Corpus Christi – Católicos reúnem-se hoje (15), para Concelebração Eucarística

Cada comunidade fará sua procissão próxima da Paróquia, portanto os fiéis deverão procurar saber os horários onde costumam frequentar.
Hoje, dia 15 de junho, feriado religioso, haverá missa em todas as paróquias do município e região.
Entre as paróquias de Rio Claro que farão tapetes estão: Bom Jesus, com celebração às 16h e Nossa Senhora Aparecida, com missa e procissão às 16h, (as duas paróquias passaram os horários e confirmaram a confecção do tapete, as demais não foi possível o contato). Os trabalhos de montagem dos tapetes serão realizados pelos fiéis já nas primeiras horas da manhã nas duas paróquias. O cancelamento da confecção poderá ocorrer somente em caso de chuva.

Igreja de Nossa Senhora da Aparecida
O enfeite de rua terá início hoje, às 6h, por toda a comunidade. Os organizadores solicitam aos moradores, que neste horário não deixem veículos estacionados nas ruas e avenidas por onde deverá passar a procissão. Missa será celebrada as 16h no Lago Azul (em frente a Sapataria Lago Azul) e logo após a Missa, procissão pela rua 2-A até a Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI - legenda 1 (1)

Paróquia do Bom Jesus
As atividades para a comemoração de Corpus Christi na paróquia Bom Jesus
terão início logo pela manhã dessa quinta-feira (15), as 7h30,
onde, paroquianos se reunirão para a confecção dos tapetes de Corpus Christi. A celebração do Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo,
Missa Solene, será celebrada as 16h, seguido de procissão do fiéis com translado do Santíssimo Sacramento pelas ruas ao redor da igreja, e finalizando no salão paroquial, onde será dada a benção com o Santíssimo.

Ações alertam contra o trabalho infantil

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e a prefeitura de Rio Claro, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Secretaria Municipal de Educação, realizaram nesta semana panfletagem e apresentações artísticas para alertar contra o trabalho infantil. A ação foi realizada no Jardim Público.
A iniciativa celebrou o Dia Internacional de Mobilização contra o Trabalho Infantil, comemorado em 12 de junho. Crianças e adolescentes dos grupos de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), de entidades parceiras da Secretaria de Assistência Social e Secretaria de Educação, além de alunos da rede municipal, fizeram apresentações musicais, de teatro, dança e fanfarra. A campanha inclui outdoors espalhados pela cidade reforçando a necessidade de erradicar o trabalho infantil.
A campanha faz parte do calendário do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) do Governo Federal. De acordo com os organizadores, a infância e a adolescência são fases fundamentais para o desenvolvimento físico, psíquico, intelectual e cultural do indivíduo, e o trabalho infantil prejudica esse desenvolvimento ao dificultar o estudo, o aprendizado, a socialização, o crescer e o brincar.

AÇÕES ALERTAM CONTRA O TRABALHO INFANTIL (2) AÇÕES ALERTAM CONTRA O TRABALHO INFANTIL (1)

Dados da estação agrometeorológica já podem ser consultados na internet

Os dados coletados pela estação agrometeorológica de Rio Claro já estão disponíveis online. Para ter acesso às informações, atualizadas a cada 20 minutos, sobre temperatura, umidade relativa do ar, precipitação e radiação solar no município, basta entrar no endereço www.ciiagro.org.br/ema/index.php?id=262. É a primeira estação meteorológica da região rural de Rio Claro, fica na escola municipal agrícola Engenheiro Rubens Foot Guimarães e foi entregue à comunidade na segunda-feira (12) pelo prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, na segunda-feira (12).
“Esse é mais um exemplo de parceria da prefeitura levando benefícios à comunidade”, comentou Juninho, lembrando que o equipamento foi cedido sem custos a Rio Claro pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), vinculado ao governo estadual, a partir de ação da unidade local da Casa da Agricultura do Estado.
O diretor da Casa da Agricultura de Rio Claro, Enéas Fergusson, destacou o novo momento que o setor rural está vivendo desde janeiro, com a chegada do atual governo municipal. “O diálogo está mais ágil, com muito menos burocracia”, comentou. “Nesses primeiros cinco meses deste ano já foi feito mais que nos quatro anos anteriores”, completou.
De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Emílio Cerri, a instalação da estação de coleta de dados na região rural representa uma facilidade a mais no acesso aos dados sobre clima e atmosfera, essenciais para o cultivo e outras atividades desenvolvidas no campo. “Toda a sociedade se beneficia, especialmente os produtores rurais”, disse.
Na mesma linha, o diretor da escola agrícola, Carlos Alberto de Goes Junior, destacou a estação agrometeorológica como exemplo de tecnologia em favor da sociedade. “É ótimo que os produtores rurais de Rio Claro tenham acesso a essa ferramenta”, disse. O evento de segunda-feira contou ainda com a presença do secretário municipal de Educação, Adriano Moreira, do secretário de Meio Ambiente, Antonio Penteado, e do diretor municipal de Silvicultura, Sérgio Litholdo.
De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança, Defesa Civil e Mobilidade Urbana, o município conta com outra estação meteorológica automática no Bairro do Estádio e outras quatro estações meteorológicas convencionais no Jardim Condutta, Jardim Santa Maria, Vila Operária e Inocoop.

