SANTÍSSIMA TRINDADE

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Ana Lucia Missaglia Guarnieri
No Ano Mariano Nacional – N.Sra. Aparecida – 300 anos de bênçãos, o Folheto Deus Conosco de Domingo (11-06-2017) traz impressa a liturgia que celebra a solenidade da SS. Trindade, que, pela Igreja, nos batiza em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Num dos sites da França, L’ESPRIT AVEC LE PÈRE ET LE FILS, encontramos um texto atual, extraído de LOVE BEYOND ALL TELLINGS de Brian Grogan, SJ, que diz o seguinte: O Espírito é o Espírito do Pai e do Filho. Não há separação deles. Ainda que seu papel esteja oculto, sabemos reconhecê-lo por seus dons: “amor, alegria, paz, paciência, bondade, generosidade, amizade, doçura e domínio de si” (Gal. 5, 22-23). Onde se encontram estes dons, descobre-se a presença do Espírito.
Ele é que cria o espaço em nós e reparte nossos corações a fim de que o Pai e o Filho possam habitar em nós. (…) Pura energia e infinitamente pleno de fontes, ele trabalha incessantemente.(…) A capacidade de dizer “Pai” é um dom maravilhoso, porque significa que somos plenamente integrados nas relações da Santíssima Trindade.
Verdadeiramente, é um dom maravilhoso, pois o próprio Filho, Jesus, confirma: se nossos pais nos dão o que pedimos, quanto mais não nos dará o Pai do Céu? (Lucas, 11-11)
No Velho Testamento, como estudou, por muitos anos, o ilustre professor rio-clarense Rodolfo Calligaris (em memória) está a lei do olho por olho, dente por dente, “a ordem de cruentas matanças e sacrifícios, inclusive de crianças e de animais, sem condições aos homens de serem melhores, dando vazão aos instintos brutais, implacáveis em seus ressentimentos, impiedosos para com os inimigos.
Porém, um dia, o Cristo desce à Terra e nos fala de um Deus diferente. Um Deus infinito em suas perfeições, cuja onisciência e onipresença manifestam-se através das leis imutáveis e sábias que regem a Criação; um Deus sem favoritismos de espécie alguma; um Deus bastante amigo para compreender nossas fraquezas e bastante inteligente para saber corrigi-las e não apenas castigá-las; um Deus que não quer que pereça uma só alma mas participem da Sua glória, um Deus a quem podemos dirigir-nos, confiantemente, chamando-o pelo doce nome de Pai’.
E nesta metafísica lenta porém progressiva do cristianismo, outro notável professor, Huberto Rohden, explica que para encontrarmos as fontes de água viva que jorram do interior é preciso perdoar, que, em todas as línguas, significa dar ou doar. Por extensão, também cooperar e não competir, que é a proposta do Papa Francisco, na sua recente visita(10-06-2017) ao Presidente da República Italiana, Sergio Pattarella, em que se tratou de assuntos preocupantes como ataques terroristas, proteção ambiental, desarmamento, acolhida aos desamparados, desemprego dos jovens.
E porque hoje é dia de Santo Antônio, o Santo mais popular, em todo o mundo, direto da Basílica de Padova, através do MESSAGGERO (junho/2017) encontramos a “evolução” da sua imagem.(– Que não faz o Pai do Céu por seus filhos?)
Diz a reportagem:” No curso dos séculos, santo Antônio foi representado por pintores e escultores de modo diverso, pois os artistas são condicionados pela sensibilidade da sua época, pelo pedido do público devoto. A reconstituição de 1981 oferece preciosa informação que se aproxima de seu verdadeiro aspecto: era alto, 171 cm, a testa alongada, queixo pronunciado, olhos grandes, dentadura sadia e regular. A estrutura física, bem proporcionada; membros inferiores fortes por causa do caminhar contínuo. Joelhos com evidentes traços de longo tempo passado em oração.
Em 1995, o escultor Roberto Cremesini tentara uma reconstrução científica do rosto do Santo mas que só, em 2014, encontrou alto grau de objetividade com a operação, conduzida no Museu de Antropologia da Universidade de Padova, de Cícero Moraes, designer 3D notável por sua reconstrução facial em âmbito arqueológico e colaboração do Laboratório de Antropologia e Odontologia Forense (FOUSP) da Universidade de São Paulo, Brasil.
O retrato que emerge se afasta parcialmente do rosto magro e alongado de Cremesini para aproximar-se do aspecto mais maciço e corpulento do afresco que se encontra na Basílica Antoniana”. E por contribuição da tecnologia e ciência brasileiras!( Se a ciência já reconstrói assim a imagem, o que não fará o Pai , na ressurreição dos mortos?).
Estamos diante do Santo que honrou a SS. Trindade a ponto de merecer, hoje, uma reintegração da sua imagem, como lembrança de seus feitos. Discípulo de São Francisco, Santo Antônio uniu a vida contemplativa à vida ativa, às vezes, sem tempo para comer. Realizou milagres de que não se tem conta, (além dos tradicionais, bem conhecidos).Pregou como um teólogo, cuja inteligência e pureza foram conduzidas pelo Senhor Menino, atendendo os pobres num gesto universal de acolhida, cuja fraternidade é lembrada pelos pães que se oferecem como sacramentais, no seu dia.- Santo Antônio, nos braços da SS. Trindade, que hoje te contempla, intercede por nós, agora e sempre!

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