REINO DE DEUS

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Ana Lucia Missaglia Guanieri
“…se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, porque minha é toda a terra” (Êx., 19, 2-6ª).
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“Por ele, Nosso Senhor, é que, desde já, no tempo presente, recebemos a redenção”(Rm5,6-11).
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“Não deveis ir aonde moram os pagãos. (…) Em vosso caminho (disse o Senhor aos Apóstolos) anunciai: O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO”(Mt 9, 16-10,8).
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As citações acima fazem parte dos Santos Evangelhos e encontram-se no folheto Deus Conosco do último Domingo (18-06- 2017).
Uma breve revisão sobre as últimas “manchetes” já nos propõe refletir sobre o Reino de Deus numa terra apocalíptica.
“As instituições são aquelas instâncias que barram as trans-formações. Os muros barram as trans-formações. São formações mas não tem nada de trans”. Vivian de Jesus Correia e Silva, Doutoranda, Mestra e Bacharela em Psicologia da UNESP, em artigo publicado pelo “Diário do Rio Claro”, 23 de Maio/ 2017.
“Eles já nos enganaram. Agora caiu a máscara do Judiciário. – A quem recorreremos? Eles vão até cansar (de tantas más notícias) e, anestesiados, já não se busca nem se age. (Recente comunicação do Prof. Mario Sergio Cortella, pelas redes).
“Um dos efeitos da guerra diabólica (física e psíquica) é anular o mérito dos que lutam pela paz.—Qual é a Medicina que pode curar um coração infeliz? (E pessoas, na multidão, respondem: o Amor). – Bravo! Bravo! Mais forte!”( Papa Francisco em sua fala da última homilia aos jovens).
Essas “frases” – referentes aos Evangelhos e as anotadas como exemplos de últimas “manchetes” — não são meras frases sem conteúdo ou simples informações acumulativas sem efeito, mas são consequências de fatos históricos, deixando, cada vez mais escancaradas, as portas que conduzem ao Reino de Deus, ou ao inferno: é a pressa do Apocalipse, que aponta o Brasil como o quarto país mais rico do mundo, onde o dinheiro nunca chega até o povo, porque está nas mãos dos que rejeitaram o Dono da Terra. “Feliz a Nação cujo Deus é o SENHOR”, Sl 33,é o responsório do povo escolhido, lembrado pelo Padre da TVséc.21 (18/06/2017) como um convite a ajoelhar-se em sacos de milho para que não se tenha por insegurança a ausência do Pastor.
Já Prof. Mario Sergio Cortella afirma “o ser proprietário de pessoas” (escravidão) coisa de 40 anos atrás, porém, em suas visitas a pacientes de UTI, verificou que, junto aos médicos, suas súplicas, em caso de sobrevida, não eram para serem proprietários de duas ou três pessoas nem para acumular dinheiro mas, sim, para rever parentes, que não viam, há tempos, amar melhor a esposa, os filhos.(Isso nos remete à atitude de Alexandre, o Grande, que, em suas maiores conquistas de impérios de que nos dá notícia a História, pediu, ao morrer, que suas mãos fossem deixadas fora do caixão, mostrando que nada levava da existência. Certamente, como “caniço pensante”, ele teve consciência da transitoriedade do poder humano e da sua travessia, no gesto exemplar de deixar, aos futuros cúmplices da injustiça, os provocadores do Apocalipse, derradeira mensagem que entrou para a História).
O povo mais rico da Terra é o Judeu e, como seu descendente, o Cristo Senhor se apresenta como “mais que Salomão” e, como Filho de Deus, com poder para dividir o Seu Reino com quem quiser, notadamente, em sua justa e amorosa preferência, com os pobres.” Ai de vós, que vos fartais, porque tereis fome. Ai de vós,os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis”(Lc.6, 25). Nem as facilidades dos meios de comunicação, isentas de discriminação social, tais heranças evolutivas de Einstein, podem encobrir a dor dos nossos irmãos do Sul, desalojados pelas enxurradas, desassistidos do Governo, bem como as desgraças dos nossos conterrâneos de outros países, ainda em piores condições do que este. Terra amada, Brasil!” Nossos bosques têm mais vida, nossa vida, mais amores”, na eterna poesia de Gonçalves Dias, inspirador magnânimo das gerações futuras, que lutam pela VIDA.
O testamento do Senhor, como dono da terra (Isaías, 66) na hora da cruz, da partida definitiva ao Pai, foi: ‘Quando eu morrer, atrairei tudo a Mim”, prova do Seu Amor Infinito por toda humanidade.
Sem o Seu Amor, não nos conhecemos; sem o Seu Amor, não existimos por inteiro ou somos reconhecidos como somos (Francisco de Assis) nem nos alimentamos na Mesa farta, servida pelo Pai.
Sem o seu exemplo de Mestre , nossas “formações não tem nada de trans”( Vivian de Jesus Correia) não nos transformam para melhor; sem a Sua Justiça – “A quem recorreremos? “( Mario S. Cortella) não temos paz e, a Medicina para o coração infeliz, é o Amor (Papa Francisco) o Amor, que nos é dado pelo REINO DE DEUS, que ESTÁ PRÓXIMO, cujo “capital” é a fé, a fé, que é sempre certeza.

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