DADOS DA ESTAÇÃO AGROMETEOROLOGIA (2)

DADOS DA ESTAÇÃO AGROMETEOROLOGIA (3)

Exposição de orquídeas lota rede hoteleira em Rio Claro

A rede hoteleira em Rio Claro vive nessa sexta, sábado e domingo (16, 17 e 18) um fim de semana de muito movimento. O aumento no número de reservas é motivado pela 72ª Exposição Nacional de Orquídeas, que deve atrair público de cerca de 20 mil pessoas em Rio Claro, muitas delas vindas de outras cidades e estados. Com o apoio da prefeitura, a exposição será no Colégio Claretiano e está inserida na programação que comemora os 190 anos de Rio Claro. Não há cobrança de ingresso.
“Na noite de sexta para sábado estamos com ocupação de 100%, sendo que grande parte das reservas foram realizadas por pessoas que estarão na cidade para acompanhar a exposição de orquídeas”, ressalta Leonardo Lopes Pais, gerente do Plaza Hotel.
O mesmo número favorável, com ocupação total, é registrado no hotel Cristal, conforme informou o recepcionista Emerson Moreira, e também no Premier. “Cerca de 40% das reservas do fim de semana foram feitas em função da exposição”, observa Carlos Rosa, gerente do Premier.
Para Ronald Penteado, secretário municipal de Esportes e Turismo, a exposição de orquídeas é importante não só por promover a divulgação nacional de Rio Claro, mas também por estimular uma tradição de décadas entre os rio-clarenses.
Para acompanhar a exposição estão confirmadas excursões vindas do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, conforme informa Luiz Carlos Neves, presidente do Círculo Rio-clarense de Orquidófilos, acrescentando que mais de 2.500 orquídeas devem estar na 72ª Exposição Nacional de Orquídeas. O evento reunirá cerca de 300 expositores de 74 cidades de seis estados brasileiros. “Confirmaram participação expositores de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo”, destaca Neves.
Além de apreciar diferentes espécies de orquídeas, o público poderá adquirir plantas. Os valores são variados, mas poderão ser encontradas mudas com preços a partir de 10 reais. Haverá ainda espécies procuradas especialmente por colecionadores, com valores mais elevados.

Santa Casa reabre seis leitos para internação de urgência e emergência

Seis leitos hospitalares para internação no setor e urgência e emergência foram reabertos nessa segunda-feira (12) na Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro. O compromisso firmado na semana passado virou realidade nessa semana. A medida foi possível graças ao acordo firmado entre o hospital, a prefeitura e a Fundação Municipal de Saúde que renegociou os pagamentos atrasados de subvenção referente a 2016.
A reabertura representa um avanço no sentido de melhorar o atendimento à população. “A reabertura desses leitos é importante porque representa uma oportunidade de internação para os pacientes que aguardam na fila sem conseguir uma vaga no hospital”, afirma o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, que esteve na Santa Casa na tarde dessa segunda-feira (12).
Para o secretário de Saúde, Djair Francisco, a reabertura dos seis leitos hospitalares vem ao encontro da necessidade de suprir parte do atendimento no município e decorre de entendimento entre a Fundação de Saúde, a prefeitura e a Santa Casa no sentido de repassar os recursos que não foram pagos pela administração anterior no ano passado. “A medida representa uma diminuição dos dependentes de leito que ficam no PSMI. É um avanço importante para melhorar o atendimento à população”, comenta.
Essa é uma das medidas que estão sendo adotadas pela prefeitura para melhorar o atendimento e reduzir a fila de espera na saúde. Desde janeiro o governo municipal implantou a Farmácia Todo Dia, que oferece medicamentos inclusive nos finais de semana e feriados. O município publicou chamamento público para que hospitais privados também possam oferecer serviços na rede pública. Em outro chamamento, a Fundação de Saúde vai implantar unidades hospitalares móveis para reduzir a fila dos procedimentos de saúde. O consultório odontológico móvel, que ficou abandonado por dois anos, já foi reformado para atendimento nos bairros.

