Rei de Tebas, ao ter prestado as últimas homenagens ao corpo de seu irmão Polinice, por isto foi condenada a ser enterrada viva. Ela esquivou-se do castigo, enforcando-se. Mas Hérmon, filho de Creonte era apaixonado por Antígona e sabendo do fato apunhalou o próprio corpo e morreu.  Cada autor acrescentava passagens mais tristes ainda nesta história com a finalidade de atrair o interesse do público. O enredo obriga o assistente a meditar porque o rei Creonte também teve seu castigo, justamente por causa da dor que se virou contra ele próprio, pois perdia um filho querido e herdeiro de seu trono! Toda maldade tem seu retorno. Esta é uma realidade que muitos não querem aceitar, nossa vida é entremeada de passagens que nos obrigam a meditar melhor. Vejamos o estado atual de nosso país: há muito tempo que maus políticos praticam atos que atingem toda a coletividade! Trata-se de uma tragédia real que por certo constará da história e servirá para que o povo assista a tudo e medite mais antes de votar. Vivemos num mundo em que a vantagem desmedida é a principal mola dos ambiciosos, exatamente o contrário de tudo aquilo que o Mestre dos mestres recomendou. Sem dúvida nenhuma as piores tragédias continuarão acontecendo e teremos de assistir aos tristes teatros reais de sempre…

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