Fundo Social doa cobertores para a Saúde

Com a queda nas temperaturas, cresce a demanda por cobertores e não é diferente na rede pública de saúde. Atento à necessidade da população, o Fundo Social de Solidariedade de Rio Claro realizou doação de 450 cobertores para serem utilizados nas unidades de saúde do município. A entrega foi feita na terça-feira (13).
“Estamos empenhados em atender quem precisa, especialmente aqueles que estão em situação difícil, como é o caso de quem está em atendimento nas unidades de urgência e emergência”, destaca Paula Silveira Costa, presidente do Fundo Social.
“Certamente esta doação nos auxiliará no trabalho de acolher bem aqueles que precisam e neste momento, de temperaturas mais baixas, a sensibilidade do Fundo Social ao realizar esta parceria demonstra o cuidado da administração com a comunidade”, observa Djair Francisco, secretário de Saúde.
“Muitos dos usuários da rede pública de saúde são pessoas carentes, que são as que precisam mais da nossa atenção”, acrescenta Paula.
Os cobertores foram destinados ao Pronto Socorro Municipal Integrado e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Cervezão e Bairro do Estádio. Os itens foram comprados pelo Fundo Social para atender o público destas unidades, que contavam com poucos itens em estoque.
“Os cobertores chegaram em ótimo momento e serão muito úteis no atendimento à população”, observa Sandra Helena Santos, chefe de núcleo do PSMI. Na UPA do Bairro do Estádio o chefe de núcleo, Antônio do Carmo Alves, destaca que a unidade contava com poucos itens disponíveis para uso. “Com o frio, os cobertores são ainda mais necessários”, afirma a enfermeira Valesca Hamori, da UPA do Cervezão. A situação de escassez de cobertores e roupas de cama foi herdada da administração passada e a Fundação de Saúde está em processo de aquisição de novos itens.
Além dos cobertores, fraldas geriátricas foram destinadas às UPAs. Para a Unidade Básica de Saúde da Avenida 29 foram doadas fraldas de bebês, que serão repassadas às mães atendidas em grupo de gestantes da unidade.

FUN DO SOCIAL (2)

Juninho propõe fim de salários na Fundação Ulysses Guimarães

O prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, encaminhou à Câmara Municipal na segunda-feira (12) dois projetos de lei que dispõem sobre a Fundação Municipal Ulysses Guimarães. Um deles extingue o pagamento de salários aos funcionários comissionados da autarquia por meio da revogação do dispositivo legal que fixava a remuneração. A segunda proposta autoriza a Fundação Ulysses local a estabelecer convênio com a Fundação Nacional Ulysses Guimarães, com sede em Brasília, para que possa receber recursos que custeiem os gastos da autarquia.
Se os projetos forem aprovados pelos vereadores, a prestação de serviços dos conselheiros será feita de forma gratuita, voltando a prevalecer a intenção original da Fundação Ulysses no momento de sua criação. Com relação ao convênio, a medida é uma tentativa de manter a autarquia em funcionamento sem gerar despesas para o município. Se continuasse nos moldes anteriores, a fundação municipal teria gastos de quase R$ 3 milhões em quatro anos.
A fundação nacional manifestou interesse em assumir os custos e serviços necessários para exercer curadoria do acervo cultural mantido pela entidade local. “A permanência da Fundação Ulysses nos termos propostos é uma maneira de homenagear e reconhecer a importância do deputado Ulysses para a cidade, sem onerar os cofres públicos”, comenta o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria.
A prefeitura mantém a proposta de utilizar o prédio que abrigava a Fundação Ulysses, localizado no Núcleo Administrativo Municipal (NAM), para a instalação de uma creche para atender 204 crianças. A medida irá contribuir para diminuir o déficit de vagas em creche no município, um problema que a administração municipal vem se esforçando para resolver com ampliação de escolas e instalação de novas unidades.
Os projetos de lei vão tramitar nas comissões da Câmara Municipal antes de serem levados ao plenário para votação dos vereadores.

Paula Fernandes apresenta turnê “Acústico – Voz e Violão” em Rio Claro

Sensível, intensa e original. Assim é a turnê “Acústico – Voz e Violão” que Paula Fernandes apresenta em Rio Claro, dia 17 de junho, no Grêmio Recreativo. O show percorrerá o país durante o ano em paralelo a “Amanhecer”, mesmo nome do seu recém lançado DVD. A tour acústica é mais intimista, repleta de grandes sucessos, tanto autorais quanto canções que fazem parte da playlist da artista. No repertório, que não tem obrigação de ser igual em todos os shows, aparecem novidades como Nando Reis, Kansas, Skank, Victor e Léo, Almir Sater entre outros.

“Estou muito animada com essa turnê. Minha voz e violão serão os grandes protagonistas desse espetáculo em um cenário marcado por sutilezas. Pensei em um repertório em que o público pudesse cantar do começo ao fim todos meus grandes sucessos, além de canções que eu gostaria de ter composto e/ou gravado. Creio que será uma experiência deliciosa, relembrando meus tempos de voz e violão em bares e casas de show, que podia me realizar cantando canções que sempre me emocionaram.  Voltarei ao tempo em que meu violão e eu éramos um só!”, comemora a cantora.
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“Acústico – Voz e Violão” privilegia a essência vocal da cantora. Iluminação, cenário e músicos levam o público a despertar memórias e emoções. A direção do espetáculo é da própria Paula Fernandes e de Marcio Monteiro, produtor e amigo que a acompanha desde sempre.

Solenidade de Corpus Christi

A Festa de Corpus Christi surgiu no século XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258), que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra à Sagrada Eucaristia.
A Festa de Corpus Christi é a celebração em que, solenemente, a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às ruas. Nessa festa, os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio da alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda vida cristã. Nela, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
Aconteceu que, quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isso ocorreu, porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia São Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giácomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou, diante da relíquia eucarística, as palavras: “Corpus Christi”.
Em 11 de agosto de 1264, o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, na qual prescreveu que, na quinta-feira, após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra ao Corpo do Senhor.
Em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège como festa diocesana, tornando-se uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica e, depois, no século XIV, em todo o mundo, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada, todos os anos, na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. (fonte – Prof. Felipe Aquino)

A reforma que deforma

*Clemente Ganz Lúcio
O Congresso Nacional, agora no Senado, dá sequência ao projeto de reforma trabalhista aprovado na Câmara. Há um ano, em reunião com o presidente interino, as Centrais Sindicais afirmaram discordar do trâmite simultâneo das reformas trabalhista e previdenciária, pela complexidade e pelas múltiplas repercussões e impactos. O governo concordou, mas encaminhou os dois projetos de maneira simultânea, sem debater com o movimento sindical, apesar do esforço de ouvir opiniões feito pelo Ministério do Trabalho.
Posteriormente, o movimento sindical afirmou ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que a iniciativa de reforma trabalhista encaminhada na Câmara era muito diferente daquela apresentada por ele, inicialmente, e que o conteúdo havia piorado. Debateu-se com a equipe do MTb e acordou-se uma proposta de aperfeiçoamento do projeto.
Deste então, as entidades afirmaram o temor, confirmado, de que a inciativa do Executivo abrisse a oportunidade para mudanças mais profundas, sem nenhum debate. O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados promove uma ampla e profunda transformação sindical e trabalhista, alterando todo o sistema de relações de trabalho, o papel dos sindicatos, as negociações coletivas, os acordos individuais e coletivos, a função da justiça do trabalho, entre muitas outras questões.
Em menos de duas semanas, o relator, deputado Rogério Marinho, deixou claro que jogou fora o projeto encaminhado pelo poder Executivo, objeto de debate nas audiências públicas e negociações do ministro do Trabalho com as Centrais Sindicais, e apresentou outra propositura, que foi aprovada.
Sem nenhum debate, a Câmara aprovou mudanças que afetarão todas as relações sociais de produção econômica, criando um novo ambiente normativo, processual e negocial para estabelecer as regras das relações de trabalho e os instrumentos de repartição dos resultados da produção econômica.
A proposta desconsidera a história social e política de construção do sistema trabalhista, parte de uma avaliação parcial e unilateral sobre a eficácia e eficiência do sistema para tratar dos conflitos na produção e repartição da riqueza. Muito mais, desconsidera propostas e projetos debatidos e propugnados pelos atores sociais a fim de valorizar a negociação, aumentar a representatividade dos sindicatos, buscar solução ágil dos conflitos, enfim, mudanças que incentivariam o desenvolvimento econômico orientado pela agregação de valor nas cadeias produtivas, geração de emprego e crescimento dos salários, para fortalecer o mercado interno de consumo.
O que se tem é um projeto para reduzir estruturalmente o custo do trabalho, legalizando a precarização, ampliando o desiquilíbrio de poder entre a empresa e o trabalhador, submetendo-o ao mando do empregador. Para isso, exclui o sindicato da representação e negociação, cria as bases para o sindicalismo por empresa, limita o papel da justiça do trabalho, com centenas de mudanças na legislação.
Os trabalhadores e o movimento sindical são gravemente atingidos. Trata-se de peça essencial ao projeto de subordinar o interesse do pais ao capital internacional, garantindo condições institucionais para a redução do custo do trabalho, quebrando os instrumentos essenciais de equilíbrio de força e de promoção do direito, que são os sindicatos e a Justiça do Trabalho.
Derrotas desse tipo, impostas ao trabalho ou capital, tornam-se tragédias econômicas, sócias e políticas. Há tempo para reverter e construir um processo negocial multipartite (capital, trabalho e Estado) de uma reforma que efetivamente avance na modernização do sistema de relações do trabalho no Brasil. Mas, para isso, o Senado deverá conduzir de outra forma projeto.
*Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização

Sob os olhos

* Cristovam Buarque

Recentemente, o Secretário Municipal de Educação de uma importante cidade falou que se sentia como encarregado da segurança escolar, dedicando parte de seu tempo para assegurar o funcionamento de suas escolas, ameaçado pela violência. No momento em que dizia isso, ele estava para decidir o fechamento de uma de suas melhores creches, por causa da ameaça de balas perdidas, tráfico de drogas e assaltos. Oitenta e três por cento dos alunos do ensino médio consideram que a segurança é o maior problema de sua escola.
Um país que não consegue assegurar o funcionamento de suas escolas, é um país em decadência: não conseguirá formar a inteligência que o mundo necessita para enfrentar os desafios do século XXI.
A decadência se mostra também dentro da escola, mesmo quando ela consegue funcionar apesar da violência no seu exterior. Na atual civilização baseada no conhecimento, não será possível um país evoluir se cerca de 13 milhões de pessoas (8% da população adulta) é analfabeta, incapaz de ler, até mesmo o lema “ordem e progresso” escrito em sua bandeira; se mais de cerca de vinte e seis milhões (18%) de adultos analfabetos funcionais. O desprezo aos cérebros da nossa população é um claro indicador de que marchamos para uma decadência civilizatória.
A decadência está também sob os olhos do observador que percebe a falta de sentimento coletivo de nação, transformando o país em uma soma de grupos corporativos que disputam entre eles, da maneira mais egoísta possível, para apropriar-se dos recursos e produtos nacionais.
Ainda mais visível está a degradação pela corrupção, tanto no roubo do dinheiro público por políticos em benefício pessoal, quanto no desvio de dinheiro pela corrupção nas prioridades que beneficiam apenas pequenas parcelas da população. A irracionalidade política é outra manifestação e causa de decadência: políticos, artistas, estudantes, filósofos e profissionais agem e reagem baseados em posições políticas passionais, sem compromissos com a lógica, como aconteceu em países cuja decadência decorre de disputas sectárias, cujo melhor exemplo hoje é a Síria. Fecham os olhos para a lógica e para não ver a decadência que suas ações provocam. E não percebem que a decadência surge com a falta de coesão social no presente e de rumo histórico para o futuro.
Não precisa muita perspicácia, nem análises sociológicas, para perceber que estamos em um processo de decadência histórica, que pode nos levar a uma desagregação social e condenação ao atraso em relação ao resto do mundo, talvez por décadas no futuro.

*Cristovam Buarque é senador pelo PPS-DF e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB).

Ponto de inflexão

O Brasil vive um momento paradoxal em inúmeros aspectos, em especial no atendimento e qualificação da sua população jovem na educação escolar básica. Temos pouco mais de duas décadas para atingirmos o ponto de inflexão, ou seja, o momento de viramos radicalmente a rota da educação brasileira.
Dados divulgados pelo IBGE sobre o crescimento populacional brasileiro indicam quem em 2015 de 204,5 milhões de brasileiros passamos para pouco mais de 206 milhões em 2016. Ou seja, há fortes indicativos de tendência ao decrescimento com data certa para começar a rodar para trás: vai ser daqui a 27 anos. Vejam que a contagem regressiva já se instalou: 1,4% de crescimento (2001), 0,97% (2011), 0,9% (2013), 0,83% (2015) e, agora, 0,8% (2016). A estimativa do IBGE é que em 2044 o Brasil tenha, na linguagem técnica, crescimento negativo -0,03%. Ou seja, vamos encolher, vamos nos tornar um país com população cada vez mais envelhecida que implica uma série de questões de políticas públicas a serem consideradas, conforme ressalta a pesquisadora do IBGE Izabel Guimarães Marri.
Na educação escolar básica a crise da sua identidade é notória! É identificada por diferentes sadores, profissionais de diversas áreas, professores, pais e mães, jovens entre tantos outros. Vem do senso comum, das pesquisas e estatísticas, dos discursos de pessoas que atuam em diferentes campos do conhecimento. A crise da educação básica formal está relacionada direta ou indiretamente às demais crises das instituições que orientam e governam os destinos do país. No caso da escola pública brasileira, a sua crise tem sido decorrência do descaso e menos provável da ignorância das inúmeras políticas públicas dirigidas ao setor em todo o período republicano.
A profissão docente tem sido assolada pela diluição e desprestígio na carreira afetando diretamente o papel fundamental do trabalho educativo escolar que na sua dimensão mais completa e complexa prevê a inserção das populações mais jovens no mundo da cultura, dos valores e dos saberes construídos historicamente.
Contribuindo para este quadro de políticas públicas insuficientes, mínimas e pouco concatenadas com a efetividade da formação escolarizada qualificada, o país tem tido muitas dificuldades em equacionar e enfrentar a crise social. Esta é revelada nas desigualdades cada vez mais acentuadas no acesso aos bens materiais e espirituais produzidos, mantendo ainda grande parte das famílias desamparadas do acesso com dignidade ao trabalho, à saúde, à moradia, à cultura e à educação.
Educação é direito de todos e dever do Estado e deve ser oferecida gratuitamente e com qualidade a todo brasileiro e brasileira, inclusive aos que não tiveram acesso na idade adequada, conforme o artigo 208 da Constituição Federal. Entretanto, a realidade educacional de nosso país revela insuficiências do dispositivo legal e dos esforços históricos de educadores e educadoras brasileiras que denunciam e anunciam medidas necessárias para o alcance das condições essenciais para dar razão de ser e de efetividade ao direito à Educação e com qualidade.
Os indicativos de exclusão não se limitam ao direito à vaga, mas ao ingresso, à permanência e ao sucesso no aprendizado pleno do conhecimento e na formação das funções intelectuais sofisticadas.
Este cenário indica e reitera expectativas e necessidades do que anunciamos como ponto de inflexão, ponto da virada na educação brasileira como condicionante do desenvolvimento emos pouco mais de duas décadas para garantirmos a permanência de todas as crianças e jovens, de garantirmos o acesso aos conhecimentos científicos e culturais históricos e socialmente produzidos. Mas para isto, precisamos começar hoje a incluir, a manter e a ensinar as nossas crianças e jovens para não deixarmos o país, que se configurará com predomínio das faixas etárias acima dos 50 anos, população com baixa instrução alimentando o ciclo da pobreza.
A escola de educação básica almejada e até idealizada precisa ser pensada e inserida no contexto econômico e social brasileiro caracterizado por profundas assimetrias. Esta Escola ainda precisa alcançar parcela de jovens da faixa etária até 17 anos que estão fora do sistema educacional e reter os que ingressam reduzindo os altos índices de evasão para proporcionar este direito social constitucionalmente garantido. Tarefa maior é a de proporcionar aos concluintes do ensino médio a formação de qualidade balizada por indicadores já concebidos, tais como: preparação para o trabalho, exercício da cidadania e obtenção de novos conhecimentos; autonomia intelectual e formação ética; compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos em seus aspectos teóricos e práticos.
Os princípios a presidir a escola pretendida deverão englobar: primazia dos direitos humanos nas suas múltiplas e variadas dimensões; sustentabilidade ambiental; reconhecimento pleno da diversidade e a garantia da acessibilidade; formação integral, interdisciplinar e historicamente e socialmente contextualizada e integração com o mundo da ciência, da tecnologia e da cultura.
Neste caso, a escola terá que ser ela mesma sustentável e acessível e transformar-se fisicamente para proporcionar ambientes que não confrontem, mas sim sustentem as diversas práticas pedagógicas direcionadas a este fim.
Maria de Lourdes Spazziani é professora do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu